Haviam ameaçado os cachões de uma corredeira de tragar a Anchieta. Seu nome dai em diante para sempre relembraria o caso: Abarémanduaba, persistente na toponímia paulista. Explica o bom Juzarte: Em outro tempo navegou por esta cachoeira um religioso da Companhia de Jesus, de virtude, chamado Padre José de Anchieta (sic) o qual andava catequizando aos nativos, pregando-lhes missão, os quais vindo com ele em uma canoinha virara a embarcação no meio desta cachoeira largando o Padre no fundo da mesma. Passa muito tempo, vendo que o Padre não surgia acima, cuidando estaria já morto, mergulhou um dos nativos ao fundo e achou-o vivo, sentado em uma pedra, rezando no seu Breviário e por isso ficou o nome a esta cachoeira de Abaremanduaba". [Relatos Monçoeiros, 1953. Afonso de E. Taunay. Página 81]general Luís Antônio de Sousa Botelho Mourão, o Morgado de Mateus (1765-1775),visando fortalecer as posições no sul em geral, mas começando a defesa pelo oeste,no rio e Forte Iguatemi. Houve a convocação compulsória e o despacho sumário delevas de famílias inteiras, mais de 1.200 pessoas, para lá assentarem-se e criaremas condições de desenvolvimento dessa insalubre região, a custa de São Paulo, játão depauperada pelo estrangulamento imposto pela metrópole.Porém, minimamente, atentou-se para a defesa da fortaleza e dapopulação e por isso criou-se o correspondente destacamento militar. O primeiroque lá serviu foi sob o comando do sargento-mor Teotônio José Juzarte, queescreveu seu diário de navegação (1769) e elaborou um mapa do caminhopercorrido. Essa era uma das tarefas auxiliares que desenvolviam essesengenheiros militares, determinando também, em diversos casos, coordenadasgeográficas dos locais, tal como faziam na demarcação de fronteiras. [José Custódio de Sá e Faria e o mapa de sua viagem ao Iguatemi]
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