— 189 —ta que Iguape nesse tempo era povoação. Vem a sesmaria no livro4.º, a fls. 11.De outra sesmaria, concedida a Manoel Peixoto pelo mesmo ca-pitão aos 4 de Maio do mesmo anno, consta ser villa no anno de1612 e que o dito Manoel Peixoto fora povoador della. Consta dodito livro, a fls. 17 et sequentibus. Este apontamento é do dr. juiz defóra ; porém, houve en gano em alguma destas datas porque se fôravilla em 1612 não estaria na inferior classe de povoação muito de-pois, em 1619.31.ªParnahyba, sendo ainda do termo de S. Paulo, principiava a po-voar-se no anno de 1629. O descobrimento de minas chamou paraaquelle logar muitos povoadores. André Fernandes (1) pediu sesmariaallegando que era lavrador de posses, que andava em serviços deSua Magestade no descobrimento das minas e que tinha necessidadede terras junto a ellas. Concederam-lhe duas leguas aos 23 de Se-tembro de 1619. Balthazar Fernandes, allegando os mesmos serviços,pediu no mesmo logar uma legua, que se lhe concedeu no mesmodia e anno. Clemente Alvaro, pelas mesmas e identicas razões, pe-diu no dito logar, junto as minas, sesmaria em Bituruna, aguas ver-tentes para o rio Anhemby, e lhe concederam duas leguas aos 23 deSetembro do dito anno. Todas estas sesmarias foram concedidas porGonçalo Corrêa e fazem já menção de alguns moradores no dito lo-gar. As minas eram de Bituruna e acham-se as sesmarias registra-das no livro 4.º, desde fls. 24, 28 até 30.32.ªMartim de Sá e filhos, Salvador Corrêa de Sá e Benevides e D.Felicia de Benevides de Mendonça, e assim João... (2) ... e DiogoMartins, indios com seus parentes, que Sua Magestade mandára apre-__________________1) André Fernandes foi o fundador de Parnahyba, Balthazar Fernandes fundou So-rocaba e Domingos Fernandes fundou Ytú ; todos tres eram filhos de Manoel FernandesRamos, fidalgo portuguez, e de Suzana Dias, neta de João Ramalho e bisneta de Te-biriçá.2) Está estragado o resto do nome. N, da R. [p. 189]
Saindo-se da vila pela rua de Martim Afonso, descia-se primeiro á gruta do Anhangabahú, e caminhando ao norte, atravessava-se o sítio do Guarepe, para onde se transferira a ermida de Nossa Senhora da Luz e ia-se ter ao porto no rio Tietê, que então ficava para cima da Ponte Grande, proximamente no local em que antes fazia sua barra o ribeiro Tamanaduatehy. [1]
Parnahyba, sendo ainda do termo de São Paulo, principiava a povoar-se no ano de 1619. O descobrimento de minas chamou para aquele lugar muitos povoadores. André Fernandes pediu sesmaria alegando que era lavrador de posses, que andava em serviços de Sua Majestade no descobrimento das minas e que tinha necessidade de terras junto a elas. Concederam-lhe duas léguas aos 23 de setembro de 1619. Balthazar Fernandes, alegando os mesmos serviços, pediu no mesmo lugar uma légua, que se lhe concedeu no mesmo dia e ano. Clemente Alvaro, pelas mesmas e idênticas razões, pediu no dito lugar, junto as minas, sesmaria em Bituruna, águas vertentes para o rio Anhemby, e lhe concederam duas léguas aos 23 de setembro do dito ano. Todas estas sesmarias foram concedidas por Gonçalo Correa e fazem já menção de alguns moradores no dito lugar. As minas era de Bituruna e acham-se as sesmarias registradas no livro 4.°, desde fls. 24, 28 até 30.
André Fernandes foi o fundador de Parnahyba, Balthazar Fernandes fundou Sorocaba e Domingos Fernandes fundou Ytú: todos três eram filhos de Manoel Fernandes Ramos, fidalgo português, e de Suzana Dias, neta de João Ramalho e bisneta de Tebiriçá. [Página 813 do pdf]