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autor:04/02/2024 18:28:16
Inventário de Juzarte Lopes feito, Vila de São Paulo, no sítio de além do Rio Grande, “manda dar um manto de tafetá pardo ao bem-aventurado Santo Amaro de Virapoeira”

    10 de dezembro de 1635, segunda-feira
    Atualizado em 24/10/2025 04:33:31
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PROJETO COMPARTILHARCoordenação: Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueirawww.projetocompartilhar.org SL. 1º, 24, 4-3 Maria Nunes de Pontes, que casou 1.o com Zuzarte Lopes f.o de Mathias Lopes e de Catharina de Medeiros, e teve f.a unica em Pires Cap. 6.o § 4.o; SL. 2º, 19, 1-4 Zuzarte Lopes, fallecido em 1635 no sertão dos Patos na casa do principal de Aracambi, onde fez seu testamento, foi casado com Maria de Pontes fa. de Pedro Nunes e de sua terceira mulher Catharina de Pontes. Deixou Zuzarte Lopes (por nascer) a fa. unica:SL. 2º, 19, 2-1, Catharina de Medeiros que foi casada com Diogo Furtado f.o. de Leonel Furtado e de Gracia Mendes. JUZARTE LOPESInventário Vol 9, fls 463Data: 10-12-1635
Juiz: Jerônimo Bueno
Local: Termo da Vila de São Paulo, no sítio de além do Rio GrandeDeclarante: a viúva, por quem assinou seu irmão Pero Nunes de Pontes TITULO DOS FILHOSCatarina de um mês TESTAMENTO Em nome do Padre ......Saibam quantos esta cedula de testamento virem como no Ano de Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil seiscentos e trinta e cinco anos em os dez dias do mês de julho estando eu Juzarte Lopes em meu perfeito juízo por me achar muito doente neste sertão em casa do principal Aracambí determinei fazer este testamento ....Primeiramente (encomenda a alma).Declaro que sou casado em face da Igreja com Maria de Pontes da qual união até a minha vinda para os Patos não houvemos fructo de que possa tratar mais que saber eu que ficava pejada a qual trazendo-a a lume declaro que será herdeiro de minha fazenda como filho ou filha legítimo e sendo que não venha a lume me herdará o meu pai Mathias Lopes como herdeiro direito.(Encomenda missas).(Deixa o resto da terça a Rufina, moça que estava em casa de seu pai Mathias, para ajuda de casamento).Declara dívidas para com João Peres, João Barreto.Declaro que devo a meu primo Bartolomeu Bueno trinta patacas que me emprestou.Declaro que devo a meu tio João Pires ...Declaro que para a satisfação de minha consciência se darão dois mil réis a Manoel João e outros dois se darão aos herdeiros do velho Gonçalo Pires.Declaro que devo a Catarina Dias mulher que foi de Garcia Rodrigues oito pesos.Declaro que a Escolástica da Costa moradora no Rio de Janeiro devo dez cruzados.(Declara ter alheado índios a João Pedroso, Manoel Fernandes velho, Jerônimo Pereira, a Manoel Afonso do Rio de Janeiro (Manoel Marinho Alonso), ao leitão forasteiro alfaiate em Santos,Nomeia por testamenteiro e tutor do filho a Mathias Lopes.)Declaro que se dem três novilhas ao padre Lima, meu cunhado.Declaro que trago um moço por nome Pascoal de meu irmão Antonio Lopes...(Manda dar um manto de tafetá pardo ao bemaventurado Santo Amaro de Virapoeira)Luiz Dias Leme fez e assinou pelo testadorTESTEMUNHAS:Luiz Dias LemeFernando de CamargoDomingos VieiraDomingos DiasCristóvão de la CruzFrancisco de OliveiraJoão de Santa Maria CUMPRA-SE: 9-12-1635 CODICILIODeclarações de dívidas para com Manoel João, Antonio Vieira da Maia, João Clemente, sua prima Izabel Ribeiro, herdeiros de Bartolomeu Gonçalves, Roque Pita, Romão Freire, Miguel de Almeida.Declarou que lhe devem Gabriel, mulato que foi de Gonçalo Pires, Domingos Gonçalves (Tatinga).Declara ter recebido a legítima da mãe, sem ter passado recibo ao pai.TESTEMUNHAS:Simão LeitãoDomingos DiasPero Lopes de MouraJoão Rodrigues de Moura Seguem as avaliações Procurador da viúva: Pero Nunes, seu irmãoCurador da órfã: Mathias Lopes, avô da dita MONTE MOR: 11$840 GENTE FORRA: 29 Seguem partilhas Recibos (entre outros): Bartolomeu Bueno, por sua irmã Izabel Ribeiro e Miguel Rodrigues Garcia por sua mãe Catarina Dias. 7-1-1635 – Mathias Lopes declara que era velho e doente, passava de 60 anos, e que não podia ir à vila pedindo que fosse liberado da curadoria. O juiz mandou que fosse notificado Mathias Lopes o moço para assumir a curadoria. ESCRITURA DE VENDA – 21-9-1631Juzarte Lopes e Maria de Pontes vendem a Manoel (ilegível) terras no Juquiri, havidas por herança de Bartolomeu Gonçalves, avô de Maria, que partiam com Antonio Nogueira e Domingos da Silva.TESTEMUNHAS: Simão Borges de Cerqueira, Gaspar Vaz, Domingos Gonçalves. 20-6-1638 – Troca de duas negras entre Mathias Lopes e Antonio Fernandes de Sarzedas, casado com Maria de Pontes, viúva de Juzarte Lopes. Quitação ao testamenteiro: 5-3-1640 Seguem certidões de dinheiro a ganhos. Ao fim, sem data:Confessou Diogo Furtado casado com Catarina de Pontes receber do curador deste inventário



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EMERSON


10/12/1635
ANO:65
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]