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autor:21/10/2023 14:54:00
“A conturbada história da chegada dos ônibus em Sorocaba”

    24 de abril de 2022, domingo
    Atualizado em 22/03/2025 03:23:40
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Imagem: Atual avenida Luiz Mendes de Almeida em 1950. Acervo: Projeto Memória / Jornal Cruzeiro do Sul

Antigamente, segundo o historiador Antônio Francisco Gaspar, os meios de transporte na cidade eram troles, carros de praça, cabriolés, carroções, carroças, carro de bois e a ferrovia. Para lugares mais distantes utilizavam-se troles, cabriolés ou a ferrovia, dentro dos limites da cidade os carros de praça eram os ideais, tanto para viagens curtas ou se tratando de eventos como batizados ou casamentos. Para transporte de sacarias ou materiais diversos utilizava-se as carroças ou carroções e para transporte de lenha dos bairros para cidade era realizado pelos carros de bois.

Com o crescimento da cidade e aumento de sua população, já em 1926, Sorocaba carecia de novos meios de transportes, já que os bondes elétricos que estavam em funcionamento desde 30 de dezembro de 1915, já não eram suficientes para atender a demanda de usuários que aumentava fora suas limitações como o não atendimento às regiões do Além-Linha.

Em 1927, o chofer chamado Pedro Bella, veio de São Paulo e criou a linha de ônibus entre o Cemitério Municipal e a Santa Casa de Misericórdia, que como dissemos anteriormente era um percurso não atendido pelos bondes.

No domingo, dia 6 de fevereiro de 1927, começava a circular o primeiro ônibus em Sorocaba, que nessa época era bem diferente dos ônibus atuais: eram abertos dos lados como os bondes e eram chamados de “jardineiras”.

O sucesso da linha que se tornou diária, fez Pedro Bella expandir no próprio mês de fevereiro com mais duas linhas: do Largo do Cerrado e da Santa Rosália. Em julho já estava fazendo viagens até Campo Largo. Araçoiaba da Serra).

Em 24 de outubro de 1927, com a autorização do delegado regional de transito de Sorocaba, foi à criada a linha que ligava o centro da cidade ao bairro de Brigadeiro Tobias, que foi atendida graças ao jovem lavrador Levy Martins de Oliveira de 22 anos quer era dono da jardineira nº239. Essa linha diferente das outras sofria concorrência direta da ferrovia que tinha uma estação nesse mesmo bairro.

Mesmo com essas adversidades, Levy fez sociedade com Victor Gomes Côrrea, sociedade que em 1934 foi passada para o filho de Victor, Benedito Côrrea, conhecido como “Dito Lagarto”, que começou a administrar o negócio sozinho com a saída de Levy que decidiu trabalhar como motorista de caminhão. Benedito administrou a empresa durante décadas, até que ela se tornou parte da Viação Tobias.

Nesse ramo várias famílias se destacaram: Souza (Nossa Senhora da Ponte), Francatto (São João), Franco (Viação Barcelona), Totta (Santa Angélica), Costa (Vila Haro), Lara (Santa Rosália/Viação Tobias) e seu Manolo (Vila Hortência).

Em 1947, houve a inauguração da empresa Transportes Coletivos Sorocabanos no Sorocaba Clube, com a proposta de criar linhas para um melhor atendimento da população fora das rotas tradicionais atendidas pelas outras empresas de ônibus. Numa publicação no Jornal Folha Popular de fevereiro de 1950, vemos as seguintes linhas atendidas: Árvore Grande, Vila Santana, Santa Rosália, Terra Vermelha, Rua Assis Machado e Votorantim.

Em 1974, a Prefeitura decidiu que uma unificação das empresas de ônibus sanaria alguns problemas que existiam, como criações de novas linhas para atenderem mais bairros, melhoria da frota retirando veículos mais antigos ou em más condições, uma padronização das cores dos ônibus e eficiência no serviço.

Assim, um nome sugerido foi “Empresa Reunidas de Transporte Coletivo Sorocaba Ltda”, com as possíveis cores creme e verde, seguindo a cor da Viação Santa Angélica que tinha a maior quantidade de veículos, com a possível inauguração em 1º julho, segundo a reportagem do Jornal Cruzeiro do Sul de junho/1974.

No fim, o nome escolhido foi Viação Manchester (VIMA) com as cores amarela e vermelho em seus veículos, com as viagens experimentais iniciando em 17 de setembro de 1974.

A VIMA administrou o sistema durante a década de 80, quando dividiu o controle com a empresa São Jorge. Em 1988, o prefeito Paulo Mendes decretou a intervenção nas duas empresas e em 1989 o transporte passou a ser controlado pela Fioravante e TCS (Transportes Coletivos de Sorocaba), vencedoras da concorrência.

A perda de algumas linhas fez a VIMA, que com novo proprietário passou a se chamar STU (Souza Transporte Urbano), entrar na justiça alegando quebra de contrato por parte da prefeitura, conseguindo uma liminar que a autorizava a continuar a operar na cidade. Depois de três anos a liminar foi cassada e dessa forma a VIMA deixava o transporte de passageiros de Sorocaba.

Em 1990, a Fioravante foi substituída pela STU (Sorocaba Transportes Urbanos), passando a trabalhar junto da TCS. A TCS teve sua concessão cassada depois de um incidente grave e sendo substituída por quatro empresas em caráter de urgência, até que em 2011, o Consórcio Sorocaba (CONSOR), passou a ser responsável pelas linhas. A STU manteve o contrato de transporte até 2021, mas com a abertura da nova licitação, não mostrou interesse em permanecer com o serviço, assim sendo a única proposta da empresa City Transportes que se mantém atualmente.

- Livro: Sorocaba de Ontem – Antônio Francisco Gaspar;- Livro: Gente IV – Alcir Guedes;- Jornal Cruzeiro do Sul – 08/02/1927; 18/02/1927; 14/07/1927; 15/05/1928; 20/12/1947; 26/07/1960; 18/05/1974; 02/06/1974; 02/08/1974; 18/09/1974; 15/-5/1975; 08/08/1999; 10/03/2002; 27/03/2005; 04/11/2011; 28/10/2017;- Jornal Folha Popular – 09/02/1950;



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Atual avenida Luiz Mendes de Almeida
Data: 01/01/1950
Créditos/Fonte: Projeto Memória / Jornal Cruzeiro do Sul
Jardim São Paulo(ônibus


ID: 3707



EMERSON


24/04/2022
ANO:334
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]