Alvará de autorização para o governador do Brasil D. Luís de Sousa levar 20 homens para o seu serviço, cada um com 20.000 reais de soldo
25 de março de 1616, sexta-feira Atualizado em 27/10/2025 12:18:01
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ANTT, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, 1616-Março-25, Lisboa. Alvará de autorização para o governador do Brasil D. Luís de Sousa levar 20 homens para o seu serviço, cada um com 20.000 reais de soldo. Chancelaria de D. Filipe II, Doações, L. 35, fl. 124Cristovao da rocha esta junto Involucrado en entradas al sertão con Melchior Dias Moreira, organizadas por Luis de Sousa en torno a 1617-1619 (Livro 1 do Governo do Brasil) [2]D. Luiz de Sousa, governador de Pernambuco, chocado por tão singularobstinação, assim incansàvel e inabalàvel, resolveu um dia acolhê-lo. Começou porpatrocinar, com seu alto prestígio, os requerimentos do sertanista na corte.Encaminhou-os diretamente ao Rei. Obteve as boas graças do monarca. E, com asboas graças, obteve também — até que enfim! — aquelas custosas mercês queMelchior Dias tão calorosamente solicitava. "... de Pernambuco escreveu D. Luiz deSousa a Melchior que S. Magestade lhe tinha deferido as mercês". E acrescentava:"o escripto ficava em suas mãos para lhe mostrar quando se ajuntassem..."Estavam, pois, vencidos os tropeços. Só restava agora que o Caramururevelasse as minas. D. Luiz de Sousa, por se tratar de negócio assim tão relevante,deliberou ir em pessoa pelo sertão adentro: o governador queria ver, com os seuspróprios olhos, as famigeradas minas de prata de Melchior Dias. Mandou, pois,recado ao baiano para que "... em tal tempo o foce esperar no ryo S. Francisco paraahi se encorporarem e darem principio ao descobrimento". E D. Luiz partiu, tal comoavisara, a juntar-se ao Caramuru no tempo aprazado.Depois de tantas lutas, de tantas súplicas, de tanto correr secretariasd´Estado, de tanto estagiar por antecâmaras dos poderosos, ia finalmente MelchiorDias Moreia revelar ao mundo aquelas misteriosas e riquíssimas minas que, na suafamosa frase — dariam mais prata ao Rei do que davam ferro as minas de Bilbau!Radiantíssimo, o futuro Marquês das minas esperou às margens do S. Francisco ogovernador e o seu séquito.D. Luiz de Sousa veio com muita grandeza de arcos. E com muita grandezade negros. E com muita grandeza de soldadesca. Com isso tudo, oficialmente, nãoveio só: trouxe na comitiva, para realçar ainda mais a grandiosa jornada, umrepresentante graduado da Repartição do Sul. E botaram-se todos, com aquelesespaventos e bulhas, a caminho das minas de prata11.COM OS PÉS SÓBRE AS MINAS"... partirão da Bahia os dous governadores com Melchior Dias, que os levoudireito à serra de Itabayana". Itabaiana! Era pois aí a serra encantada? Sim, era, aí,em Itabaiana, a famosa serra da prata! "... chegando a Itabayana disse MelchiorDias aos governadores que Suas Senhorias estavam com os pés sobre as minas".Estavam com os pés sobre as minas! Faltava agora, e tão-somente, que o Caramuruindicasse a lombada onde deveriam roncar os alviões. Um gesto do sertanista, umsimples gesto — e eis afinal desvendadas as jazidas de prata!Mas o baiano não fez de pronto o gesto mirífico. "... parece que MelchiorDias, com o uzo das vezes que foi à Corte, se fez pulitico e soube seguir algumasmaximas que nella se praticam". Pulítico — como tão chistosamente là diz o cronista— o Caramuru, seguindo as tais màximas que se praticavam na corte, não seapressou realmente em revelar o seu segredo. Quis ver, antes de mostrar as minas,ver com os seus olhos, bem cautelosamente, o papel em que se declaravam asmercês que o soberano lhe destinara. Onde estava O papel? D. Luiz que lhebotasse na mão o escrito real. Não fosse agora o governador, depois de apossar-sedo segredo das minas, empavonar-se com a descoberta e surripiar-lhe as mercês! Obaiano, bem se vê, desconfiava... E essa agressiva desconfiança, assim subitãnea,brotara nele justificadamente. É que o Caramuru ouvira pelo caminho coisasdesconcertantes. Essas coisas desconcertantes, registrou-as a crônica da prata.Ei-las:"Tendo Melchior Dias peitado a hum page particular de hum dosgovernadores, este, sendo inconfidente a seu amo, revellara ao dito Melchior que,conversando ambos os governadores sobre as mercês que el Rey ia fazer, disserahum para o outro:— Elle que mostre primeiro as minas. O cabouclo para que quer mercês?""O cabouclo para que quer mercês..." Quê? Pois D. Luiz de Sousa disseraisso? Melchior não queria acreditar no que ouvia. No entanto, apesar de imenso, oespanto do sertanista não parou aí. Cresceu despropositado, tornou-se brutalestupefação, quando o baiano soube ali que D. Luiz de Sousa, ao tratar das mercêsna corte — "foi logo, e em primeiro lugar, alcansando para si o titulo de Marquez dasMinas". Sim, fora D. Luiz de Sousa, e não Melchior Dias o agraciado com a fidalguiade Marquês das Minas! Era estuporante, não havia dúvida. Mas era a verdade.Diante disso, e com justiça, "Melchior disse aos Governadores que Suas Senhoriasestavam com os pés sobre as minas; mas que lhas não mostrava sem que lheentregacem primeyro a carta das mercês que S. Magestade lhe fazia". D. Luiz deSousa ouviu aquilo como uma afronta. A atrevida desconfiança do mameluco feriu-oagudamente no pundonor. E ao invés de exibir a carta das mercês, como aliàs lhecompetia, retornou secamente: "que Melchior mostrace antes as minas; que asmercês estavam certas e se lhe entregaria o alvarà de S. Magestade depois que asmostrace".Vai daí, em pleno sertão, frente a frente à Itabaiana, frente a frente a tãosonhada serra da prata, explode entre aqueles homens o grande, o rumoroso, omalsinado incidente da jornada! Como, exclamava Melchior Dias, como? Mostrar euas minas a essa gente falsa antes de ter em mãos o alvarà das mercês? Jamais! ED. Luiz de Sousa por seu turno: Como? Entregar eu o alvarà àquele cabouclo antesde ver as minas? Jamais! E não houve razões, a partir de então, que vingassembotar de acordo os dois turrões. Entre o governador e o cabouclo avultaramdesconfianças terríveis. Subiram a tal ponto, tornaram-se tão intransponíveis, queMelchior Dias, emperrando-se em azedado capricho — "se resolveu a não maispatentear os seus descobrimentos!" Não mais patentear os descobrimentos? Ah, afúria do governador! Enraivou-se D. Luiz com desbragada violência. Enraivou-secom tão insano descomedimento que, sem mais exame, determinou ali fosseMelchior Dias imediatamente preso.Preso, e, à força, obrigado a mostrar o sítio onde se escondiam as minas.Inútil! A prisão, ao contràrio de amainar, antes acirrou com mais virulência o caprichodo baiano. "... vendo-se prezo, Melchior levou os Governadores a um serrote, quechamam das Minas, em meyo dos campos de Itabayana; nesse serrote, fazendo ceexame, se achou somente umas pedras cravadas de marquezita branca que nãoderam de si prata alguma".E não foi possível, daí por diante, arrancar-se ao sertanista uma palavra amais. Um gesto a mais. Todos os esforços resultaram baldados. Com tal atitude,diante de silêncio assim tão emperrado, a jornada da prata, aquela pomposa efulgurante jornada, conduzida com espaventoso rebrilho pelo próprio governador,fracassava ali, desastradamente e irremediavelmente, no momento exato em que osenviados régios estavam com os pés sobre as minas! O sonho da serra branca, maisuma vez, desmanchava-se em fumo. Havia, não hà dúvida, um deus oculto quevelava com ciúmes a prata do sertão. Ninguém conseguia tocà-la...O DESFECHOTornaram todos à Bahia, D. Luiz de Sousa, despeitadíssimo e iradíssimo.Melchior Dias, trancado no seu mutismo, marchando entre soldados como um galé.Na Bahia, sem mais processo, foi o baiano afrontosamente aferrolhado num càrcere.E não houve mais força humana, diante de tal vexame, que o demovesse a revelar osegredo das minas. Nem rogos, nem gritos, nem promessas, nem maus tratos, nemameaças de morte, nada! Um ano inteiro, um comprido ano de padecimentos e demisérias, viveu o opiniàtico sertanejo no seu calabouço. Ao fim dele, estabeleceu-selhe que, para livrar-se da prisão, teria de pagar, em ouro de contado, nada menos doque nove mil cruzados. Nove mil cruzados! Melchior Dias não os tinha: "... avendoeu deichado de acudir às minhas couzas e negocios, me acho só, sem premio, tendogasto a mayor parte da minha fazenda", escrevia ao Duque de Lerma. Como, pois,só e sem prêmio, ao fim de tanta viagem à Europa, de tanto requerimento, de tantodispêndio para obter as boas graças dos poderosos, onde achar ali na prisão novemil cruzados, em ouro sonante, para dar a el-Rei? Fizeram-lhe então saber que,mesmo sem pagar esses nove mil cruzados, havia um remédio fàcil para recuperar aliberdade: revelar o segredo das minas. Revelar o segredo? Jamais! E o Caramuru,na sua teima, preferiu ficar de novo no càrcere. Mais outro ano, outro duro ano deprovações e desgraças, viveu o herói da prata entre as grades da masmorra. Aocabo, não pôde mais. Estava alquebrado, sem forças, doente, com o pé no túmulo.Assentou de comprar aquele mísero resto de vida a troco do seu segredo. Ao que,mal souberam acudiram indignados os parentes. E os parentes, com Pedro Garcia àfrente, a uma só voz — "que não descobrisse nada e que não mostrace nada". D.Luiz de Souza, que o engodara, que o encarcerara, que lhe arrebatara o título deMarquês das Minas, esse não lhe extorquiria jamais o segredo da prata! Eles, osparentes, entrariam com os nove mil cruzados. E foi o que se fez. Libertado, obaiano correu sem perda de tempo às suas terras do Rio Real. Aí, catando unspoucos de índios fiéis e ajuntando uns poucos de escravos que lhe restavam,Melchior Dias pegou de preparar-se às pressas para ir buscar novo carregamento deprata às suas minas. Mas... [1]
Frei Agostinho de Jesus e as tradições da imaginária colonial brasileira Séculos XVI - XVII Data: 01/01/2013 Créditos/Fonte: SCHUNK, Rafael Frei Agostinho de Jesus e as tradições da imaginária colonial brasileira Séculos XVI - XVII. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2013. (Coleção PROPG Digital - UNESP). ISBN 9788579834301 página 181
ID: 5979
EMERSON
25/03/1616 ANO:59
testando base
Sobre o Brasilbook.com.br
Freqüentemente acreditamos piamente que pensamos com nossa própria cabeça, quando isso é praticamente impossível. As corrêntes culturais são tantas e o poder delas tão imenso, que você geralmente está repetindo alguma coisa que você ouviu, só que você não lembra onde ouviu, então você pensa que essa ideia é sua.
A famosa frase sobre Titanic, “Nem Deus pode afundar esse navio”, atribuída ao capitão do transatlântico, é amplamente conhecida e frequentemente associada ao tripulante e a história de criação, no entanto, muitos podem se surpreender ao saber que essa citação nunca existiu. Diversos historiadores e especialistas afirmam que essa declaração é apenas uma lenda que surgiu ao longo do tempo, carecendo de evidências concretas para comprová-la. [29787]
Existem inúmeras correntes de poder atuando sobre nós. O exercício de inteligência exige perfurar essa camada do poder para você entender quais os poderes que se exercem sobre você, e como você "deslizar" no meio deles.
Isso se torna difícil porque, apesar de disponível, as pessoas, em geral, não meditam sobre a origem das suas ideias, elas absorvem do meio cultural, e conforme tem um sentimento de concordância e discordância, absorvem ou jogam fora.
meditam sobre a origem das suas ideias, elas absorvem do meio cultural, e conforme tem um sentimento de concordância e discordância, absorvem ou jogam fora.Mas quando você pergunta "qual é a origem dessa ideia? De onde você tirou essa sua ideia?" Em 99% dos casos pessoas respondem justificando a ideia, argumentando em favor da ideia.Aí eu digo assim "mas eu não procurei, não perguntei o fundamento, não perguntei a razão, eu perguntei a origem." E a origem já as pessoas não sabem. E se você não sabe a origem das suas ideias, você não sabe qual o poder que se exerceu sobre você e colocou essas idéias dentro de você.
Então esse rastreamento, quase que biográfico dos seus pensamentos, se tornaum elemento fundamental da formação da consciência.
Desde 17 de agosto de 2017 o site BrasilBook se dedicado em registrar e organizar eventos históricos e informações relevantes referentes ao Brasil, apresentando-as de forma robusta, num formato leve, dinâmico, ampliando o panorama do Brasil ao longo do tempo.
Até o momento a base de dados possui 30.439 registros atualizados frequentemente, sendo um repositório confiável de fatos, datas, nomes, cidades e temas culturais e sociais, funcionando como um calendário histórico escolar ou de pesquisa.
Fernando Henrique Cardoso recupera a memória das mais influentes personalidades da história do país.
Uma das principais obras do barão chama-se "Efemérides Brasileiras". Foi publicada parcialmente em 1891 e mostra o serviço de um artesão. Ele colecionou os acontecimentos de cada dia da nossa história e enquanto viveu atualizou o manuscrito. Vejamos o que aconteceu no dia 8 de julho. Diz ele: 1. Em 1691 o padre Samuel Fritz, missionário da província castelhana dos Omáguas, regressa a sua missão, depois de uma detenção de 22 meses na cidade de Belém do Pará (ver 11 de setembro de 1689). 2. Em 1706 o rei de Portugal mandou fechar uma tipografia que funcionava no Recife. 3. Em 1785 nasceu o pai do Duque de Caxias. 4. Em 1827 um tenente repeliu um ataque argentino na Ilha de São Sebastião. 5. Em 1869 o general Portinho obriga os paraguaios a abandonar o Piraporaru e atravessa esse rio. 6. Em 1875 falece no Rio Grande do Sul o doutor Manuel Pereira da Silva Ubatuba, a quem se deve a preparação do extractum carnis, que se tornou um dos primeiros artigos de exportação daquela parte do Brasil.
Ainda bem que o barão estava morto em 2014 julho que a Alemanha fez seus 7 a 1 contra o Brasil.
Ou seja, “história” serve tanto para fatos reais quanto para narrativas inventadas, dependendo do contexto.
A famosa frase sobre Titanic, “Nem Deus pode afundar esse navio”, atribuída ao capitão do transatlântico, é amplamente conhecida e frequentemente associada ao tripulante e a história de criação.No entanto, muitos podem se surpreender ao saber que essa citação nunca existiu. Diversos historiadores e especialistas afirmam que essa declaração é apenas uma lenda que surgiu ao longo do tempo, carecendo de evidências concretas para comprová-la.Apesar de ser um elemento icônico da história do Titanic, não existem registros oficiais ou documentados de que alguém tenha proferido essa frase durante a viagem fatídica do navio.Essa afirmação não aparece nos relatos dos passageiros, nas transcrições das comunicações oficiais ou nos depoimentos dos sobreviventes.
Para entender a História é necessário entender a origem das idéias a impactaram. A influência, ou impacto, de uma ideia está mais relacionada a estrutura profunda em que a foi gerada, do que com seu sentido explícito. A estrutura geralmente está além das intenções do autor (...) As vezes tomando um caminho totalmente imprevisto pelo autor.O efeito das idéias, que geralmente é incontestável, não e a História. Basta uma pequena imprecisão na estrutura ou erro na ideia para alterar o resultado esperado. O impacto das idéias na História não acompanha a História registrada, aquela que é passada de um para outro”.Salomão Jovino da Silva O que nós entendemos por História não é o que aconteceu, mas é o que os historiadores selecionaram e deram a conhecer na forma de livros.
Aluf Alba, arquivista:...Porque o documento, ele começa a ser memória já no seu nascimento, e os documentos que chegam no Arquivo Nacional fazem parte de um processo, político e técnico de escolhas. O que vai virar arquivo histórico, na verdade é um processo político de escolhas, daquilo que vai constituir um acervo que vai ser perene e que vai representar, de alguma forma a História daquela empresa, daquele grupo social e também do Brasil, como é o caso do Arquivo Nacional.
A história do Brasil dá a idéia de uma casa edificada na areia. É só uma pessoa encostar-se na parede, por mais reforçada que pareça, e lá vem abaixo toda a grampiola."
titanic A história do Brasil dá a idéia de uma casa edificada na areia. É só uma pessoa encostar-se na parede, por mais reforçada que pareça, e lá vem abaixo toda a grampiola."
(...) Quem já foi ministro das relações exteriores como eu trabalha numa mesa sobre a qual a um pequeno busto do barão. É como se ele continuasse lá vigiando seus sucessores.Ele enfrentou as questões de fronteiras com habilidade de um advogado e a erudição de um historiador. Ele ganhava nas arbitragens porque de longe o Brasil levava a melhor documentação. Durante o litígio com a Argentina fez com que se localiza-se o mapa de 1749, que mostrava que a documentação adversária estava simplesmente errada.Esse caso foi arbitrado pelo presidente Cleveland dos Estados Unidos e Rio Branco preparou a defesa do Brasil morando em uma pensão em Nova York. Conforme registrou passou quatro anos sem qualquer ida ao teatro ou a divertimento.Vitorioso nas questões de fronteiras tornou-se um herói nacional. Poderia desembarcar entre um Rio, coisa que Nabuco provavelmente faria. O barão ouviu a sentença da arbitragem em Washington e quieto tomou o navio de volta para Liverpool. Preferia viver com seus livros e achava-se um desajeitado para a função de ministro.
"Minha decisão foi baseada nas melhores informações disponíveis. Se existe alguma culpa ou falha ligada a esta tentativa, ela é apenas minha."Confie em mim, que nunca enganei a ninguém e nunca soube desamar a quem uma vez amei.“O homem é o que conhece. E ninguém pode amar aquilo que não conhece. Uma cidade é tanto melhor quanto mais amada e conhecida por seus governantes e pelo povo.” Rafael Greca de Macedo, ex-prefeito de Curitiba
Edmund Way Tealeeditar Moralmente, é tão condenável não querer saber se uma coisa é verdade ou não, desde que ela nos dê prazer, quanto não querer saber como conseguimos o dinheiro, desde que ele esteja na nossa mão.