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Organizando a História

Séculos



*Chegou a São Paulo
1600, sábado ver ano


 Fontes (2)

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Também conhecido como Gerhart Bettinck ou Geraldo Betting. Natural de Doesburg, Geldrie, Holanda. Engenheiro, veio para o Brasil, na companhia do governador D. Francisco de Souza, posteriormente a 1591, para trabalhar em pesquisas minerais, vivendo na Bahia até o ano de 1600 e passando para São Paulo após essa data. Acompanhou o governador em suas incursões à costa, aos rios Araçoiba, Jaraguá e Ibituruna, acontecidas até julho de 1601. Em 1611, Balthazar Gonçalves declara que pretende ir às minas de Caativa com “o mineiro alemão Oalte ou Bettimk” (Taunay, História geral das bandeiras paulistas, v. 1, p. 263). Ainda em 1611 Gerrit Bettinck autorizou a venda da herança de seus pais em Doesburg e, em 29 de dezembro de 1613, por procuração, passou o que foi apurado a Johan van Ackeren, Udo Avincx, Frederick Besselinck e Hermen Bettinck. No documento holandês relativo a essas transações, declara-se que Gerrit Bettinck vivia então “nas Índias Ocidentais, perto de São Vicente, numa pequena cidade chamada São Paulo”, como se pode ler na sua íntegra: “14 de dezembro de 1614. Perante os vereadores Johan Stendering Henrice e Adriaen Buickenvoert comparaceram os excelentíssimos senhores Johan Stendering Lamberss, Johan Dunsberch e Wolter Schaep, como procuradores de Gerhart Bettinck, vivo nas Índias Ocidentais, perto de São Vicente, numa pequena cidade chamada São Paulo, em conseqüência de uma procuração de São Paulo, escrita em português, datada de 29/12/1613, apresentada nesta secção, e têm (os procuradores) o poder – em conseqüência da procuração acima mencionada e entregue e transportada – para entregar e transportar, através dessa, às mãos de Johan van Ackeren, Udo Avincx e Frerick Besselinck e Hermen Bettinck e os seus herdeiros, toda herança materna e paterna do principal Gerrit Bettinck, mencionado acima, depois de ter sido determinado um certo inventário que, em outubro do ano de 1611, foi vendido por Peter van Belheeim, em nome do mencionado Gerrit Bettinck, por uma certa soma de moedas entregues nas mãos de Art Baerken e Evert van Middachten; depois de ter sido lida em voz alta a procuração mencionada como feita nesta secção, deram os procuradores acima mencionados toda herança paterna e materna de Gerrit Bettinck, acima mencionado, em favor de Johan van Ackeren, Udo Avincx, Frerick Besselinck e Hermen Bettinck e seus herdeiros, com a palavra, mão e pena, como acontece num tribunal. Em seguida, Wolter Schaep explicou, diante dos vereadores acima mencionados, que, caso os compradores acima mencionados possam provar que a assinatura de Gerrit Bettinck aqui mostrada é falsa, ele lhes restituirá as moedas pagas pela compra acima mencionada e, por meio desta, dá, como garantia, sua casa e terreno que possui aqui.” [Brandão, Um neerlandês em São Paulo, 765-776]




1º fonte - 1975
Jacyntho José Lins Brandão; Um neerlandês em São Paulo, Jacyntho José Lins Brandão

D. Francisco entregou-se às pesquisas de metais na região. Até julho de 1601 a comitiva governamental desceu à costa por três vezes, indo aos rios "Araçoiaba, Jaraguá, Ibituruna e a outros". "Acompanhou-o Geraldo Beting, esse fidalgo português em todas as expedições que partiram de São Paulo". Também conhecido como Gerhart Bettinck ou Geraldo Betting. Natural de Doesburg, Geldrie, Holanda. Engenheiro, veio para o Brasil, na companhia do governador D. Francisco de Souza, posteriormente a 1591, para trabalhar em pesquisas minerais, vivendo na Bahia até o ano de 1600 e passando para São Paulo após essa data. Acompanhou o governador em suas incursões à costa, aos rios Araçoiaba, Jaraguá e Ibituruna, acontecidas até julho de 1601.

Vindo da Bahia com o Governador D. Francisco de Souza (como trataremos adiante), transferiu-se para São Paulo, onde fixou residência e se casou com Custódia Dias. Era Custódia filha de Manoel Fernandes Ramos.

2º fonte - 2007
A REPRESENTAÇÃO DO IMIGRANTE ALEMÃO NO ROMANCE SUL-RIO-GRANDENSE: A DIVINA PASTORA, FRIDA MEYER, UM RIO IMITA O RENO, O TEMPO E O VENTO E A FERRO E FOGO

Ferdinand Schröder (2003, p. 34-35) faz menção a alguns nomes que ingressaram aqui:

O mais famoso do período colonial é certamente Hans Staden, de Homburg, no Hesse,que esteve 1547/48 e 1549/55 no Brasil Central e descreveu seu próprio destino. Elepróprio deparou-se em São Vicente com conterrâneos alemães, os comerciantes PeterRoessel e Heliodorus Eobanus Hesse. (...). Por volta de 1600 encontra-se no Brasil umafirma Schatz, sendo Paul Werner diretor de sua feitoria. Em São Paulo residem oartesão alemão Joseph Pranta, pai de sete filhos, e diversos engenheiros de minas: JacobCalte (Palte, Walter), Gerhard Betting e Wilhelm Glimmer. Este último escreveu umroteiro sobre o caminho de São Paulo até o rio São Francisco. Também é conhecido o fato de que nas aldeias jesuítas na margem esquerda do Uruguai se encontravamdiversos padres jesuítas alemães: Karl Linges, Schwartelberger, Strobel, JohannHermes, Anton Sepp, Dominicus Meyer, Joh. Ph. Bettendorf e Samuel Fritz.

Também Maurício de Nassau trouxe alemães para aqui trabalhar, quando este eragovernador da Companhia das Índias, de 1637 a 1644, os quais se fixaram em Pernambuco.Dentre os do grupo o autor destaca “Zacharias Wagner, de Dresden, Joh. Georg Oldenburgk, deCoburg, e Georg Markgraff, de Liebstadt na Saxônia, cuja ´Historia naturalis Brasília` foipublicada em 1747, em Amsterdan” (SCHRÖDER, 2003, p. 35). Era o período do domínioholandês no nordeste do Brasil e muitos imigrantes alemães vieram para atuar no exército, comorelata Oberacker (1985, p. 79): “Entre os imigrantes que vieram para Pernambuco, durante odomínio holandês, havia muitos alemães. Unidades militares completas compunham-se demercenários teutos, e também quase toda a oficialidade era alemã. Foi então que se registrou nahistória brasileira pela primeira vez, a chegada no Brasil de germânicos às centenas."


LUCIA01/01/1600
ANO:83
  


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