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autor:22/10/2023 08:45:18
Inventário e Testamento de Ignez Pedroso

    9 de dezembro de 1634, sábado
    Atualizado em 24/10/2025 04:33:31
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PROJETO COMPARTILHARCoordenação: Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueirawww.projetocompartilhar.org SL. 7º, 435, 2-5, Ignez Pedroso, f.ª do § 3.º (Suzanna Moreira, e Pedro Alvares Cabral), foi 1.º casada com João Leite Furtado, f.º de Paschoal Leite Furtado e de Izabel do Prado; 2.ª vez casou-se com Thomé Martins Bonilha, f.º de Francisco Martins Bonilha, natural de Castela, e de Antonia Gonçalves. Com geração do 1.º marido no V. 3.º pág. 137 e do 2.º à pág. 258. Subsídios à Genealogia Paulistana (Bartyra Sette)Ignez Pedroso, falecida em 1634, casou em primeiras com João Leite, falecido em 1616 (SAESP vol. 4º, neste site) e em segundas com Thomé Martins Bonilha.Teve do 1º:1- Sebastião Pedroso, nascido por 16092- João Leite, nascido por 1611 Teve do 2º:3- João, nascido por 16204- Maria (citada na GP como Ignez), nascida por 1622 Ignez PedrosoInventário e Testamento SAESP, vol 8, fls. 359 a 386Testamento Data:. julho de 1632Inventário Data: 9-12-1634Local:. vila de São PauloJuiz dos Órfãos: Jeronymo BuenoTabelião: Ambrosio PereiraDeclarante: Thomé Martins, o viúvoAvaliadores: Manuel da Cunha - Francisco de Ogaia. fls. 362 Título dos filhos- João de idade de 13 para 14 anos.Maria de 11 anos para os 12.João Leite filho da defunta e Sebastião P---- já defunto. TESTAMENTO (resumo) aos --- dias do mes de julho de 1632 nesta vila de São Paulo nas casas de Thomé Martins onde eu publico tabelião fui chamado estando aí sua mulher Ignez Pedroso doente de cama por ela foi dito a mim perante as testemunhas ao diante nomeadas que ela queria fazer seu testamento. (encomendações pias)Seu corpo será enterrado na igreja de Nossa Senhora do Carmo ----------- sepultura. (pedidos de missas e legados pios).Deixava seu marido Thomé Martins por seu testamenteiro por ser casada com ele e que sua terça deixava a sua filha por nome Maria o remanescente.Declarou que tinha dois filhos do primeiro marido um por nome Bastião Pedroso e o outro João Leite e que na sua parte são seus herdeiros forçados e que de seu marido Thomé Martins tem uma filha e um filho que tambem são seus herdeiros forçados.legados.- --- perpetuana a sua sobrinha Maria Moreira;-saia de tafetá roxo a Mariana Pedroso.Declarou que deixou o padre Frei Leão no meu curral 24 ou 25 rezes quando se foi e vindo ele lhe darão o dito gado ou o dinheiro dele e declaro que deixou tambem em minha casa 4 peças do dito padre das quais anda um negro no sertão e um rapaz está em casa de José Ramires e vindo o dito padre se lhe entregará que são duas moças uma por nome Camilla e outra por nome Barbara e que tinha em sua casa um moço por nome Valerio bastardo que era do dito padre frei Leão por lh’o deixar em sua casa e que ela sempre o tratou como livre e que ele pode ir para onde lhe parecer e que devia a Hilaria Vicente 4 varas de pano e que devia a mulher de Lazaro - outras 4 varas de pano de algodão.Que seu filho João Leite lhe deve um moço que lhe emprestou o qual tornará ou se lhe descontará de sua legitima e mandava que se desse a sua irmã Izabel Pedroso uma rapariga para a servir de idade de 8 até 9 anos.(...) por assim ser sua ultima e derradeira vontade e assim outorgou sendo presentes por testemunhas Antonio da Silva Razão e Gaspar Cubas e Belchior Borba moradores nesta vila e por ela não saber assinar assinei eu tabelião por ela Ambrosio Pereira tabelião assino pela dita testadora Ambrosio Pereira Antonio da Silva Razão Gaspar Cubas Belchior Borba/ o qual translado de testamento eu tabelião o transladei do meu livro de notas em os 4-11-1632. fls. 365- (...) alem do dito testamento faço e ordeno este codicilo na maneira seguinte.Primeiramente que todo o gentio da terra que possuiu o tive como forro e por tal o declara.Que Generosa e Custodia deixava livres e forras por boas obras que deles havia recebido com obrigação que só a seu marido servirão em sua vida e por sua morte do dito seu marido ficarão forras e livres sem obrigação de servidumbre alguma nem a filho nem a filha e se poderão ir para a aldeia ou para onde lhe parecer e desta maneira houve este codicillo por acabado - (faltam varias linhas)------ e Izabel Pedroso e por ela não saber assinar rogou a mim tabelião que por ela assinasse eu Ambrosio Pereira o escrevi - Ambrosio Pereira - Pero Domingues - -------- Saavedra - João Leite.E declaro que tambem foram testemunhas Pero de Moraes e Pero de Lara e Paschoal de Moraes sobredito o escrevi - Pero Moraes Madureira - Pero de Lara - Paschoal de Moraes. Seguem-se avaliações (entre as quais):- casas da vila que partem com casas de Geraldo Betinque 32$000 réis.,- sitio do capão com um tijupar de palha 2$000 réis.- 14 braças de chão na vila na rua Nossa Senhora do Carmo defronte de Manuel Fernandes Giga e debaixo da casas de - que partem com - de Paulo da Costa 14$000 réis.- Sitio de Jagoaperuruba 24$000 réis. Dividas que deve esta fazenda.(entre as quais)- deve a Paulo da Silva 16$280 réis.-deve a Francisco de Siqueira genro de João Maciel por Antonio da Cunha 3$360 réis.-deve a Gaspar de Brito vinte pesos 6$400 réis.- deve-se mais a Mathias de Oliveira - de Thomé Martins da legitima que lhe coube de sua mãe Leonor Leme mulher que foi do dito Thomé Martins e da herança que herdou de Matheus Leme seu avô que tudo estava entregue ao dito Thomé Martins a quantia de 75$525 réis. Fica liquido para se partir entre o viúvo e os herdeiros 36$035 réis.Fica para se partir entre 4 herdeiros 12$010 réis e cabe a cada um 3$002 réis. Quinhão:-que se deu a João Leite- que se tirou para os órfãos filhos de ---- Pedroso e se deu ao curador que é Baptista Maciel. fls. 376- Confessou Catharina de Aguiar mulher do defunto Paulo da Silva por si e como curadora de seu filho estar paga de Thomé Martins de tudo que era a dever a seu marido, 16$280 réis que assinou por ela seu filho procurador Antonio da Silva.- Confessou Manuel Marinho procurador de Paulo Marquez Catalão de ter recebido (...).- Digo eu Matheus Martins morador nesta vila de São Paulo que estou pago e satisfeito de meu pai Thomé Martins da legitima que me ficou por morte de minha mãe Leonor Leme e do que me coube por morte e falecimento de meu avô Matheus Leme.- Confessou Mathias Peres estar pago de seu sogro Thomé Martins da legitima de sua mulher assim da fazenda que lhe cabe neste inventário como das peças. Estou pago da quantia que Ignez Pedroso minha irmã me era a dever no seu testamento a qual me pagou o seu testamenteiro a qual quitação lhe passei eu seu procurador. Francisco Rodrigues. Digo eu Maria Moreira que é verdade que recebi de meu cunhado Thomé Martins um gibão de tafetá como testamenteiro de sua mulher Ignez Pedroso por me deixar no seu testamento m’o desse e por ser verdade pedi a meu marido Innocencio este fizesse e assinasse por mim hoje 6-1-1638 Assino por ela Maria Moreira. Digo eu Marianna Pedroso que recebi de Thomé Martins uma saia que me deu minha tia Ignez Pedroso sua mulher por deixar m’a desse e roguei a meu tio Innocencio Preto este fizesse por mim e assinasse hoje 6-1-638 anos. - Marianna Pedroso. Digo eu Dionizia de Góes que recebi de Thome Martins um manto de sarja que deixava sua mulher Ignez Pedroso de esmola em seu testamento e roguei a meu filho Francisco Sanches que esta quitação por mim assinasse, hoje 1-4-1641 Francisco Sanches. Dizemos nós João Moreira e Innocencio de Brito como testamenteiro que ficamos por morte e falecimento do padre Gaspar de Brito que estamos pagos e satisfeitos de tudo o quanto o velho Thomé Martins era a dever no dito inventário o qual ficou por testamenteiro de sua mulher Ignez Pedroso São Paulo 14-8-1647 Innocencio de Brito - João Moreira. Digo eu padre Frei Leão que estou pago do senhor Thomé Martins da quantia --- que sua mulher Ignez Pedroso fez menção. derradeiro de outubro de --- Frei Leão --- Aos tres dias do mes de novembro de mil seiscentos e quarenta e ---- de São Paulo Thomé Martins como testamenteiro neste inventário e João Leite como curador e tutor de seus sobrinhos filhos que ficaram de seu irmão ---- Pedroso e pelo juiz foi mandado ao testamenteiro desse e entregasse ao tutor o que tivesse em seu poder tocante aos ditos órfãos e o dito tutor e curador se dava por entregue delas.- Thomé Martins - João Leite.



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 Fontes (1)

 1° fonte/2024   

Consulta em projetocompartilhar.org
Data: 2024




[4764] Consulta em projetocompartilhar.org
09/11/2024


EMERSON


09/12/1634
ANO:48
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]