| 15 de abril de 1920, quinta-feira 13/02/2025 06:42:31
No dia 15 de abril de 1920, em Braintree (Massachusetts), ocorreu um assalto a uma sapataria, seguido por dois homicídios.
Os suspeitos principais eram Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti, que foram inicialmente acusados apenas de porte ilegal de armas, apesar de essa ser uma prática comum entre os americanos, e posteriormente do duplo assassinato.
O contador e seu segurança estavam com US$ 15 mil na hora do crime, dinheiro que foi levado pelos assaltantes, num carro roubado.
A polícia suspeitou que anarquistas italianos tivessem perpetrado o crime para financiar suas atividades.
Com Sacco e Vanzetti encontraram armas e munições; no entanto, a prova de balística foi inconclusiva, não ficando claro se as balas que mataram o contador e seu segurança haviam partido da arma que encontraram com os anarquistas italianos.
As declarações das testemunhas também eram confusas e contraditórias.
De todo modo, alguns dias depois, em 5 de maio, Sacco e Vanzetti são acusados e, quatro meses depois, em 14 de setembro, indiciados.
A Absolvição tarde demais
Os professores Louis Joughin, da New School for Social Research, e Edmund M. Morgan, da Harvard Law School estudaram o processo e o julgamento de Sacco e Vanzetti durante vários anos.
E 21 anos após a execução, em 1948, chegaram à conclusão de que foi cometido um erro judicial.
Segundo os autores, Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti foram vítimas de uma sociedade doente, na qual o preconceito, o chauvinismo, a histeria e a má-fé eram endêmicos.
Patrícia Rehder Galvão não viveu para presenciar esse momento. Faleceu aos 52 anos, no dia 12 de dezembro de 1962, em Santos/SP.
Se passaram mais 15 anos e, somente em 23 de agosto de 1977, cinquenta anos após a execução de Sacco e Vanzetti, o governador de Massachusetts, Michael Dukakis, reconheceu formalmente a injustiça cometida pelo tribunal e reabilitou o nome dos dois italianos.
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