Nesse sentido, vale lembrar que desde o momento de sua fundação, em 1554, a antiga vila sofreu com o ataque de tribos que não aceitavam a implantação do novo núcleo. Vivendo sob ameaças constantes, a população foi obrigada a se proteger e, a exemplo do que ocorria nas cidades medievais, os paulistanos foram obrigados a construir postos de observação à distância para evitar ataques de surpresa, bem como edificaram um muro de proteção ao redor da cidade.Dos primeiros, a história registra a existência do Forte Emboaçava, estrategicamente localizado na confluência dos rios Tietê e Pinheiros, no atual bairro da Lapa. Aliás, Emboaçava significa, na língua tupi, o lugar por onde se passa, termo este bastante representativo uma vez que indicava a existência de antigas trilhas indígenas no local. Como posto avançado de defesa da vila, o atual bairro da Lapa viveu, no século XVI, seus momentos de medo e sobressaltos, sempre em alerta quando se avistava a movimentação de índios que procediam do Jaraguá (ao norte) ou do Morumbi e Butantã, nos quadrantes sul e oeste.Sobre os antigos muros – ou paliçadas – que cercavam a cidade, sabemos de sua existência através de relatos da época, inclusive alguns inscritos pelos próprios vereadores nas Atas da Câmara Municipal, hoje custodiadas pelo Arquivo Municipal. Apesar da imprecisão sobre sua real extensão e localização, a muralha certamente acompanhava a colina central desde a atual Igreja do Carmo até o Mosteiro de São Bento. [familiaresnaves.blogspot.com]
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