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1822, há 204 anos...
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Em 20 de julho, reconhecendo as dificuldades representadas por uma possível atuação política de integrantes da Divisão dos Voluntários Reais, decreto do Rio de Janeiro determinou que a mencionada Divisão se recolha a Portugal
20 de julho de 1822, sábado ver ano
  
  
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CAMINHO: mp3/26257.mp3

Em 20 de julho, reconhecendo as dificuldades representadas por uma possível atuação política de integrantes da Divisão dos Voluntários Reais, decreto do Rio de Janeiro determinou que a mencionada Divisão se recolha a Portugal.

Lecor, como Comandanteem Chefe do Exército do Sul, foi desligado do comando da Divisão, como anteriormentecitado, e permaneceria à frente do processo de controle sobre as fronteiras, o que compreendiaoperacionalizar a retirada dos Voluntários, de Montevidéu.A movimentação de Saldanha, que ainda se conservaria em Porto Alegre até 29de setembro, remete aos conflituados interesses, na região. De alguma forma, forçascomprometidas com o Rio de Janeiro conseguiram manter Rio Grande de São Pedro e aCisplatina vinculados ao governo do Príncipe.Outro dos capitães-generais indicado na Memória, especialmente analisada nocapítulo II, foi João Carlos Augusto de Oeynhausen. O Presidente da Junta Provisória deGoverno na província de São Paulo, também em meados de maio, recebeu ordens para apresentar-se no Rio de Janeiro. A justificativa para a determinação do Príncipe, no Rio deJaneiro, remetia às disputas internas na Província, em torno do exercício do governo.A circulação de homens e bens, nas províncias do centro-sul, tinham em SãoPaulo expressiva dimensão. Por Santos, eram estabelecidas importantes relações comerciais,com a metrópole e outros portos do Império português, na África e Ásia. Homens de SãoPaulo vinham combatendo, na fronteira sul, na defesa da América portuguesa, especialmente apartir do final do século XVII. Sorocaba565 e suas feiras constituíam a principal entrada degado, para a região centro-sul.As estreitas ligações entre os negócios de paulistas e riograndenses,especialmente quanto ao fornecimento de tropas, fundamentais para o comércio interno,sugeriam articulações, especialmente entre Oeynhausen566 e Saldanha, uma vez que eramimportantes servidores do governo joanino e do projeto de reconfiguração do Impérioportuguês, desenvolvido a partir do Rio de Janeiro.As indicações do autor da Memória indicavam a possibilidade de D. Pedrocontar com o apoio de Saldanha e Oeynhausen, o que parece ter sido viável até maio/junho de1822. Os experientes servidores portugueses, tanto na força militar como na administração daAmérica portuguesa, mantiveram-se ao lado do herdeiro da Casa de Bragança, na América,até considerarem que, de alguma forma, a política do Rio de Janeiro, propiciava uma secessãono interior da nação portuguesa. [DE ALTEZA REAL A IMPERADOR: O Governo do Príncipe D. Pedro, de abril de 1821 a outubro de 1822, 2006. Vera Lúcia Nagib Bittencourt. Páginas 316 e 317]





ANO:227

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