Presume-se que tenha partido em 1595, ou 1596, regressando oito anos depois, quando todos em sua casa já o tinham por morto, pela falta de notícia em tão grandeespaço de tempo.[p. 36]
Confirmando esses dados, o precioso manuscrito intitulado Livro que dá Rezão do Estado do Brasil escrito em 1612, informava que se não sabia onde nascia o São Francisco "posto que por ele acima se tem navegado mais de trezentas léguas, até que, espantados da multidão do gentio que encontraram, se tornaram atrás os navegantes".
Pelas medidas atuais, essas 300 léguas representariam o conhecimento do rio acima do Carinhanha e não muito longe da embocadura do Mangaí, dentro do território mineiro, o que de certo reforçaria a interpretação do "Mangai" com o famoso "Monayl" da expedição de Espinhosa. Convenhamos, porém, em que as avaliações antigas não apresentam tão grande exatidão.
De São Vicente, mais ou menos por essa época, saíra, à procura da região doo São Francisco, uma importante expedição, cujo comando se atribui a André de Leão. Não está perfeitamente apurado se se refere a essa entrada, ou a alguma outra um pouco posterior, o roteiro deixado por Wilhelm Glimmer e divulgado na obra de Piso e Markgraf. O ponto de referência, para a fixação de sua data, é a chegada de D. Francisco de Sousa a São Vicente, como governador. [p. 37]
Burocracia e Sociedade no Brasil Colonial, Stuart B. Schwartz
Aparece como cidadão baiano em 1595, como um dos que requereram à Coroa os mesmos direitos que Gabriel Soares de Sousa tivera para explorar as terras do rio São Francisco (SCHWARTZ, 1973, p. 127)tendo como sócio Domingos Araujo e Cristóvão da Rocha En Relação das Praças fortes do Brasil de Diogo de Campos Moreno (c. 1609) aparece como dueño de uno de los engenhos que en ese momento hacían azúcar, sin especificar el lugar exacto en la capitanía de Bahía. Involucrado en entradas al sertão con Melchior Dias Moreira, organizadas por Luis de Sousa en torno a 1617-1619 (Livro 1 do Governo do Brasil)
Manuel João Branco, genro do primeiro Fernão Dias, que já vivia em São Paulo ao tempo de D. Francisco, também se refere a esse caso do mineiro morto, “mineiro alemão”, escreve ele, em carta a Sua Majestade datada de 1636, apontando ainda para a abundância das minas da terra, que os moradores, mais afeiçoados à caça de carijós, punham pouca diligência em explorar. E quando iam às minas, acrescenta, não cuidavam de quintar o ouro tirado, mas vendiam-no em pó, e a sete tostões a oitava, naturalmente devido a quebras e impurezas.