Martins ([1911] 2003, p. 333) e Moura ([1932] 1980, p. 72) afirmam que se ignora a data de fundação da Igreja de Santo Antônio, assim como seus fundadores. Baseados no testamento de Afonso Sardinha, alguns historiadores afirmam que sua construção ocorreu em 1592, data da morte de Sardinha e que consta em seu testamento que ele teria deixado dois cruzados para a Igreja. Martins e Moura contestam e alegam que pode ser que Sardinha estivesse se referindo à Igreja de Santo Antônio do Piqueri (1560).Segundo Paula Porto, a Igreja de Santo Antônio já existia em 1603. Segundo relatos de alguns historiadores, sua construção ocorreu em 1639, data da chegada dos padres da Ordem Menor de Santo Antônio. A reedificação desta igreja ocorreu em 1717, a expensas de alguns devotos. [IBGE Igreja Matriz: Santana de Parnaíba]. [João Mendes de Almeida (1886)]Todas essas explicações, porém, perdem seus significados, quando se comprova que aorigem da palavra Parnaíba tem raízes históricas. Isso porque, tal vocábulo é corruptela de Pan-n-eií-bo, em tupi “lugar de muitas ilhas”. De pan- ilhas, n por nasal a palavra anterior, eií – muitas, bo - breve - lugar. Vocábulo que se refere a “Cachoeira do Inferno”, obstáculo que fez o fundador Manoel Fernandes Ramos parar no meio de sua incursão mata adentro e formar sua fazenda. A tal cachoeira é cercada de outras pequenas ilhas, que tornam a navegação mais difícil. Uma dessas ilhotas parece ser uma pedra chata de curta extensão e largura que recebeu o nome indígena de Itapeva (pedra chata) ou Itape-bae. (Edição de documentos oitocentistas e estudo da variedade linguistica em Santana de Parnaíba, 2007. p.21) [5]Votorantim, morro de água branca;Araçoiaba, morada do Sol;Itupararanga, salto barulhento;Ipanema, água ruim;Itinga, água branca;Ipatinga, lagoa branca;Itapeva, pedra chata, primeiro nome da serra de São Francisco;Itavuvu, de Itapevuçu, pedra chata grande;Inhaíba, campo ruim;Nhon-nhon de nhu-nhu, campo-campo ou campina;Nhu-mirim, campo pequeno;Iporanga, água bonita;Caputera, mato verdadeiro;Caguçu, mato grande;Cajuru, boca do mato;Jurupará, garganta do rio;Pirajibu, rio do peixe;Pirapitingui, rio do peixe vermelho;Avecuia, terra que cai;Bossoroca ou vossoroca, barroca;Bacaitava, rio que corre entre as pedras;Taquarivaí, rio do Taquaral;Itanguá, pedra ou piçarra amarela;Ceopiri, rio dos Couros, atual Supiriri;Itararé, riacho que fura a pedra;Jacareipava, lugar do rio jacaré, atual Jucurupava;Jundiacanga, cabeça do Jundiá;Jundiaquara, buraco do Jundiá;Jundiaquara, buraco do Jundiá (bagre);Cuiabá, lugar de cuias;Sarapuí, rio do sarapu; (“A História Ambiental de Sorocaba”, 2015. Fábio Navarro Manfredini, Manuel Enrique Gamero Guandique e André Henrique Rosa. Página 16)
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