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ERRO
*Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, volume XXXII, 1937. Diretor: Paulo Duarte. Textos: Afonso d´Escragnolle Taunay (1876-1958)
1937, sexta-feira ver ano



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Entrou Fernando Dias a sua custa, 14 anos gastou nessa expedição; passou nove no arraial de Rossa Grande primeira povoação de Minas Gerais, a espera de fundidores que tinha pedido a Portugal donde se trabalhava então em como se fundiria o Rei D. Affonso e seu retissimo Ministro. Até que desenganado que lhe não mandavam, seguiu dali ao sertão do Caeté a descobrir as Esmeraldas. Donde trouxe uma raríssima que pesava oitava e meia de duas cores azul e verde a qual conserva em nossa Casa e a possui a Manna D. Maria, pendente do seu relógio. Saindo dali faleceu de peste que lhe chamavam carneiradas, navegando pelo Rio Tietê sobre a Cachoeira que distante uma ou duas léguas dá o nome á vila de Itú, que quer ou de ser salto ou estrondo de Águas, e assim é que na dita vila se ouve o seu Estrondo sendo o tempo sereno. Nesta digressão descobriu por todas aquelas terras, e ribeiros que por entre as suas áreas havia ouro, e se achava com facilidade e geralmente, e por isso depois de povoados se chamaram Minas Gerais.

Em pompa fúnebre foi conduzido o seu cadáver embalsamado desde a vila de Itú até São Paulo nos ombros dos seus soldados e parentes, que o armavam para o seu Jazigo da Capela mór do Mosteiro de São Vicente (sic) que edificou e dotou com Fazendas próprias e hoje fazem o rico patrimônio daquele Mosteiro.

Casou com D. Maria Garcia Rodrigues Velho, filha de Garcia Rodrigues Velho e de s. mer. D. Maria Biting, aquele fo. de Garcia Rodrigues e de D. Isabel Velho nes. e vindos da cidade do Porto, nobres povoadores de São Paulo: a esta de Giraldo Biting. Alemão que passou na companhia d Armada de Martim Afonso, e de s. mer. Custódia Dias, que foi filha de João Ramalho, primeiro europeu que pisou naquelas terras por um naufrágio. [Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, volume XXXII, 1937. Diretor: Paulo Duarte. Textos: Afonso d´Escragnolle Taunay (1876-1958). Página 21]

ALGUMAS NOTAS S/ ROQUE L. M. P. L. DA CAMARA 27Francisca Peregrina de Soiza e Mello fa. de Simam de Soisa de Siqra. Correa e de D. Maria Luisa de Mello. Pra. Arv.e. 3.º passou ao Brasil com sua mer. o Snr. Vice Rei Marquez de Lavradio o fes Mestre de Campo do 3.º de Irajá. Requerendo ele sua saida tornou a Portugal no an. de 86 a seos requerimentos foi S. Mage. servido confirmar nelle a 2.ª vida dos mercês feitas a seo Pae, e porq. Propunha o Secretario de Estado Martinho de Mello q. o cargo de Guardamor Geral nam era de vidas Decidio a Rainha N. Senhora a quem Ds. prospere boa saude, como necessitava, q. seo Avô tinha servido bem, seo Pae o mesmo, fosse elle também servir o mesmo cargo, e voltou a sua Patria com os mesmos despachos do seo Pae onde chegou a 17 de Março de 88, e no dia 18 pas. oito oras da noite, ardeo o Navio dos Azeites em q. fora embarcado, do qual se nam salvou coisa alguma da carga q. trasia. No mesmo dia em q. celebrou as exequias de seo Pae na Igr.ª do Convento de Sto. Antonio do Rio de Janeiro. Ainda está, estando o Terço formado na sua Frente, o declarou Chefe o dito Marquez. Vive no presente anno de 1792 e tem os Filhos seguintes. Pedro Dias Paes Leme da Camara, Simam de Soisa de Tavora Leme, Ignacio Dias da Camara Leme, D. Maria Joanna, D. Maria Anna destinada a casar com seo tio José Pedro, D. Maria Luisa, D. Maria Magdalena, D. Maria José.Ps. Custodia Dias acima referida era filha de Manoel Frs. Ramos nal. de Moura em Alentejo e Guardador da Capela de Sta. Anna da Parnaiba, q. depois vigararia, e oje villa, e de s. mer. Suzana Dias filha do referido João Ramalho, e de sua mer. Beatriz Dias, filha do Cacique Teberisa, q. baptisando se chamou Martim Affonso.ORIGEM DOS ORTAS DE SETUBALSegundo a tradição q. tem os desta Família conservada vulgarmente entre as Genealogias, como se vê das Memorias e Manuscriptos de José Bruno de Quevedo, sam oriundos do Reino de Aragão donde à Família dos Condes d’Orta tenho visto grande diversidade nas Armas deste Apelido; porq. a Nobiliarchia Porta. traz duas diferentes, formando o escudo de umas. Em campo de oiro um braço nú posto fixo em Faixa no cabo do Escudo com uma chave na mam da sua cor, e o pé do Escudo ondado de Agua. Timbre o mesmo braço das armas com a mesma chave na mam posto em pala. Também acho uma Torre no Escudo, saindo della um braço com a mesma chave. E outros em Campo azul quatro maons cada uma com sua chave. Na Casa dos Ortas de Setubal se acham uns sinetes compondo o escudo com um Leam com a chave na mam direita; e Alvaro Pires Dorta q. é dos mesmos de Setubal no seo t.º feito no anno de 1595, em q. instituiu Morgado manda se ponham as Armas dos Ortas nas suas Fazendas e diz, sam no Escudo um Calabre como de Nora e ao lado delle um braço com a chave na mam. Pelo q. acento q. a chave é o essencial das Armas, e q. a diversidade q. nellas tenho encontrado será pro-Ps. Custodia Dias acima referida era filha de Manoel Fernandes Ramos, natural de Moura em Alentejo e Guardador da Capela de Santa Anna de Parnaíba, que depois vigairaria, é hoje vila, e de s. mer. Suzana Dias filha do referido João Ramalho, e de sua mer. Beatris Dias, filha do Cacique Teberisa, que batizando-se se chamou Martim Affonso. [Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, volume XXXII, 1937. Diretor: Paulo Duarte. Textos: Afonso d´Escragnolle Taunay (1876-1958). Página 27]

Acervo/fonte: Afonso de E. Taunay (1876-1958)Data: 1927Brasil/Brasil em 1927Página 27




"Footing" na Praça Cel. Fernando Prestes*
01/06/1937
26/03/2026 01:38:43
"A Cidade" / Biblioteca Infantil Municipal
  
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LUCIA01/01/1937
ANO:82
  


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