Nascido em 1808, ele migrou para o Brasil em 1828. Erudito, começou a ganhar a vida dando aulas particulares em repúblicas estudantis de São Paulo e acabou se tornando professor na Faculdade de Direito. Em 1834, foi nomeado professor de História, Filosofia e Geografia do curso anexo da instituição - que funcionava como escola preparatória.Mas o que lhe renderia, anos mais tarde, o direito de ser sepultado com destaque no interior do prédio universitário viria de uma sociedade secreta que Frank fundou a Burschenschaft Paulista, mais conhecida como Bucha.Um personagem misteriosoConforme definiu o jornalista Afonso Schmidt (1890-1964) no livro A Sombra de Júlio Frank, o alemão era admirado e ignorado na mesma medida."Apesar das diversas pesquisas e análises publicadas, resta ainda certo mistério a respeito de Júlio Frank, especialmente sobre motivo de sua vinda ao Brasil pelos idos de 1828", comenta à BBC News Brasil o historiador Luís Soares de Camargo, diretor do Arquivo Histórico Municipal de São Paulo.
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