Martim, antes de 1601 já estivera em Potosí, a grande montanha de prata na atual Bolívia, com um frade trinitário que tinha grande fama de mineiro. Em 14 de agosto de 1601 partiu para Portugal com nove barris de prata que D. Francisco de Sousa lhe confiou, trazidos do Alto Peru.Documentos provam o contrário. Encontramos um exemplo dela em um documento da Biblioteca D´Ajuda, cujo título é “Relações das capitanias do Brasil”. Na parte sobre a capitania de São Vicente lê-se que:Nos limites desta capitania pela terra adentro obra de quarenta léguas estão as minas de ouro e prata que Dom Francisco de Sousa diz ter descobertas, as quais muitos anos antes se tinha notícia e por boa razão de philosophia esta região do Brasil deve ter mais e melhores minas que as do Peru por ficar mais oriental que ela e mais disposta para a criação de metais.Sabe-se que neste período, o "Peru estava muito próximo a Sorocaba", e, provavelmente referiam-se a Iperó. Melhor prova escrita por Anthony Knivet, cujo conteúdo contradiz toda a "base" que sustenta a História "oficial" de Sorocaba.Francisco de Assis Carvalho Franco (1886-1953):Dom Francisco de Sousa por suas vez, chegou á vila em maio de 1599, seguido de considerável comitiva. Jornadeou logo para as minas do Araçoyaba, onde Affonso Sardinha, o moço, lhe fez doação dum dos fornos catalães para o preparo do ferro, passando depois a visitar as minas de Bacaetava, São Roque e Jaraguá. Pouco meses depois retornava ao Araçoyaba e dali enviava uma bandeira ao Itapucú, da qual fez parte Anthony Knivet. [9]Após a expedição de Itapucú, a que já nos referimos, Antonio Knivet regressou para a Europa em companhia de Salvador e Martim de Sá com os com nove barris de prata. "Este" Itapucu tratar-se do Itavuvu é "outra história". Por hora, começamos com o relato de Knivet.
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