A ameaça da execução do breve do papa exasperou os povos.Aos 2 do mês de julho de 1640, em sessão da Câmara os oficiais desta (7) juntos com as pessoas da governança da terra com o maispovo (124), ao todo 131 pessoas, resolveram pôr em execução o que emS. Vicente, cabeça da capitania, havia sido resolvido, e que consistia emexpulsar da capitania os padres da Companhia de Jesus. Foram todos aocolégio dos padres da Companhia de Jesus e intimaram “ao reverendo padre Reitor Nicolau Botelho que dentro de seis dias todos os padres despejassem a vilae se recolhessem ao colégio do Rio de Janeiro para segurança de suas vidas, honras efazendas, por causa do levantamento do gentio, e por outros motivos que levariam aoconhecimento de Sua Santidade e de Sua Majestade” (Atas, vol. 5, págs. 8 e 9,de 25 a 28). [1]Vejamos como em S. Paulo se deu o tumulto anti-jesuitico de 1640.A 2 de julho reuniu-se a Camara comoi para tratar de assumptos da vida coramum. Elegeu-se um ve- reador, João Fernandes de Saavedra, que obteve vintee sete votos contra quatro, attribuidos a Paulo doAmaral, o conhecido sertanista, um dos mais dedicados auxiliares de Antonio Ra,poso Tavares.Deu-se posse ao novo official, e depois se tratouda magna questão da ordem do dia. Chegara a SãoPaulo, transportada com todo o cuidado e carinho,uma caixinha em que se encerrara a acta da sessãodos procuradores municipaes de toda a capitania emS. Vicente.Enorme o concurso dos homens de pról, da ^/illa,anciosos pelo desfecho da longa questão por elles eseus paes mantida contra os jesuitas, cerca de centoe trinta homens, entre os quaes os mais notáveis re- presentantes do bandeirismo.Na assembléa não figurava Antonio Raposo Ta-vares, provavelmente occupado na conducta do soc- corro paulista a Pernambuco, mas nella o representavao irmão Diogo Tavares, seu fidus achates Paulo do,Amaral e seu logar tenente da campanha de 1637, Diogo Coutinho de Mello, além de numerosos dos comparticipantes de suas entradas.Amador Bueno, ouvidor, homem do governoi, também ali não se achava; representavam-no, porém, ofilho, Amador Bueno, o moço, e o genro D. Francisco Rendon de Quevedo.Além destes, quantos nomes notáveis nos annaesdo bandeirismo! a começar por Fernão Dias Paes,Domingos Jorge Velho, Sebastião Fernandes Preto, Bartholomeu Fernandes de Faria, Pedro Vaz de Barros,José Ortiz de Camargo, Ascenso de Quadros e taniosmais!Aberta a caixinha leu o escrivão municipal o documento ao povo, que com estrepitosas acclamaçõesxhouve por bem
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