Divisão administrativo e divisas municipais do estado de S. Paulo. Repartição de estatística e arquivo. página 385
1908 Atualizado em 15/01/2026 18:12:30
Cutia - Antiga freguesia de N. S. do Monte Serrate da Cutia. Município - Lei no. 7 de 2 de abril de 1856.
Em 12 de janeiro de 1748 foram feitas pelo Governo eclesiástico as divisas da freguesia de Cutia com Araçariguama pela forma seguinte: "Araçariguama com Acutia: Do lado do Coronel Domingos Rodrigues da Fonseca, em São Roque, vulgo Peratinga, irá uma linha que correndo em figura reta irá terminar ao sítio do Paiol: todo o território que ficar da parte daquem pertencerá a freguesia da Acutia exclusive o sitio do dito Domingos Rodrigues e do Paiol,que pertence a Parnahyba como acima ficou dito. E acontecendo ficar em freguesia a Capela de São Roque que por ora anexa a Araçariguama, terá a divisão entre a Acutia e a futura freguesia de São Roque uma linha que saindo do sítio de Jorge Garcia, exclusive, correndo pelo monte das Pilas venha acabar no sítio de Manoel Pereira e dai correndo a mesma linha irá a demandar a estrada de Apereatuba e terminará até o ribeirão Una que é o Polo onde termina a freguesia de Sorocaba: [Página 133]
MBoy - Distrito de Paz - Lei no. 55 de 19 de junho de 1869. Exautorado pela no. 8 de 10 de março de 1870 e restabelecido pela de no. 93 de 21 de abril de 1880.
Divisas: A lei no. 55 de 1869 assim marcou as divisas do novo Distrito:
"Da aguada da casa dos herdeiros do falecido Bento José Barbosa, conhecido por Bento Maciel, pelo rio Pirajussara abaixo até a ponte denominado Água Podre e por este abaixo até o rio Jaguaré, e descendo por este rio até o rio Tietê, e por este abaixo até o ponto em que nele desemboca o rio da Cutia e por este acima até a fonte principal do seu tributário Capivary e desta a rumo direito ao alto do Morro Itatuvo, estrada que se dirige á Itapacerica, e pela dita estrada até o tanque que foi do falecido Manoel Felippe, e deste á rumo direito ao alto que, na estrada de Itapecerica a Mboy, fica mais próximo á casa que foi do falecido Francisco Xavier de Paula, e do dito finalmente, á rumo direito ao ponto em que começavam as presentes divisas". [Página 166]
Município - Lei no. 25 de 8 de março de 1842. O município compõe-se, atualmente, de dois distritos de Paz: Limeira e Cordeiros. Divisas: O Decreto de 9 de dezembro de 1830 criando a freguesia de Nossa Senhora das Dores de Tatuiby, declarou que o Governo marcaria as suas divisas.
Em 19 de maio de 1832 foi dirigido ao então Bispo Diocesano pelo Presidente da província o seguinte oficio:
"Exmo e Remo. senhor. Tendo este governo para cumprir o Decreto de 9 de dezembro de 1830 mandado informar a Câmara da Vila da Constituição sobre a demarcação dos limites das freguesias novamente criadas de Tatuiby e Rio Claro, distrito da mesma vila e conformando-se com as divisas que a mesma propõe e constam das cópias inclusas; cumpre-me levar ao conhecimento de V. Ex. para que se digne mandar observal-as. Deus Guarde a V. Ex. Palácio do Governo de São Paulo, 19 de maio de 1832. Exmo. Revm. Sr. Bispo desta Diocese. Raphael Tobias de Aguiar. [Página 207]
Em 12 de Janeiro de 1748 foram feitas pelo Governo ecclesiastico as divisas da freguezia de Cutia com Araçariguama pela forma seguinte: Araçariguama com Acutia: Do lado do Coronel Domingos Rodrigues da Fonseca, em São Roque, vulgo Peratinga, irá uma linha que correndo em figura recta irá terminar ao sitio do Paiol : todo o território que ficar da parte daquem pertencerá a freguezia da Acutia exclusive o sitio do dito Domingos Rodrigues e o Paiol, e da parte dalém pertencerá a Araçariguama inclusive a ella o sitio do sobredito Domingos Rodrigues exclusive o do Paiol que pertence a Parnahyba como acima ficou dito. E acontecendo ficar em freguezia a Capella de S. Roque que por ora está annexa a Araçariguama, terá a divisão entre a Acutia e a futura freguezia de S. Roque uma linha que sahindo do sitio de Jorge Garcia, exclusive, correndo pelo monte das Pitas venha acabar no sitio de Manoel Pereira e dahi correndo a mesma linha irá a demandar a estrada de Apereatuba e terminará até o ribeirão Una que é o Polo onde termina a freguezia de Sorocaba : todo o território da parte dalém desta linha será o território de S. Roque exclusive o sitio do dito Manoel Pereira e d´aquem pertencerá o terreno a Acutia inclusive a elle o sobredito sitio de Manoel Pereira".
Do Relatório do Dr. Nabuco de Araújo apresentado a Assembléa Provincial em 1852 consta que este município tem divisas incontestadas: cDivide-secomltapecerica, Santo Amaro f Santa Iphigenia, Parnahyba pela estrada de Itú, Araçariguama, S. Roque e Una, tendo da Capital para Sorocaba cinco léguas desde Jaguarahé ao ribeirão da Vargem Grande*.
A lei n. 39 de 1 de Abril de 1865 declarou que as divisas entre este município e o de Una ficariam estabelecidas pelo rio Soroca-mirim até a sua principal cabeceira e desta á rumo aos limites de Itapecerica.
A de n. 51 de 19 de Abril de 1872 assim novamente marcou as Divisas entre este município e o de Una: c Começando na barra do ribeirão de Amaro Pinto, onde findam as divisas com S. Roque, subindo pelo ribeirão até sua cabeceira no logar denominado Roque João\ deste em rumo direito, sahirá na estrada do Feital, abaixo do morro grande, e seguindo pela estrada do Feital, até a ponte no Rio Sorocabuspè\ subirá dito rio até encontrar o confluente da direita e por este acima até sua cabeceira, ficando o lado direito pertencendo á parochia de Una".
A de n. 54 de 11 dé Maio de 1877 restabeleceu as divisas marcadas entre este município e o de Una pela de n. 39 de i.° de Abril de 1865.
A de n. 108 de 21 de Abril de 1885 desligou deste município para annexar ao da Capital as fazendas Monte Alegre, Bom Retira e Fazendinha, de D. Anna César Varella.
A de n. 119 de 25 de Abril de 1889 desligou deste município para pertencer á freguezia de M´Boy o sitio de António Manoel da Costa. [Página 385]
Divisão administrativo e divisas municipais do estado de S. Paulo Data: 01/01/1908 Créditos/Fonte: José Jacintho Ribeiro Página 133
ID: 11866
Divisão administrativo e divisas municipais do estado de S. Paulo Data: 01/01/1908 Créditos/Fonte: José Jacintho Ribeiro Página 134
ID: 11865
Divisão administrativo e divisas municipais do estado de S. Paulo. Repartição de estatística e arquivo Data: 01/01/1908 Página 207
ID: 13306
Divisa~o administrativo e divisas municipais do estado de S. Paulo Data: 01/01/1908 Créditos/Fonte: Jose´ Jacintho Ribeiro Divisa~o administrativo e divisas municipais do estado de S. Paulo. Repartic¸a~o de estatistica e archivo. página 385
ID: 6175
EMERSON
01/01/1908 ANO:55
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foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]