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*“Apontamentos Historicos, Geographicos, Biographicos, Estatisticos e Noticiosos da Provincia de S. Paulo seguidos da chronologia dos acontecimentos mais notaveis desde a fundação da Capitania de S. Vicente até o anno de 1876”, Manuel Eufrásio de Azevedo Marques (1825-1878)
1879, quarta-feira ver ano



 Fontes (1)

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...havia já muitos annos, pois tinham propagado filhos, que depois de apprehendidos, vieram receber o baptismo na idade de 30 annos e mais. Este grande serviço deve-se ao capitão André Dias de Almeida.(Secretaria do Governo de S. Paulo, livro de registro da correspondencia com o Ministerio no anno de 1778).

André Fernandes. — Natural da villa de S. Paulo, filho de Manoel Fernandes Ramos (vide este nome), natural de Portugal, e de Suzana Dias, filha de Lopo Dias e de Beatriz Dias, naturaes de S. Paulo.O capitão André Fernandes e seus pais foram os fundadores da povoação, depois villa de Parnahyba (vide Parnahyba), pelos fins do seculo XVI e começo do XVII.Fez entradas no sertão com seus indios, para descobrimento de metaes, por ordem régia. De seu testamento feito a 29 de Setembro de 1641, consta que foi elle quem fundou a capella de Santa Anna, que deu origem á povoação, fundação que fez com approvação do prelado administrador Bartholomeu Simões Pereira, e que dotou com varios bens. Esta capella foi mais tarde convertida em hospicio da ordem de S. Bento d´aquella villa.O capitão André Fernandes possuia uma grande sesmaria de terras que comprehendia a principio todo o territorio que fórma hoje os municipios de Parnahyba, Itú, S. Roque e Sorocaba. Nos livros de notas do cartorio do tabellião de Parnahyba, que serviram desde 1628 até 1650 encontram-se frequentes escripturas de doação de terras, feitas n´esses logares, de amor em graça, pelo capitão André Fernandes a diversos individuos.Foi casado com D. Antonia de Oliveira, que, no testamento com que falleceu em 1633 declarou que « as muitas pessoas indigenas que estavam sob a administração do seu casal, tinham vindo espontaneamente do sertão attrahidos pelo bom tratamento que lhe dava seu marido o capitão André Fernandes. »De seu casamento deixou o capitão André Fernandes um unico filho, o padre Francisco Fernandes de Oliveira, ordenado no Paraguay e que durante muitos annos foi vigario de Parnahyba. Deixou, porém, filhos naturaes que reconheceu e foram os seguintes:— D. Sebastiana Fernandes, casada com Pedro Alves Moreira Cabral.— Jorge Fernandes— D. Catharina Dias, casada com Alberto Lobo.— Pedro Fernandes, casado com Anna Tenoria.— D. Margarida Fernandes, casada com Sebastião Soter de Oliveira.— D. Maria Fernandes, casada com Jeronymo da Silva.(Cart. 1º de orph. e de notas de S. Paulo. Testamento de André Fernandes e inventario de sua mulher D. Antonia de Oliveira).André Lopes. — Ribeirão affluente da margem direita do rio Ribeira de Iguape, corre entre os municipios de Iguape e Xiririca.André Martins Bonilha. — Veio para o Brasil em 1582 com seus pais Francisco Martins Bonilha e D. Antonia Gonçalves, na armada de D. Diogo Flôres Valdez, estes hespanhóes e cunhados. André Martins casou-se em S. Paulo, onde fez assento, com D. Justa Maciel. Occupou os cargos da republica como consta dos archivos da mesma cidade, e foi o tronco da numerosa e importante familia de seu appellido nas Capitanias do Sul do Brasil.Falleceu André Martins na primeira metade do seculo XVII e deixou os filhos seguintes:— Francisco Martins Bonilha, casado com D. Anna Lara, filha de Diogo Lara (vide este nome).— João Martins Bonilha, casado com D. Adrianna Barreto, filha de Diogo Barbosa Rego.(Cart. de orph., inventario de Francisco Martins Bonilha, P. Taques. Nobiliarchia, tit. Bonilhas, por elle citado nos titulos de Laras e Rendons).André de Sampaio. — Natural de Portugal, de onde emigrou para o Brasil com seus dois irmãos Francisco de Arruda Sá e Sebastião de Arruda Botelho, filhos de Gonçalo Vaz Botelho, fidalgo, e de D. Anna de Arruda. Estes tres irmãos foram os troncos da numerosa e importante familia do appellido de Botelhos-Arrudas e Sampaios, das Capitanias de S. Paulo, Minas-Geraes, Matto-Grosso e Goyaz.Foi André de Sampaio casado na villa de Parnahyba com D. Anna de Quadros, filha do notavel paulista Bartholomeu de Quadros e de D. Isabel Bicudo de Mendonça. Falleceu na villa de Itú aos 5 de Abril de 1719, deixando os filhos seguintes:— José de Sampaio e Arruda.— André de Sampaio, casado com D. Maria Leite da Escada, a primeira vez, e a segunda com D. Ignacia de Góes. [p. 14]Balthazar de Borba Gato foi casado com D. Marianna Domingues, filha de Antonio Domingues e de D. Isabel Fernandes; ignora-se, porém, a época de sua morte.D´elle procede a numerosa descendencia de seu appellido nas provincias do Sul do Brasil. Deixou os seguintes filhos:1.— João de Borba Gato.2.— Francisco de Borba.3.— Antonio de Borba.4.— José de Borba.5.— D. Catharina de Borba, casada com Martinho Cordeiro.6.— D. Anna de Borba.7.— D. Sebastianna de Borba.8.— D. Isabel de Borba.(Cart. 1.º de orph. de S. Paulo, inventario de D. Marianna Domingues.)Balthazar da Costa Veiga. — Filho de Jeronymo da Veiga e de D. Maria da Cunha, das mais nobres familias de S. Paulo. Possuio Balthazar da Costa Veiga grandes estabelecimentos de cultura, numerosos indios e escravos com o serviço dos quaes fez grande fortuna e fundou a capella de Tremembé á invocação do Senhor Bom-Jesus, no municipio de Taubaté. (Vide Tremembé.) Occupou todos os cargos da republica e falleceu em idade avançada a 24 de Agosto de 1700, deixando de seu casamento com D. Maria Bueno, filha de Amador Bueno, o moço, os seguintes filhos:1.— João da Veiga Bueno, casado.2.— Amador Bueno da Veiga, capitão-mór chefe eleito dos paulistas na guerra contra os Emboabas do Rio das Mortes, casado com D. Martha de Miranda d´El-Rei. (Vide Amador Bueno da Veiga.)3.— Antonio Bueno da Veiga, casado.4.— Miguel Bueno da Veiga, casado.5.— Guilherme da Veiga Bueno, casado com D. Isabel de Sousa Araujo; falleceu em S. Paulo a 19 de Novembro de 1734 e teve muitos filhos.6.— Balthazar da Costa da Veiga Bueno, casado com D. Anna Maria da Silveira.7.— D. Maria da Veiga, casada primeiro com Estevão Sanches e depois com Manoel Vieira.8.— D. Margarida Bueno de Mendonça, casada primeiro com Bartholomeu da Cunha Gago, fallecido em Taubaté a 9 de Dezembro de 1710, e depois com Manoel da Cruz da Silva.9.— D. Maria da Cunha, casada com Luiz Corrêa de Lemos.10.— D. Catharina Bueno do Prado, casada com Lourenço Corrêa Paes.11.— Jeronymo Bueno da Veiga, casado com D. Filippa da Silveira.12.— D. Maria Bueno de Moraes, casada com Antonio da Costa Pereira.(Cart. 1.º de orph. de S. Paulo, inventario de B. da C. Veiga. — P. Taques de A. Paes Leme, Nobiliarchia.)Balthazar da Cunha Bueno. — Natural de S. Paulo, filho do capitão-mór Amador Bueno da Veiga e de D. Martha de Miranda d´El-Rei.Foi coronel de cavallaria das minas de Crixás e de Guarinos; fundou a capella da Senhora da Penha no mesmo logar de Guarinos, Capitania de Goyaz, onde possuio uma grandiosa lavra de ouro; superintendente e guarda-mór das ditas minas de Crixás, por patente do governador D. Luiz de Mascarenhas, datada de 20 de Maio de 1740. Falleceu em 1749 com descendencia.(Cart. 1.º de orphãos de S. Paulo, inventario de Amador Bueno da Veiga e de D. Martha de Miranda. — Secr. do Gov. de S. Paulo, liv. de Registro de patentes que servio em 1740.)Balthazar Fernandes. — Filho de Manoel Fernandes Ramos, natural de Portugal, e de D. Suzana Dias, natural de S. Paulo. Foi o fundador da povoação hoje cidade de Sorocaba (vide Sorocaba), e o que edificou á sua custa a primeira capella que alli houve, com a denominação de Senhora da Ponte de Sorocaba, como consta da escriptura que em seguida transcrevemos:« Saibam quantos este publico instrumento de escriptura de doação virem que, no anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus-Christo de mil seiscentos e sessenta, em os vinte e um dias do mez de Abril, no sitio e fazenda de Manoel Bicudo Bejarano, na paragem chamada Apoteroby, termo da villa de Sant´Anna de Parnahyba da Capitania de S. Vicente, partes do Brasil, etc.; n´este sitio e paragem de Apoteroby, d´onde eu publico tabellião, ao diante nomeado, fui chamado, e sendo ahi, logo appareceram partes, a saber: de uma parte o capitão Balthazar Fernandes, e da outra o reverendo padre, presidente do convento da villa de Parnahyba do Patriarcha S. Bento, Fr. Thomé Baptista, e bem assim o reverendo padre Fr. Anselmo da Annunciação, e pelo dito capitão Balthazar Fernandes me foi dito a mim tabellião perante as testemunhas que presentes se acham ao diante nomeadas e assignadas, que elle ora em virtude d´este instrumento dava e doava d´este dia para todo o sempre aos reverendos padres do Patriarcha S. Bento do mosteiro de Parnahyba a...igreja de Nossa Senhora da Ponte com toda a sua fabrica sita na paragem chamada Sorocava, com obrigação d´elles ditos padres lhe fabricarem um dormitorio com quatro cellas, sua despensa, cozinha e refeitorio, e assim mais lhes dava e doava toda a sua terça, que direitamente lhe couber por sua morte, assim de bens moveis com o de raiz e peças do gentio da terra, e que lhes dava logo á conta da dita terça doze serviços de peças do gentio da terra para o serviço da igreja. E assim mais lhes dava logo um moço tambem do gentio da terra para serviço da sacristia, e assim, uma moça cozinheira para serviço dos reverendos padres que na dita igreja assistirem. E outrosim lhes dava doze vaccas e um touro. E lhes nomeava na dita terça um moinho e vinha, que lograria elle outorgante em sua vida, e que depois que Nosso Senhor fosse servido fazer d’elle alguma cousa, que lhes dava toda a sua terça, como dito é, com obrigação de que os reverendos padres do Patriarcha S. Bento, do dito mosteiro da Parnahyba, assistirão na dita igreja e n’ella lhe dirão doze missas cada anno, uma cada mez, e uma missa mais no dia da festividade de Nossa Senhora da Ponte, as quaes sobreditas missas serão obrigação e deveres dos padres a lhe dizer d’este dia para todo o sempre. Assim, mais lhes dava logo para os sobreditos padres fazerem suas lavouras um pedaço de terras, que começará de uma roça, que ora se planta de mandioca para sustento dos ditos padres, até sahir ao campo onde está Braz Esteves. E de largura do rio Sorocava até onde está D. Diogo do Rego e Mendonça, genro do dito outorgante, com declaração de que as sobreditas cousas pertencerão sempre á dita casa e igreja, e d’ella não poderão tirar nem alugar cousa alguma, as quaes sobreditas cousas prometteu elle dito outorgante cumprir tão inteiramente como n’esta se contém, promettendo não ir nunca por si, nem por seus herdeiros contra o teor d’esta escriptura, mas antes em tudo e por tudo de lhe dar e fazer dar inteiro cumprimento, dando-se por oppoente a toda e qualquer duvida e embargo que a ella seja posta sob obrigação de sua pessoa e bens moveis e de raiz.E da mesma maneira se obrigaram os reverendos padres por si e por seus successores dar inteiro cumprimento á obrigação n´esta declarada. E outrosim disseram um e outro, que se n´esta escriptura faltasse alguma clausula ou solemnidades em direito requeridas e allegadas as haviam aqui todas por postas, expressas e declaradas, como se de cada uma d´ellas fizessem clara e distincta menção; o que em fé e testemunho de verdade assim o outorgaram e mandaram ser feita esta nota, d´onde mandaram dar os traslados necessarios; sendo presentes por testemunhas o reverendo padre vigario, confirmado por S. M., Francisco Fernandes de Oliveira, o capitão Jacintho Moreira e Claudio Furquim e André de Zunega, pessoas de mim tabellião reconhecidas, que assignam com o dito outorgante e com os reverendos padres. E eu Antonio Rodrigo de Mattos, tabellião publico que o escrevi. — Balthazar Fernandes, Fr. Thomé Baptista, presidente do mosteiro de Parnahyba, Fr. Anselmo da Annunciação, padre Francisco Fernandes de Oliveira, Jacintho Moreira, Claudio Furquim, André de Zunega. (Liv. de notas de Parnahyba que servio no anno de 1660.)O capitão Balthazar Fernandes possuio grandes riquezas, que se colligem de seu inventario, onde vêm mencionadas doze sesmarias de uma legua cada uma nos municipios hoje de Sorocaba, Itú e Parnahyba, e que n´aquelle tempo pertenciam sómente a este ultimo.Teve mais de 400 indios a seu serviço e grandes plantações de algodão e trigo.Foi casado com D. Isabel de Proença, filha de Antonio Castanho da Silva e de D. Filippa Gago, das principaes familias da terra. Falleceu em 1660, deixando os seguintes filhos:— D. Benta Dias, casada com Pedro Corrêa de Alvarenga.— D. Maria de Proença, casada com D. Diogo do Rego e Mendonça.— D. Isabel de Proença, casada com o capitão Pedro de Mendonça.— D. Potencia de Abreu, casada com Manoel Bicudo Bejarano.— D. Anna de Proença, casada com Aleixo Leme de Alvarenga.— D. Cecilia de Abreu, casada com André de Zunega, filho.— D. Custodia Dias.— D. Marianna de Abreu.— D. Veronica de Proença.— Manoel Fernandes de Abreu, capitão, casado com D. Maria Bicudo de Mendonça, fallecido em 1721.— Luiz Fernandes de Abreu, capitão.— Antonio Fernandes de Abreu, fallecido em Cuyabá em 1719, casado com D. Maria de Arruda Botelho, com descendencia.(Cart. 1º de orphãos de S. Paulo; inventario de Balthazar Fernandes; testamentos de Antonio...) [p. 43, 44]




1º fonte - 1997
José Monteiro Salazar (1927-2013); Araçoiaba & Ipanema

Já em 1879, Manuel Eufrazio de Azevedo Marques, em sua magistral obra, dava a seguinte e breve descrição de Araçoiaba, efetuada pelo Engenheiro Daniel Pedro Muller: "Entre os montes, nenhum merece particular atenção como o de Araçoiaba oi Byraçoiaba, como alguns escrevem, que significa ´coberta do sol´, a qual se acha dentro de uma planicie debaixo do tropico, 2 e 1/2 léguas oeste de Sorocaba. Esta montanha, riquissima, pela imensa quantidade de metal de ferro é isolada e forma na periferia inferior um ova, (...) Este granito é composto de um feldspathogrisco quartzo branco transparente, mica negra de mineral e de ferro magnético, mais ou menos com pedras iguais. A nordeste da montanha encontra-se, sobre o granito e o eixo argiloso de transição, o "grauwakenscheifer e, sobre este, uma imensa massa de grés que também se acha a oeste da montanha ou pedra de área, as quais não se acham em separações de camadas como nas montanhas secundárias, mas acham-se putrefatas. Este grés consiste em quartzo branco combinado em algumas paragens de cal, o qual forma, às vezes, exteriormente, estalactites sobre o grés, principalmente nos ribeirões e cavas. Em algumas partes passa este grés duro em marne mole. Nas regiões mais baixas, porém, consiste o grés em grânulos de quartzo ligados por uma dissolução chlontica. Ao lado, para sudoeste, encontra-se, ao pé da montanha, grunstein (pedra verde - diorito), homblendeschiefer e basalto em bancos e, sobre estes, o já dito grés. Também se acha, em alguns lugares em torno de Araçoiaba, a formação aurífera por inundação. [p. 6 e 7]


LUCIA01/01/1879
ANO:76
  


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