'10 - -01/01/1594 Wildcard SSL Certificates
1590
1591
1592
1593
1594
1595
1596
1597
1598
Registros (50)Cidades (15)Pessoas (61)Temas (50)

autor:10/02/2024 23:31:28
Walter Raleigh publicou o livro "The Discoverie of Guiana"

mencio ()

    1594
    Atualizado em 25/02/2025 04:39:58
•  Fontes (2)
  
  
Fontes (2)


JAN.
01
HOJE NA;HISTóRIA
\\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\cristiano\hoje\01-01total.txt

Ainda em 1594 ele soube de um mito espanhol que dava conta de uma grande cidade dourada que ficava na nascente do rio Caroni. Um ano mais tarde ele partiria para explorar o que agora é a zona este da Venezuela, em busca de Manoa, a lendária cidade em questão. De volta à Inglaterra Walter publicou o livro The Discoverie of Guiana, um relato da sua viagem que foi considerado exagerado. Apesar de a Venezuela ter depósitos de ouro, não foram encontradas provas de que Raleigh tivesse encontrado alguma mina. De todo modo, o livro reforçou a crença sobre a existência de El Dorado.Apesar da influência do manuscrito de Martinez,o relato mais famoso da cidade dourada foi publicado em 1596 na Inglaterra (The discoverie of the large,rich and beautiful empire of guiana, with a relationof the great and golden city of Manoa), pelo corsário Walter Raleigh, após suas buscas infrutíferas aofabuloso local no norte da América do Sul. Seu autor não chegou a visitar a referida cidade, descrevendo em detalhes as populações indígenas que a delimitavam, tributárias do império das Guianas, muito poderoso “y adornado con tantas ciudades, villas,templos y tesoros” (RALEIGH, 1980, p. 65). WalterRaleigh acentuou a relação Peru-Eldorado, ao considerar o governante como descendente direto dosincas, que “está gobernado por las misma leyes, yel imperador y la gente observan la misma religion,y la misma forma y política de gobierno como seusaban en Peru” (RALEIGH, 1980, p. 66). O corsário britânico teve uma grande influência dos relatosde Jean de Mandeville, tanto na forma de narraçãoquanto nos temas descritos. Ao contrário de JohannesMartinez, não afirmou que esteve na cidade em questão, mas que obteve informações fidedignas e confiáveis, de habitantes da região. Um procedimentoque manteve também com as descrições dos descabeçados e das Amazonas, tal como Mandeville (aoobter informações de terceiros), o que de certa maneira, explicaria a enorme popularidade de seu relato. Por intermédio da narrativa de sir WalterRaleigh, esses personagens tornaram-se conhecidosno Velho Mundo, apesar de acéfalos constarem noMappae Mundi de Piri Reis em 1513 e das Amazonas serem descritas por inúmeros relatos sobre oNovo Mundo.Walter Raleigh conservou a cidade das amazonas em uma ilha, que teria “gran cuantidad deplanchas de oro (chaguacas) e una classe de piedrasverdes, que los espanoles llaman piedras de yade”(RALEIGH, 1980, p. 88). Em outra região, descreveu os Tivitiva, indígenas que construíam cidades emárvores e os Epuremeyo, que mantiveram uma grandecidade chamada Macureguary, em uma montanha.Porém a mais surpreendente descrição é a referenteaos descabeçados, também habitantes de uma ilha:“son chamados Ewaipanoma, se informa que tienemlos ojos en los hombros, y la boca en la mitad delpecho, y que una gran cola de pelo les crece haciaatras entre los hombros” (RALEIGH, 1980, p.161).A associação entre acéfalos e tesouros ocultos emterras exóticas também pode ser vislumbrada com omapa-mundi de Leardo (1448). Na África misteriosa, concebida pelo cartógrafo, esses personagenshabitam um país com montanhas de ouro. Sendo anarrativa de Raleigh apenas a conservação dessaassociação no imaginário geográfico: os acéfalosfuncionam como símbolos de guarnecimento dasriquezas fabulosas, conferindo ao mesmo tempoexotismo e horror em suas imagens. Todos essespovos e cidades descritas, para Walter Raleigh, seriam tributários e súditos da capital do império dasGuianas, Manoa, localizada em uma ilha ao centro do lago Parimá. Deste lago “y en muchos otrosrios, ellos recogniam granos de oro perfectos, y enpedazos tan grandes como piedras pequenas”(RALEIGH, 1980, p. 177). Com Walter Raleighvemos desenvolvida a forma final do Eldorado: oimpério que abrange toda a região norte do Amazonas. A matriz objetiva dessa representação foramos tradicionais reinos fantásticos do Ocidente, cujosmais famosos exemplos, os reinos de Prestes Joãoe Ophir, em sua versões clássicas, estão também situados em ilhas e cercados de elementos fantásticos e maravilhosos.Soberano cristão supostamente descendente dosReis Magos, Prestes João e seu reino inicialmenteeram localizados na Ásia (por volta de 1165), e apartir de 1480, os portugueses afirmaram ser na África. Símbolo do imperador universal, pois como oEldorado, ultrapassaria todos os soberanos do mundo em riqueza e poder. Sua extrema mobilidade geográfica tem similariedades com as cidades douradas da América do Sul (são sucessivamente transferidas da Colômbia para a Venezuela, Guianas,Amazonas, Bolívia, Paraguai, Mato Grosso e outrasregiões). Outra aproximação é a descrição do palácio-capital, construído sobre alicerces feitos de pedras preciosas, muros de ouro, grades e tetos de cristal. O relato mais famoso deste mirífico reino surgiu em 1357, com o conhecido Voiage de sir JohnMandeville. Nele, encontramos um recolhimento detodas as lendas existentes neste período na Ásia,como as amazonas, os acéfalos, fonte da juventude,ilhas paradisíacas, animais bizarros e exóticos, regiões infernais, cidades fantásticas (DELUMEAU,1995, p. 103-106) ou seja, todas as matrizes imaginárias do maravilhoso americano



\\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\cristiano\registros\20767icones.txt



Dutch Golden Age map of South America based on the map by Plancius, de Mercator Hondius
1620

Dutch Golden Age map of South America based on the map by Plancius, de Mercator Hondius


Paulo de Oliveira Leite Setúbal
1934

"O Romance do Prata" de Paulo Setúbal (Sabarabuçu, serra Sabarabussú)


Croqui do Peabiru na América do Sul
Data: 01/01/2012
Créditos/Fonte: Andressa Celli
Baseado em: Bond, 2011(mapa


ID: 6202



EMERSON


01/01/1594
ANO:50
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]