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autor:22/10/2023 22:55:33
O que diz a mensagem que o astrônomo Carl Sagan enviou aos extraterrestres

    2 de março de 1972, quinta-feira
    Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
  


Às 20h42 de 2 de março de 1972, a agência espacial americana, a Nasa, lançou a sonda espacial não tripulada Pioneer 10, de Cabo Canaveral, no Estado da Flórida. Seu destino era Júpiter e, depois, a extremidade do nosso sistema solar.Sua missão era tirar fotos detalhadas do imenso planeta e de suas luas e estudar a atmosfera, suas partículas e ventos solares, o fluxo e a velocidade das abundantes partículas de poeira. Mas a Pioneer 10 tinha uma segunda missão.Acoplado aos suportes da antena, protegido da erosão pela poeira interestelar, estava um diagrama científico e artístico, a Placa Pioneer.Ela era feita de alumínio banhado a ouro, e o que havia sido gravado nela pretendia revelar à vida extraterrestre inteligente quem somos e onde estamos.Uma mensagem simplesApenas três meses antes, em dezembro de 1971, o astrônomo americano Carl Sagan havia sugerido a seu colega Frank Drake que trabalhassem juntos para projetar uma mensagem interestelar direta e inequívoca."Achamos que a coisa mais interessante para os alienígenas seria saber como somos", diz Drake, fundador do Instituto SETI, que examina sinais de comunicação extraterrestre no espaço, à BBC."Mas pensamos que eles também gostariam de saber de onde a mensagem veio e quando ela foi enviada, porque poderia levar milhões de anos até ela ser interceptada."Os dois cientistas partiram da premissa de que a ciência e a matemática são linguagens universais, ou seja, podem ser entendidas por qualquer vida inteligente.Eles primeiro se dedicaram a conceber uma forma de dizer aos alienígenas de onde a mensagem vinha, mas falar em um "planeta Terra" não faria sentido para eles.Para entender o que eles fizeram, imagine que você esteja tentando encontrar alguém no meio do oceano e, em vez de coordenadas, receba informações sobre a localização de vários faróis e a distância deles do local onde está a pessoa que você está procurando.No céu, esses faróis são pulsares, remanescentes da explosão de uma estrela que giram muito rapidamente e, como resultado, emitem pulsos espaçados de maneira muito uniforme.Então, para dizer aos alienígenas de onde a mensagem havia sido enviada, os cientistas criaram um mapa mostrando a localização de 14 pulsares em relação ao Sol. É isso que você vê onde está o número 1 nesta imagem:Cada uma das linhas que irradiam do centro indica a direção e a distância de um pulsar em relação ao Sol. Como existem muitos pulsares no Universo, os dois cientistas registraram em números binários a frequência de pulsos que, sendo distintos, servem para identificá-los.Dessa forma, os alienígenas saberiam que a mensagem tinha vindo de nosso sistema solar. Mas seria necessário, no entanto, dar mais detalhes de nossa localização.Na parte inferior esquerda do diagrama, onde está o número 2, vemos o Sol novamente, agora acompanhado pelos planetas. Do terceiro planeta - o nosso - uma seta aponta para a sonda Pioneer.Correndo contra o tempoCom essa primeira parte da mensagem criada, Sagan e Drake apresentaram seus planos à Nasa na esperança colocá-la na Pioneer 10.Fazia pouco mais de dois anos desde que a Apollo pousara na Lua, e a agência espacial queria um novo projeto igualmente ambicioso. A sonda Pionner iria aonde nenhuma nave espacial havia estado antes.Seu lançamento estava programado para fevereiro, e a Nasa não aprovou imediatamente a inclusão da placa. Correndo contra o tempo, os astrônomos terminaram de projetar a mensagem nas semanas seguintes.Eles haviam encontrado uma maneira de mostrar onde estava a Terra, mas acharam útil incluir um meio de calcular tempo e dimensões. Eles precisavam encontrar uma unidade universal, e a química básica do Universo deu-lhes a solução.O desenho acima do número 4 na imagem abaixo mostra o átomo de hidrogênio em seus dois estados de energia mais baixa."Quando um átomo de hidrogênio muda de um estado de energia para outro, irradia uma onda de rádio com um certo comprimento de onda e com uma certa frequência de oscilação", explica Drake.A frequência serviu como uma unidade de tempo, e o comprimento de onda como uma unidade equivalente a 20 cm.Observe agora que a mulher tem uma linha próxima à cabeça e outra próxima aos pés. A distância entre eles é a sua altura.Vemos que à esquerda do número 5 está escrito alguma coisa. "É um número binário que indica que a mulher mede 8 dessa unidade fixa: 8 x 8 polegadas = 64 polegadas, que na verdade é a altura média das mulheres no planeta", diz o astrônomo.Essa informação, assim como a outra representação da sonda Pioneer na placa servia para dar aos destinatários da mensagem uma ideia do nosso tamanho.A próxima tarefa foi mostrar como somos. Deveria ter sido a parte mais fácil, mas acabou sendo muito mais controversa do que eles esperavam.A pessoa encarregada de representar a forma humana para os habitantes do espaço sideral foi a esposa de Sagan, Liza, uma artista profissional que havia estudado na prestigiada Escola de Belas Artes do Museu de Boston. Mas, ao se casar com um cientista famoso, ela se viu com a responsabilidade de representar toda a humanidade com apenas duas figuras."Queria que cada figura tivesse traços raciais diferentes. A mulher tem olhos muito amendoados e cabelos lisos. Fiz o homem com cabelos encaracolados e nariz achatado, para que eles fossem multiculturais", diz ela à BBC.E as roupas? "Como ia vesti-los? Em trajes tribais? Em roupas de alta costura? Não, decidimos deixá-los nus", diz a artista."Olá"À medida que as notícias da placa se espalhavam, surgiram perguntas sobre o fato de a figura feminina parecer submissa ao homem. Por que havia sido dada ao homem a honra de cumprimentar o Universo?"O feminismo estava apenas começando a ser um tópico de conversa, e muitas mulheres disseram: "Bem, por que não estamos saudando o Universo, por que não temos as mãos levantadas?" O problema é que, se os dois levantassem as mãos, os alienígenas pensariam que todos na Terra andam com as mãos levantadas. Tivemos que levar essas coisas em consideração", diz a artista.A beleza do design do diagrama reside em sua precisão matemática e científica. Mas, para Linda, isso apresentava um problema: ela precisava decidir quantos detalhes anatômicos incluir.Embora o início da década de 1970 tenha sido permeado pela temática do amor livre, a sociedade americana era ainda de maneira geral puritana quando se tratava de desenhos de mulheres nuas. "Muitas das estátuas que eu estava vendo não tinham genitália feminina muito específica. Não sabia o que fazer", lembra Linda."Carl disse: "Não faça nada que possa nos causar problemas com a Nasa ou dar a alguém uma desculpa para não colocar o placa na nave espacial." Linda Sagan decidiu não desenhar a genitália feminina. Mas isso não acabou com a polêmica.Encantador, fantasioso e obscenoO prazo já se extinguia, a data da decolagem estava se aproximando e a reação do público à placa estava ganhando força, mas não estava clara qual era a opinião dos americanos: eles apoiariam ou haveria protestos públicos?Por um lado, havia artigos como o do eminente escritor científico Walter Sullivan, publicado no jornal americano The New York Times, com descrições encantadoras da sonda Pioneer: "Navegará indefinitivamente através dos vastos confins da Via Láctea" e da placa.Como ele, alguns estavam animados com a ideia de estabelecer uma comunicação com extraterrestres. No entanto, para outros, a iniciativa parecia um pouco fantasiosa.Mas os mais críticos foram aqueles que viam as figuras nuas como uma forma de pornografia. "A Nasa estava muito preocupada com o fato de alguns membros do Congresso serem muito conservadores e poderem ficar ofendidos, porque o dinheiro dos contribuintes foi usado para enviar obscenidades ao espaço", diz Drake."Lembro-me de ter sido convidado para um programa nacional de televisão pela manhã no Canadá e, quando terminei de descrever a placa, olhei em volta e todos ficaram horrorizados. Perguntei e eles responderam: "Vamos ser todos demitidos." É a primeira vez que um humano nu é exibido na televisão canadense e isso é proibido!"Em meio ao debate, a sonda decolou da Flórida com a placa e começou sua longa jornada pelo espaço. Em dezembro de 1973, mais cedo do que o esperado, ela chegou a Júpiter e enviou imediatamente magníficas fotos coloridas da superfície do planeta.Então, continuou a caminho do espaço sideral. No verão de 1983, a Placa Pioneer havia passado pelas órbitas de Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão. Em 13 de junho, alcançou a borda do nosso sistema solar. E concluiu a travessia.A Pioneer 10 enviou sua última mensagem em 22 de janeiro de 2003, e nunca mais se ouviu falar dela.Ao longo da década de 1970, Sagan e Drake criaram outras mensagens para o espaço. A Placa Pioneer havia revelado o quão difícil era capturar a variedade da vida humana em um diagrama. Portanto, em 1977, eles desenvolveram uma mensagem mais complexa chamada Voyager Gold Disc.Essa tinha saudações em 55 idiomas, 12 minutos de sons da Terra - como batimentos cardíacos humanos e chuva caindo - música de Brahms e Chuck Berry e, em vez de humanos nus, a Nasa aceitou a imagem de uma mulher grávida.Obviamente, não sabemos se a Placa Pioneer foi vista por alienígenas. Se isso aconteceu, ainda não recebemos resposta. Mas para Frank Drake, o objetivo e a importância do diagrama original não se perderam."A chapa e o disco da Voyager durarão mais que o nosso planeta. Em 4 bilhões de anos, o Sol crescerá, se tornará um supergigante, engolirá a Terra e destruirá tudo o que sabemos. A placa ainda estará lá para mostrar que houve uma civilização como a nossa na Via Láctea."



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EMERSON


02/03/1972
ANO:91
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]