novos também foram adicionados à congregação: Quixadá, fundadaem 1900 [...] para a recepção e formação dos indivíduos para oBrasil. Em 1903, o Rio de Janeiro foi designado como a casa-mãe dacongregação e da residência do abade-geral. (THE BENEDICTINEORDER IN THE CATHOLIC ENCYCLOPEDIA - (O.A.B.),TRADUÇÃO LIVRE DOS AUTORES)Os beneditinos chegaram a cidade em 1644 e construíram Mosteirobeneditino em Santos, de acordo com a documentação do Museu de Arte Sacra deSantos.A fundação da capela de Nossa Senhora do Desterro e do Mosteiro NossaSenhora do Desterro da Ordem de São Bento ocorreu em terras doadas pelo mestreferreiro Bartolomeu Fernandes Mourão e sua mulher, em troca de três missas pormês rezadas pelos beneditinos em favor dos doadores e descendentes e o direito deserem enterrados na capela. (ANDRADE, 1986)As condições das terras doadas eram propícias para a instalação do mosteiro,uma vez que a determinação do fundador da ordem beneditina, Patriarca S. Bento,estabelecia que os mosteiros deviam ser fundados em sítios afastados e quepossuíssem uma base econômica capaz de sustentá-los. Segundo Andrade (1986),o Mosteiro Nossa Senhora do Desterro da Ordem de São Bento em Santos ficava auma distância de dois tiros de espingarda da vila, e os seus primeiros moradoresforam os padres Plácido da Cruz (primeiro Presidente) e frei Basílio da Assunção(Pregador).A partir do século XVIII o Mosteiro começou a sofrer alterações em suaarquitetura, em virtude da umidade característica da região e as fortes chuvas. Deacordo com Andrade (1986, p. 157) “em 1725, o Mosteiro foi reconstruído em pedrade cal, utilizando-se técnica construtiva típica do litoral em alvenaria ciclópica13”.O Mosteiro Nossa Senhora do Desterro da Ordem de São Bento, sempreesteve à disposição da população da cidade para outras funções em períodos deepidemias na cidade, como é colocado no site do MASS (2016): “[...] asdependências do prédio também foram utilizadas, entre os anos de 1873 a 1874 e13 O termo “ciclópico” teve origem na Grécia antiga, onde foram erguidos fortes com blocos de pedragigantes – colocados uns sobre os outros, sem argamassa. O emprego de grandes rochas reduzia onúmero de juntas e, consequentemente, os pontos fracos da alvenaria. Os gregos acreditavam quesomente criaturas místicas conhecidas como ciclópicos, seres gigantes de um olho só, poderiam serfortes o suficiente para manipular grandes blocos. Disponível em: . Acesso em 24 de outubro de 2016. (Página 69)
5. Ah, eu acho que...que esse lance de ter missa realizada aqui, de trazer as crianças, de mostrar um pouco de religião, essa coisa que o museu passa para gente sem impor né, porque a gente que frequenta aqui sabe que sempre fomos muito bem acolhidos, mas não aquela coisa de verdade absoluta. Eu percebo isso ainda hoje né, minha mãe sempre...a gente criança sempre foi muito livre, assim, os vizinhos...tinha vizinho que era mórmon, levava a gente para igreja de mórmon...”vai ter uma festinha lá”...tinha outraque era da umbanda “vai ter uma festinha lá”, e assim, eu escolhi pra minha formação ser católica, eu acho, meus pais são católicos mas eles nunca né, puseram, a gente que ia pra missa tal, mas como a gente frequentava outros lugares poderia ter uma outra religião e tal tal tal. Eu acho que isso para formação da gente é importante também né, porque na igreja a genteaprende, tem os nossos conceitos, valores e tal tal tal, e quem frequenta aqui, acaba levando um pouco disso pra casa. Então acho bacana.
Entrevista 4
Então vamos começar, vamos ver se eu posso ajudar vocês no que vocês precisam. O negócio é o seguinte, ali chamou-se morro de Bartolomeu Fernandes Mourão. O Bartolomeu Fernandes de Mourão foi um dos povoadores (eu não gosto de usar a palavra colombo, é chique quem usa colombo mas naquela época ninguém dizia que era colombo...dizia que era povoador ou morador) e ele vem juntocom Martim Afonso de Souza, e ele era ferreiro, então ele era chamado também “mestre ferreiro”.
Ele acaba ficando aqui no Brasil e ele estabelece uma, digamos que a gente chamaria hoje, uma ferraria. Ele fabricava objetos de metal porque os índios tinham uma grande atração por terem objetos de metal porque eles não sabiam né, nem tinha uma palavra específica para metal.
Então eles se interessavam pelo machado, facas, tesouras, esse tipo de coisa. Então isso era chamado de objetos de resgate. Quer dizer, os brancos faziam esses objetos e os índios davam tudo que eles queriam em troca desses objetos de metal. Bom, então ele é um mestre ferreiro e ele recebe, naquela época um...uma sesmaria.
Sabe o que é uma sesmaria? Sesmaria era um lote de terra que era doado para um morador ou, o que hoje chamam de colombo, com uma condição. Ele recebia uma terra, delimitada claro, mas ele tinha obrigação de aproveitar essa terra em um determinado prazo que podia variar, de três a seis anos. Se ele não aproveitasse a terra, não fizesse alguma coisa lá, ele perdia a terra. Então isso era uma coisa boa que nosso governo podia aproveitar pra esses tais de “sem terra” né, porque eu seide casos que eles receberam uma vez e cortaram, e de pessoa digna. Então oBartolomeu Fernandes Mourão recebe uma sesmaria ali, e ai ficou sendo chamadomorro de mestre Bartolomeu. Aí, um pouco mais tarde, ele decide construir umacapela, uma ermida, porque uma ermida era onde morava um ermitão. Porque queele faz isso? Naquela época era comum as pessoas que tinham posses construíremcapelas porque não havia cemitérios como hoje. Então quando uma pessoa morriaela era enterrada em uma igreja ou em uma capela. Então todas as pessoasentravam em irmandades religiosas, porque aí as irmandades se comprometiam aenterrar aquela pessoa na sua capela ou na sua igreja. Então ele constrói umacapela, ele e a mulher, e depois quando eles ficam velhinhos, eles ficam pensandoque quando eles morressem seriam enterrados ali. Então fizeram um documentotambém para seus herdeiros, porque já tinham um filho, para que eles tambémpudessem ser enterrados ali. Vou resumir a história que é muito comprida...osherdeiros doam a capela de Nossa Senhora do Desterro para a ordem de SãoBento. Só que a ordem de São Bento ainda não estava lá, não havia Ordem de SãoBento. Então o que eles fizeram? Eles doaram a capela para o vigário, mas nadoação eles já disseram que quando a Ordem de São Bento viesse aqui pra Santosque ele passaria a capela, a propriedade, pra Ordem de São Bento. Tudo bem, foitudo acertado, tudo certo. E quando foi em 1650, os herdeiros do mestre Bartolomeupassaram então...o vigário passou a propriedade para a Ordem de São Bento. Então a Ordem de São Bento vai tomar conta daquele pedaço de 1650 até 1986. Faz a conta aí, se não me engano dá 336 anos. Então durante mais de três séculos a ordem de São Bento tomou conta do mosteiro. Então lá, é o mosteiro...escuta só, o nome certo é mosteiro de Nossa Senhora do Desterro da Ordem de São Bento. Então todo mundo falava “mosteiro de São Bento, mosteiro de São Bento” mas calma. O nome certo é mosteiro de Nossa Senhora do Desterro da Ordem de São Bento. E com o tempo não se falou mais em morro do Desterro nem em mestre Bartolomeu, o nome São Bento passou a designar aquele local. Ficou claro isso? Bom, a Ordem de São Bento começa no Brasil vindo pra Bahia que aquela época era a capital, tudo bem. Aí depois eles estabelecem em Olinda – PE, vem pra São Paulo, vai para o Rio de Janeiro. Então, no fim acabou vindo pra Santos, que se não (Página 217 e 218)
Frei Agostinho de Jesus e as tradições da imaginária colonial brasileira Séculos XVI - XVII Data: 01/01/2013 Créditos/Fonte: SCHUNK, Rafael Frei Agostinho de Jesus e as tradições da imaginária colonial brasileira Séculos XVI - XVII. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2013. (Coleção PROPG Digital - UNESP). ISBN 9788579834301 página 181
ID: 5979
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01/01/2016 ANO:179
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foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]