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O Cubatão na Serra de São Francisco
24/05/2022

Segundo Benedito Maciel de Oliveira Filho, atual presidente do Sorocaba clube, historiador prático e teórico: "Na região de Sorocaba existem pontos desconhecidos mas intimamente ligados à evolução histórica. Na Serra de São Francisco, o belo Cubatão correndo sobre o grande rochedo, sem margens limitadoras, descontraidamente, encontrando a grande fenda rochosa, encaminhando-se, assim, à represa formada por suas próprias águas (...), guarda segredos inimagináveis perdidos na epopeia bandeirante e na teimosia do tropeiro".

Consta da conferência realizada em 21 de junho de 1929, no Instituto Histórico e Geográfico: É sabido que o nosso Brasil é, em toda a sua vastidão, rico em minerais. Seu solo oculta jazidas inesgotáveis de todos os minerais mais úteis e mais preciosos. E em São Paulo, o ouro em pó, em folheta e em granito, pouco ou muito se encontra ainda por toda a parte, bastando escavar ou remover a terra, uma vez que a bateia, agitada por mãos hábeis, seja posta em ação.

O precioso livro do grande historiógrafo brigadeiro Machado de Oliveira, "Quadro Histórico da Província de São Paulo", informa que até no morro do Carmo, onde se erguia o vetusto casarão que servira de convento aos padres Carmelitas, edifício era em demolição, os rapazes da cidade, em tempos idos, apanhavam ouro nos barrancos piçarrentos, cortados pelas enxurradas. A esse tempo, solertes faiscadores, gamélia em punho, catavam ouro no Ypiranga, no Tamanduatehy e no Anhangabaú.

No Jaraguá e seus contrafortes, ainda hoje os moradores daquelas cercanias faiscavam, nos dias de folga, nos ribeiros que emanam da montanha. Assim também, após as grandes chuvas, catam ouro em pepitas, trazidas no aluvião. Neste momento, empresas estrangeiras substituindo os rotineiros faiscadores por maquinismos apropriados, reencetaram profícuas pesquisas, das quais estão já colhendo ótimos resultados.

O morro do Voturuna (São Roque), rico em ouro, cujo principal filão foi encontrado há pouco e está sendo explorado por uma companhia inglesa, é uma elevação isolada da serrania, demorando e grande distância do Jaraguá, com o qual não se identifica. Esse morro, assim como as suas antigas lavras, será objetivo, oportunamente, da leitura, neste recinto, de um novo estudo
. [3]

Segundo o "pai da História do Brasil", Francisco de Varnhagen, natural de Sorocaba, em 1552 "a primeira expedição partiu das proximidades de Santo Amaro rumo a Cotia em direção a região de Sorocaba". [1]

E segundo uma comunicação feita pelo primeiro Bispo do Brasil, ao rei D. João, em 13 de julho de 1552, também foi colhido ouro, nas margens de um rio chamado Cubatão, juntos nos desaguadouros dos riachos que desciam da lombada do Paranapiacaba. [2]

CIDADES RELACIONADAS

Sorocaba/SP
São Roque/SP
Santo Amaro/SP


RELACIONAMENTOS

Diamantes, ouro e prata875 registros
Bispo Sardinha25 registros
Rio Cubatão11 registros
Pela primeira vez419 registros
Jeribatiba (Santo Amaro)16 registros
Guarapiranga3 registros
Fazenda Ipanema231 registros
Aldeia de São Miguel (Guarapiranga)19 registros
Fontes/Referências:

[1] Varnhagen, Francisco Adolfo de (Visconde de Porto Seguro). História Geral do Brasil-Antes da Separação e Indepêndencia de Portugal. Rio de Janeiro, Casa E&H. Laemmert, 2ª edição

[2] Jornal Correio Paulistano, 23.06.1929, página 4. “As minas de ouro do Jaraguá”, tema da conferência realizada em 21 de junho de 1929, no Instituto Histórico e Geográfico, pelo coronel Pedro Dias de Campos.

[3] Jornal Correio Paulistano, 23.06.1929, página 4. “As minas de ouro do Jaraguá”, tema da conferência realizada em 21 de junho de 1929, no Instituto Histórico e Geográfico, pelo coronel Pedro Dias de Campos.




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