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*Revista do Instituto histórico e geográfico de São Paulo
1979, segunda-feira ver ano


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REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE S. PAULO | 153uma época já bem mais próxima de nós, inteiramente fora, pois, das cogitações dos pesquisadores citados, que visavam principalmente as penetrações dos séculos XVI e XVII. Mas, as dificuldades continuam para todo o século XVIII e mesmo início do XIX, data plausível deste texto. Não havia muito interesse, por parte do estado português, na divulgação de roteiros e nem da própria abertura de caminhos. A proibição de caminhos para que se evitassem os descaminhos não era um simples jogo de palavras, mas o reflexo de uma situação real em que o receio do contrabando e os esforços para atenuá-lo (já que evitar inteiramente teria sido impossível) constituiam como que o ponto nevrálgico de toda a administração do País. É verdade que estas apreensões são mais freqüentes com relação às áreas de mineração, mas surgem igualmente — talvez apenas com menor intensidade — nas outras áreas, uma vez que o próprio sistema de articulação interna entre as várias regiões do País não interessava, por razões óbvias, à Metrópole.Uma das grandes dificuldades para o levantamento não apenas deste, mas de qualquer outro roteiro da época reside na falta de estabilidade toponímica. Os nomes dos acidentes geográficos (córregos, rios, elevações, aguadas, etc.) são muitas vezes conhecidos por maneiras diversas, mesmo nas áreas que lhes são mais próximas. E quando se trata de propriedades agrícolas, então, a dificuldade ainda é maior, pela freqüente mudança de nome cada vez que um sítio, roça ou rancho mudava de proprietário.É claro que estas dificuldades não chegam a impedir inteiramente a identificação, por alto, do roteiro, pelos topônimos ainda hoje existentes. Assim, por exemplo, os “olhos d’água de Sorocaba”, Peró (atualmente Iperó, por muito tempo conhecido pelo nome religioso de Santo Antônio), Sarapu (talvez uma corruptela de Sarapuí), o rio Piraí (no Paraná), o registro de Curitiba, o rio Negro (“rio caudaloso” em que “tem canoas e alguns moradores que vendem gêneros”), os campos de Curitibanos (“onde não há pouso certo, dorme-se no campo”), o rio dos Cavaleiros (último da capitania de São Paulo, que “dá vau em muitas partes” e do qual se vai à tapera “do Defunto Carvalho”, que é o limite desta capitania com os campos de Lages, “nos quais se acham muitas fazendas de gado”), o rio Pelotas (“rio muito grande, de Margens inacessíveis”), o rio das Antas (“onde se pode defender a passagem com pouca gente”), até que se chega à Guarda do Viamão, etc.Freqüentes vezes surgem nomes comuns na toponímia brasileira, por isso mesmo de difícil identificação, pela facilidade com que se repetem: rio Verde, Boa Vista, rio Negro, Curralinho, Espigão, rio do Peixe, etc.Outro ponto que chama a atenção no presente itinerário é a[p. 153]




Revista do Instituto histórico e geográfico de São Paulo
1979
18/02/2026 00:56:47

Tiago SammEu morava na frente desse estádio Alguém lembra do vagão de soja que derrubou muita soja um pouquinho mais pra frente ???



ANO:60
 
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