Wildcard SSL Certificates
  
História  (178)Cidades (80)Temas (291)Pessoas   (317)Imagens   (21)






Data: 01/01/2021-
MT: 3response.write "" response.write "" response.write "" response.write "
"
“Ruínas Paulistas”. Renata Sunega, Marcos Tognon e Marcelo Gaudio Augusto
   

104para a Vila de N. Senhora da Ponte de Sorocaba, recolhendo-se ao reino em 1602, em que chegou à Bahia o seu sucessor, Diogo Botelho, despachado por Filipe III, Rei de Castela” (VERGUEIRO, 1979, p. 6).Em 1590 passou a propriedade para o filho que depois a doou no final do século XVI para o governador da província de São Paulo, Dom Francisco de Sousa. Com seu retorno para Portugal, em 1602, o engenho de ferro passou por diversos administradores até ser abandonado com a descoberta de ouro em 1629 no morro do Jaraguá.As terras então passaram a ser ocupadas por agricultores e, apesar de alguns estudos oficiais e pequenas tentativas de reativar a produção, ela só aconteceu em 1770 sob a responsabilidade de Domingues Ferreira Pereira que obteve um alvará permitindo a exploração da região cinco anos antes. A retomada recebeu incentivo de Luíz Antônio de Souza, o Morgado de Mateus, que seguia as diretrizes de ocupação do território e desenvolvimento econômico estabelecidos pelo Marques de Pombal. No entanto, o ferro extraído na fundição era de baixa qualidade e a produção não pagava as despesas da fábrica. Rapidamente ela foi vendida para o capitão Victoriano José Sentena, e este abandonou as minas em decorrência da falta de uma permissão para explorar o local.Embora existisse interesse da Coroa, a falta de capital levou o Morgado de Mateus propor uma sociedade com representantes do poder civil. Mas as fragilidades do acordo entre a metrópole portuguesa e os acionistas, somado à falta de mão de obra necessária e especializada, tornou a exploração um fator de alto risco e como consequência não foram encontrados interessados. Houve inclusive a elaboração de uma modalidade de aluguel de escravos para suprir a necessidade de operários, mas a baixa produção acabou desanimando a todos.

Em 1776, a concessão para exploração do ferro em Araçoiaba foi passada para Ferreira Pereira, e no ano de 1783 encontramos registros da intenção de assumir a exploração por parte do capitão mor de Sorocaba, Cláudio Madureira Calheiros e do capitão mor de Itu, Vicente da Costa Taques Góis e Aranha. Pedidos de alvarás foram emitidos, mas a fabricação teve que ser paralisada devido à proibição de manufaturas na colônia em 1787. Além da interdição, outro fator que trazia dificuldade na prosperidade da fábrica e mencionado por Morgado de Mateus e o Marquês de Pombal, se refere à falta de técnicos, o que tornava toda a produção muito onerosa, embora houvesse a necessidade de abastecer a colônia de ferramentas e armas sem depender da importação do metal. Foi inclusive elaborado um projeto em 1799 de implementação de escolas para formação de mestres fundidores.

Os planos foram abandonados e nesse período em que a fabricação de ferro estava paralisada, registramos a incidência de engenhos de açúcar sendo instalados nas imediações. E então, com a chegada da família real no Brasil e a revogação de diversos impedimentos e proibições, vários engenhos de ferro passaram a ser reativados pelo território. De forma que, mais uma vez observamos o reinício da fábrica de ferro no ano de 1808. [p. 104]

A área que corresponde ao Sítio Arqueológico Afonso Sardinha se encontra a 4 km do núcleo da Fábrica de Ferro do Século XIX e instalado às margens do Ribeirão do Ferro e mais próximo das áreas de extração do minério. Escavações arqueológicas nos permitem identificar as funções e especialização dos espaços a partir das ruínas remanescentes em pedra. As estruturas foram encontras pelo historiador local José Monteiro Salazar no ano de 1977 e identificadas como os remanescentes da fábrica de ferro existente nos registros de Afonso Sardinha. Seis anos depois, em 1983, a professora e Arqueóloga Margarida Davina Andreatta iniciou seus estudos no sítio, campanha que durou até o ano de 1989 e foi responsável por confirmas algumas teses de Salazar (ZEQUINI, 2006). [Página 108]

O primeiro edifício que identificamos a se beneficiar com a força motriz gerada pela barragem do rio Ipanema é a Serraria. Construída entre 1815 e 1820, foi o segundo prédio da propriedade com essa finalidade: o "engenho de serrar", original teria sido erguido por Hedberg às margens do rio Vaivary, atual Rio Verde, antes da conclusão da barragem. [Ruínas Paulistas, 2021. Renata Sunega, Marcos Tognon e Marcelo Gaudio Augusto. Página 109]




12183

Ruínas Paulistas
01/01/2021
18/02/2026 00:45:48
0


12184

Ruínas Paulistas
01/01/2021
18/02/2026 00:45:48
Renata Sunega, Marcos Tognon e Marcelo Gaudio Augusto
0


12185

Ruínas Paulistas
01/01/2021
18/02/2026 00:45:48
Renata Sunega, Marcos Tognon e Marcelo Gaudio Augusto
0


12186

Ruínas Paulistas
01/01/2021
18/02/2026 00:45:48
Renata Sunega, Marcos Tognon e Marcelo Gaudio Augusto
0


12187

Ruínas Paulistas
01/01/2021
18/02/2026 00:45:48
Renata Sunega, Marcos Tognon e Marcelo Gaudio Augusto
0


12188

Ruínas Paulistas
01/01/2021
18/02/2026 00:45:48
Renata Sunega, Marcos Tognon e Marcelo Gaudio Augusto
0



ANO:178


  História  (33054)
  Cidades  (713)
   Imagens  (12685)
  Pessoas  (10468)
  Temas  (1493)
Direto ao ano:





Cassius Marcellus Clay Jr.
1942-2016
Cássius Clay é nome de escravo, não o escolhi, não o quero. Sou Muhammad Ali, um nome livre.

Fonte: ERRO!

.

Dúvidas, críticas ou sugestões: Adriano César Koboyama