O discurso dos camaristas tinha a intenção de legitimar a boa ação da sombra do sol,principalmente no que se referia a proteção da região. Como já apontamos em outras partes desse mesmo trabalho, a questão da guarnição e da frota fluminense foi um dos principais problemas enfrentados por aquela capitania para garantir seu amparo, no entanto os moradores destacavam o importante papel do governador no suprimento das necessidades da fortaleza de São João, da artilharia e dos mantimentos do Rio de Janeiro.Mais de um ano depois, em 8 de julho de 1659, os elogios continuavam praticamente os mesmos:Está esta câmara agradecida do cuidado com que o governador Thomé Correiade Alvarenga se há no serviço de Sua Majestade e o governo desta república, comaumento e continuação nas fortificações da praça e fortalezas da barra, ficandoao presente com o trabalho de fazer galeões que o general Salvador Correia deSá e Benavides trazia a seu cargo de contínua obra de meter na cidade a água dorio carioca para não haver a esta cidade que este povo usa dando a execuçãocastigando-se a aguardente da terra pelos danos que resultava as quais coisas senão haviam reparado pelas dificuldades que se punham e seu zelo e governo deulugar a vencer todas (...) [Arquivo Histórico Ultramarino, Rio de Janeiro, Avulsos, Documento 322, fl. 1.]