Brasil 4 x 1 Tchecoslováquia: estréia da seleção na Copa do México
3 de junho de 1970, quarta-feira Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
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No Estádio Jalisco, em Guadalajara, a Seleção Brasileira derrotou a Tchecoslováquia por 4 a 1, de virada, e largou bem na campanha rumo ao tricampeonato mundial. Os gols do Brasil foram marcados por Rivellino, Pelé e Jairzinho (2).
Logo na primeira partida da Copa do Mundo, o Brasil enfrentou os adversários da final do Mundial de 1962. As duas equipes compuseram o Grupo 3 do torneio, junto com a Inglaterra e a Romênia.
Oito anos depois, porém, a Seleção Brasileira havia se renovado completamente. Dos 11 titulares da final, nenhum estava no México como jogador.
O único remanescente era Mario Zagallo, que agora ocupava o cargo de técnico. Machucado naquela decisão, Pelé estava de volta para liderar o Brasil pela última vez dentro de campo.
O início da Seleção não foi dos melhores. Logo aos 11 minutos do primeiro tempo, o Brasil foi surpreendido. Em grande arrancada, Petras deixou Brito para trás e estufou a rede de Félix.
O escrete Canarinho, que já vinha de uma campanha decepcionante na Copa de 1966, não começava bem. Não demorou, no entanto, para os brasileiros reagirem.
Aos 24 minutos, Pelé recebeu bola no meio-campo e, com o corpo, deixou o primeiro tcheco para trás. Em seguida, avançou e tabelou com Tostão, antes de sofrer falta na entrada da área.
O Rei até se posicionou para a cobrança, mas foi dos pés de Rivellino que saiu o empate do Brasil. Uma finalização forte, à meia altura, no canto do goleiro mas inapelável. Ali, o mundo conhecia o poder da Patada Atômica, apelido que ganhou o chute de Riva após esse golaço.
A virada do Brasil quase saiu antes do intervalo. Mas o lance foi tão genial que, mesmo sem alterar o placar, entrou para a história. Na intermediária brasileira, Clodoaldo deu um bote certeiro e desarmou o ataque da Tchecoslováquia.
A bola caiu nos pés de Pelé, que viu o goleiro adiantado e, de trás da linha que divide o gramado, chutou. A bola viajou mais de 50 metros no ar do Jalisco antes de cair a centímetros da trave esquerda do goleiro Viktor.
A jogada tirou o fôlego de todos os presentes. Apesar de não balançar as redes, foi comemorada, exaltada, por quem sabia que estava testemunhando ali um momento histórico do futebol mundial.
Se não saiu nessa jogada, o gol de Pelé não tardaria a chegar. Na volta para o intervalo, o Brasil continuou pressionando em busca da virada.
Aos 14 minutos da segunda etapa, uma combinação de craques resultaria no segundo gol da Seleção. Gerson recebeu a bola próximo ao círculo central. Com a famosa Canhotinha de Ouro, lançou para o Rei.
Sua Majestade, já na grande área, subiu muito e quase parou no ar para matar a bola no peito e finalizar na sequência. 2 a 1 para o Brasil.
A genialidade de Gerson voltaria a aparecer dois minutos depois. O meia novamente usou seu lançamento para encontrar um atacante brasileiro.
Desta vez, foi Jairzinho quem apareceu livre para, sem dominar, encobrir o goleiro Viktor e completar para o gol vazio. Começava ali a saga do Furacão da Copa, que marcaria em todas as partidas daquele Mundial.
Logo depois desse gol, a Seleção viveu um momento de apreensão. Com uma lesão na coxa direita, Gerson caiu sobre o gramado e teve que ser substituído por Paulo Cezar Caju.
A contusão muscular colocava em dúvida a participação do meia no duelo contra a Inglaterra e poderia trazer problemas para a equipe na sequência do Mundial.
Com Caju em campo, o Brasil conseguiu administrar bem a partida. Quando acalmou os ânimos, ampliou a vantagem. O placar ficou completo aos 38 do segundo tempo. Dessa vez em jogada individual, Jairzinho deu números finais à partida.
O camisa 7 recebeu de Pelé na intermediária de ataque, passou por três defensores e bateu no canto do goleiro. Vitória definida: 4 a 1 e um começo categórico para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970.
Brasil: Félix; Carlos Alberto Torres, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo e Gérson (Paulo Cezar, 62); Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivellino. Técnico: Zagallo.
Tchecoslováquia: Vitkor; Dobias, Horvath, Migas e Hagara; Kuna, Hrdlicka (Kvasnak, 46); Frantisek Vesely (Bohumil Vesely, 75), Petras, Adamec e Jokl. Técnico: Josef Marko
Gols: Petras (11), Rivellino (24), Pelé (59) e Jairzinho (61, 83)
CA: Gerson, Tostão, Horvath
Você sabia?
- A partida entre Brasil e Tchecoslováquia repetiu o duelo da decisão da Copa do Mundo de 1962. Ao longo do Mundial, o Brasil ainda reencontraria o Uruguai, rival na final da Copa de 1950.
- Por três minutos, Pelé não se tornou o primeiro jogador a marcar em quatro Copas do Mundo (1958, 1962, 1966 e 1970). Quando o Rei balançou as redes da Tchecoslováquia, o alemão Uwe Seeler acabara de realizar o feito em sua estreia no Mundial.
- O Brasil chegou à estreia da Copa do Mundo com 100% de aproveitamento nas Eliminatórias. Aquela Seleção é, até hoje, o único time que ganhou todos os jogos nas Eliminatórias e no Mundial.
O que diziam por aqui
Os jornais brasileiros tratavam o grupo da Seleção como o mais complicado em todo o Mundial. No dia do sorteio, o Correio da Manhã, de Porto Alegre, destacou a "pouca sorte" do Brasil por cair na mesma chave da Tchecoslováquia, da Romênia e da Inglaterra, que tentava a defesa do título conquistado em 1966.
Técnico da Seleção no momento do sorteio, João Saldanha destacou o tamanho do desafio do Brasil:
- Quando o touro investe, tem-se que enfrentá-lo de qualquer maneira. Já esperava uma chave difícil, mas teríamos que enfrentar estes adversários mais cedo ou mais tarde. Para ser campeão mundial, um time tem que vencer todos os outros, não importa a ordem.
Na véspera da partida, o Jornal O Globo, do Rio de Janeiro, destacou a estreia do Brasil e a primeira transmissão ao vivo de um jogo de Copa do Mundo.
"O Brasil todo vai parar, colado aos rádios ou em frente às tevês: é a primeira vez que um jogo da seleção "canarinho" numa Copa terá transmissão direta pela TV", destacou a publicação.
À época, havia algumas críticas sobre o esquema escolhido pelo técnico Zagallo, que fez mudanças importantes antes da disputa do Mundial. A dúvida para a estreia estava por conta da condição física do lateral Marco Antônio.
No último treino antes do duelo com a Tchecoslováquia, Zagallo confirmou a entrada de Everaldo como seu substituto.
Após o jogo, no entanto, a preocupação se transformou em euforia. No Correio da Manhã, o relato de José Trajano destacava a magnífica exibição de Pelé.
Jorge Arbex, por outro lado, destacou a apreensão de Zagallo com a saída de Gerson, após sentir a coxa direita.
Mas no geral, as publicações eram só elogios à atuação da Seleção Brasileira. Como destacou o próprio O Globo, em letras garrafais: "Fúria e técnica esmagam tchecos".
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]