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autor:18/01/2024 16:06:02
Revista do Instituto histórico e geográfico de São Paulo. Volume III

    1898
    Atualizado em 31/10/2025 04:34:46
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34Maciel, irmãos Sutil e outros destemidos paulistas ti- nham feito as suas correrias pelas longinquas florestas de Matto-Grosso para exhibirem ao mundo admirado as riquezas do interior do Brazil.A vida paulista era toda agricola e a falta de bra- ços para a lavoura levava os habitantes da capitania a fazerem atrevidas entradas pelos sertões a caça de in- dios que, trazidos para o povoado, eram amansados e applicados ao cultivo das terras.Embalde vieram as leis philippinas de 1611 e cutras prohibindo o captiverio dos indios que não fossem presos em guerra justa; o trafico de africanos, já ini- ciado, não satisfazia a demanda de braços para a agri- cultura, e as correrias pelos sertões continuavam sem- pre como si não houvesse lei alguma em contrario.A mais audaciosa destas emprezas para a caçada de indios foi organisada nesta capital, em 1628, por An- tonio Raposo e Manoel Preto, sendo composta de cerca de 1.000 homens brancos e mestiços e de 2.000 in- dios mansos, todos disciplinados e armados com os instrumentos de guerra, de que a capitania então dis punha. Esta expedição partiu de S. Paulo em Setem- bro de 1628, para aquella região situada além do rio Parapanema e conhecida na historia com o nome de Provincia do Goayrá.O actual Estado de Santa Catharina recla na como seus limites os rios Negro e Yguasú ao norte, o Uru- guay ao sul, o mar á nascente e as Missões Argentinas ao poente.Neste caso o Estado do Paraná ficará limitado ao norte pelos rios Itararé e Paranapanema, o sul pelos rios Negro e Yguasú, á nascente pelo mar e ao poente pelo rio Paraná. A antiga Provincia deti Gooywindows viesse até o mar, corresponderia hoje esse Estaduais pa[p. 34]

O caminho de São Paulo para o Goayrá, que já existia naquele tempo (1628), seguia por Sorocaba e Itapetininga e atravessava o Rio Tibagy; e por este motivo se passou depois a dar ao Goayrá o nome de Sertão do Tibagy. Nessa região tinham os jesuítas, desde 1560, aldeado enorme quantidade de nativos, por eles catequizados durante quase setenta anos de assíduo trabalho de evangelização.

35Paraná, e abrangia todo o territorio banhado pelos riosYvahy e Tibagy e seus aflluentes.O caminho de S. Paulo para o Gouayrá, que jáexistia naquelle tempo, seguia por Sorocaba e Itape-tininga e atravessava algures o rio Tibagy; e por estemotivo se passou depois a dar ao Goayrá o nome deSertão do Tibagy.Nessa região tinham os jesuítas, desde 1560, al-deado enorme quantidade de indios, por´ elles catechi-sados durante quasi setenta annos de assiduo trabalhode evangelisação.Em 1600 havia no Goayrá nada menos de trintapovoações de indios mansos, todos dirigidos pelos je-suitas hespanhões, e algumas populosas, ricas e emplena prosperidade. Citarei sómente aquellas aldêasque estão localisadas nos mappas antigos que possuo:Na margem esquerda do Tibagy, irais ou mendsapproximadas da barranea do rio, estavam as redueçõesde S. Miguel e Jesus Maria, nas cabeceiras do rio; deEncarnação, S. Xavier e S. Joseph, em ordem peloTibagy abaixo, csta ultima sobre um riacho tributariodo mesmo Tibagy; Loreto, sobre a margem esquerdado Parapanema, perto da fôz do riacho Pirapó, e SS.Ignacio, sobre o mesmo rio. No valle do rio Piquiry,estavam as aldêas de Tambo, na cabeceira do rio, Co-pacabrmna e Itatú mais abaixo, e Ciudad Real, na em-bocadura do Piquiry, no Paraná, sobre o salto das SeteQuedas No valle do rio Yvahy se encontravam diver-sas povoaçães e entre ellas eram notaveis Santo Anto-nio, Los Arcangeles e S. Thomé, estando estas duas ul-timas sobre um riacho que, 140 annos mais tarde. pas-2 Soua se chamar Nin Mourão, em honra do Morgadode Matheus, que governou S. Paulo de 1765 a 1775;na barra deste riacho estava a grande Villa Tica, cu- [p. 35]

Jofio Maciel Bacâo, Manoel de Siqueira, Pernâo Malheiros, Thomé Martins Bonilha, Flávio da Costa, Franciseo^^Dias de Oliveira, Balthazar Gonçalves, vSalvador de Miranda, Belchior de Borba, Fernando Munhoz,Francisco Fernandes, Thomé Fernandes da Costa, Manoel de Goés, Matheus Luiz Grou, Luiz Gomes, PedroNunes, Gaspar Affonso, Bartholomeu de Quadros, Pedro do Prado, Francisco Leme, Francisco Gaya, LuizDias Leme, Rafael de Oliveira — o — moço, FranciscoDias, João Ferreira, João Furtado, Bernardo da Motta,João Paes Garcia, Angelo Preto, Mathias de Oliveira,Romão Freire, Diogo Barbosa Rego, Fernão de Siqueira, João Rodrigues de la Penha, João Ribeiro,Ascenso do Quadros, Manoel de Góes Rapozo, Antóniode Siqueira Caldeira, Álvaro Netto, Domingos LuizLeme, Al nso Peres, Francisco Lopes Bravo, AntónioLourenço — o moço, Gaspar Sardinha, João Moreira,João Machado, Manoel Rodrigues, Álvaro Rodriguesdo Prado, Paulo Pereira, João Fernandes Edra, Domingos Fernandes Gigante, Manoel de Arzão, João doPn.d), Fernando Dias Paes(l), Jerónimo de Camargo, Mathias Paes, João Paes, António de Barros daSilva, Gaspar Maciel Aranha, Pedro da Costa, Francis- [Página 77]

A Estrada de São Paulo ao Rio Grande do Sul no século passado

As primeiras expedições feitas pelos antigos paulistas no sertão ao sul da cidade de São Paulo, as do século XVII de que resultou a destruição das missões jesuíticas e bem assim a expulsão dos espanhóis da região ao norte do rio Uruguay, não deixaram vestígios de si na forma de vias permanentes de comunicação, ou de ocupação efetiva do vasto território conquistado.

Por muitos anos depois destes acontecimentos, a posse portuguesa efetiva, fora da zona do litoral, ficou limitada ás vizinhanças da cidade de Sorocaba, estendendo-se talvez ás de Itapetininga no atual estado de São Paulo, e de Curitiba no atual estado do Paraná, não se sabendo se houve, ou não, comunicação por terra entre estes dois centros. [Página 173]

Os mapas antigos não dão detalhes alguns relativos á antiga via de comunicação entre São Paulo e Sorocaba (...) Sobre a data da abertura da estrada que liga São Roque à Sorocaba não se encontra referência alguma. (Revista do Instituto histórico e geográfico de São Paulo. Página 182)

Baruiry merim, que é evidentemente a atual povoação de Baruery na margem direita do Tietê. Barreiros paralá do Mato Payol, deve ser no distrito de Araçariguama, onde o nome Payol é conservado no Córrego do Payol. "Olhos de Água", pequena povoação próxima a tual estação de Dona Catharina no ramal de Itú da estrada de ferro Sorocabana. "Felipe Guental", que deve ser algum pouco antigo perto da cidade de Sorocaba, o qual ficava no ponto intermediário da marcha do 6o. dia.

O mapa de Jean Baptiste Bourguignon d´Anville foi confeccionado com os dados fornecidos pelos jesuítas em 1794 não traz o nome de Sorocaba, mas uma povoação "Cahativa" e um rio "Britida" em posição que corresponde regularmente com a da cidade e rio Sorocaba. Entre esta e São Paulo ha uma povoação chamada São Felippe. (Revista do Instituto histórico e geográfico de São Paulo. Página 183)



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Revista do Instituto histórico e geográfico de São Paulo
Data: 01/01/1898
Créditos/Fonte: Instituto Histo´rico e Geogra´fico de Sa~o Paulo
Página 177


ID: 11395


Capela Rosslin
Data: 01/01/1693
Créditos/Fonte: John Slezer


ID: 11421


Revista do Instituto histórico e geografico de São Paulo
Data: 01/01/1898
Volume III. Página 182


ID: 11423


Revista do Instituto Histórico e Geografico de São Paulo
Data: 01/01/1898
Volume III. Página 173


ID: 11424


Descendência de Jesus Cristo
Data: 17/09/2025
Créditos/Fonte: sangreality.weebly.com
Obs. data da consulta


ID: 11425


Revista do Instituto Histórico e Geografico de São Paulo
Data: 01/01/1898
Volume III. Página 183


ID: 11426


Revista do Instituto histórico e geográfico de São Paulo
Data: 01/01/1898
Página 199 (mapa


ID: 11494


Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Volume III
Data: 01/01/1898
Página 39


ID: 12142


Revista do Instituto histórico e geográfico de São Paulo. Volume III
Data: 01/01/1898
Página 33


ID: 12215


Revista do Instituto histórico e geográfico de São Paulo. Volume III
Data: 01/01/1898
Página 175


ID: 12220


Revista do Instituto Histórico e Geografico de São Paulo. Volume III
Data: 01/01/1898
Página 176


ID: 12221



EMERSON


01/01/1898
ANO:47
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]