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Um tratado de paz, que não duraria muito, foi firmado e o padre Anchieta deixa a aldeia dos Tamoios, parte da aldeia do chefe Cunhambebe para Bertioga
14 de setembro de 1563, sábado ver ano
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1563 — O padre Anchieta, que se achava entre os Tamoio desde 5 de maio, parte neste dia da aldeia do chefe Cunhambebe para Bertioga.

Este Cunhambebe era, provavelmente, filho do valente e feroz índio do mesmo nome, falecido entre os anos de 1554 e 1560.

Thevet, que o conhecera em 1550, quando pela primeira vez esteve no Brasil com o capitão Testu, chama-lhe Quoniambec, e acrescenta: “Que é o nome do abutre” (Histoire de deux voyages, ms. da Bibl. Nac. de Paris, fl. 82).

Nesse caso o nome deveria ser “Cuimbáe-bebé”, literalmente, o valente voador.

A aldeia deste chefe tinha o nome de Arirah (H. Staden, cap. 38), e ficavajunto ao “rio das Vasas”, de que fala Thevet, chamada pelos nossos Ariró.[1] Histoire de deux voyages, ms. da Bibl. Nac. de Paris, fl. 82— O padre Anchieta, que se achava entre os Tamoio (ver 5 demaio e 12 de junho), parte neste dia da aldeia do chefe Cunhambebe paraBertioga. Este Cunhambebe era, provavelmente, filho do valente e ferozíndio do mesmo nome, falecido entre os anos de 1554 e 1560. Thevet, que OBRAS DO BARÃO DO RIO BRANCO522o conhecera em 1550, quando pela primeira vez esteve no Brasil com ocapitão Testu, chama-lhe Quoniambec, e acrescenta: “Que é o nome doabutre” (Histoire de deux voyages, ms. da Bibl. Nac. de Paris, fl. 82). Nessecaso o nome deveria ser “Cuimbáe-bebé”, literalmente, o valente voador.A aldeia deste chefe tinha o nome de Arirah (H. Staden, cap. 38), e ficavajunto ao “rio das Vasas”, de que fala Thevet, chamada pelos nossos Ariró.[2]

Cunhambebe (? – c. 1555) foi um famoso chefe indígena tupinambá brasileiro, tendo sido a autoridade máxima entre todos os líderes tamoios da região compreendida entre o Cabo Frio (Rio de Janeiro) e Bertioga (São Paulo). Foi, também, aliado dos franceses que se estabeleceram na Baía de Guanabara em 1555, no projeto da França Antártica. É citado na obra do religioso francês André Thévet "Les singularitez de la France Antarctique" e na obra do aventureiro alemão Hans Staden "História Verdadeira...". Noticia-se que o chefe tamoio, em rituais canibais de sua tribo, tenha devorado mais de sessenta portugueses.[3]





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