'10 - -12/06/1665 Wildcard SSL Certificates
1661
1662
1663
1664
1665
1666
1667
1668
1669
Registros (28)Cidades (0)Pessoas (0)Temas (0)

autor:0
Inventário de Christovão da Cunha de Unhatte

JUN.
12
HOJE NA;HISTóRIA
63

    12 de junho de 1665, sexta-feira
    Atualizado em 24/10/2025 03:38:37
     Imagens (2)
    
    
    
     Fontes (2)
Fontes (2)


S.L. 5º, 136, 1-4, Christovão da Cunha de Unhatte, falecido em 1664 casado com Mecia Vaz Cardoso teve 11 filhos: 2-1 a 2-11

Subsídios à Genealogia Paulistana (Bartyra Sette)

Cristóvão da Cunha, falecido em 1664 deixando a viúva Messia Vaz Cardoso, falecida antes de maio de 1669. Tiveram 12 filhos, 11 citados na GP:

1. Catharina de Unhate foi primeiro casada com Pantaleão Fernandes (omitido na GP) e segunda vez com Antonio Lopes de Medeiros.

2. Gaspar Vaz da Cunha, morador na Vila de São Francisco das Chagas de Taubaté, abriu mão da herança em favor de sua mãe.

3. João Vaz, já casado em 16644. Maria da Cunha, casada primeiro com Fernão de Siqueira. Em 1664 estava casada com Francisco Rodrigues5. Maria Cardoso em 1664 estava casada com Francisco Pedroso.6. Cristóvão da Cunha, nascido por 16367. Francisco da Cunha, por 16398. Maria Vaz, nascida por 1644,9. Francisca Cardoso, por 164610. Domingas Cardoso, por 164811. Ana da Cunha, nascida por 164912. Mecia Vaz Cardoso, já falecida em 24-6-1664, casada que foi com Francisco Lopes, deixou um filho citado no testamento do avô materno. Não consta da GP.

Francisco Borges, também referido como Lopes, morador em Taubaté, abriu mão da herança em favor de sua sogra, conforme o inventário abaixo.

Comparar com:S.L. 1º, 33, 5-5; Francisco Borges Rodrigues, natural de S. Paulo, foi 1.o casado com Maria Vaz, de quem teve um f.o falecido em menoridade. Casou 2.a vez com Luzia Rodrigues do Prado, f.a de Francisco Rodrigues e de Antonia Furtado. Faleceu Francisco Borges Rodrigues com testamento em 1685 em Taubaté, onde foi morador.

CHRISTOVÃO DA CUNHAInventário e Testamento Vol 16, fls.455 a 476Data: 12-6-1665Local: vila de São Paulo, nas casas de morada de Francisco Rodrigues do Prado.Juiz Ordinário e dos Órfãos: Lourenço Castanho TaquesEscrivão dos Órfãos: Francisco César de Miranda.Avaliadores: Theodosio Coutinho e Miguel da CostaDeclarante: a viúva Mecia Vaz. Por ela assinou Antonio Lopes de Medeiros.



Título dos filhos:1- Catharina de Unhate, casada com Antonio Lopes de Medeiros2- Gaspar Vaz, casado3- João Vaz, casado4- Maria da Cunha, casada com Francisco Rodrigues5- Maria Cardoso, casada com Francisco Pedroso6- Christovão da Cunha, órfão de idade de 29 anos.7- Francisco da Cunha, órfão de idade de 25 anos.8- Maria Vaz, órfã de idade de 20 anos.9- Francisca Cardoso, de idade de 18 anos, todos de idade pouco mais ou menos.10- Domingas Cardoso, de idade de 16 anos.11- Anna da Cunha, de idade de 15 anos. TESTAMENTO

Em nome da Santíssima (...).Aos 24-6-1664 eu Christovão da Cunha, estando doente, faço este testamento.Encomenda a alma.Rogo a minha mulher Mecia Vaz Cardoso e a meu genro Antonio Lopes de Medeiros e a meu genro Francisco Rodrigues do Prado queiram ser meus testamenteiros.Meu corpo será sepultado em São Francisco.

Acompanhamentos, missas, ...Declaro que sou natural desta vila de São Paulo, filho de Henrique da Cunha e de Catharina de Unhate legitimo; declaro que sou casado com Mecia Vaz Cardoso e que tenho onze herdeiros quatro machos e sete fêmeas mais um neto que ficou da defunta minha filha Messia Vaz da Cunha.

Declaro que tenho entre estes herdeiros três filhas casadas a saber:Catharina de Onhate com Antonio Lopes a qual lhe dei (...) e o mais necessário para sua casa isto casando-se com o primeiro marido por nome Pantaleão Fernandes que ao depois morreu me fez mercê Antonio Lopes de Medeiros casar com a dita minha filha Catharina de Onhate.

Declaro que minha filha Maria da Cunha mulher de Francisco Rodrigues do Prado a qual foi primeiro casada com Fernão de Siqueira, dei-lhe (...).Declaro que minha filha Maria Cardoso mulher de Francisco Pedroso lhe dei (...).Declaro que minha filha Mecia Vaz da Cunha já defunta, mulher que era de Francisco Lopes a qual minha filha lhe dei (...) e paguei, quando ela morreu, todos os legados que deixou por seu marido estar nesse tempo no sertão.Declaro que sou curador de meu neto Francisco ao qual devo 5$000 réis.Declaro mais que devo a Lourenço Castanho, a Diogo Rodrigues, Mathias Lopes, Jeronymo da Veiga que se há de pagar do monte por serem contraídas para administração minha e da minha família.Declaro que dei mais a meu genro Francisco Pedroso (...).Catharina de Onhate ficando viúva do defunto Pantaleão Fernandes fiquei devendo 8$000 réis mas ao depois que se casou a dita minha filha com Antonio Lopes de Medeiros pelos 8$000 réis lhe fiz duas pedras de moinho que não tenho clareza.Declaro que foi meu casamento por carta de ametade e conforme a isto se partirá entre mim e minha mulher todo o monte, que no que me cabe as duas partes são dos ditos meus herdeiros necessários, e só a terça é minha disponho dela que seja para se fazer bem por minha alma.

Declaro, nomeio, e instituo por meu herdeiro universal de tudo o que depois de pagas as minhas dividas e cumpridos meus legados restar a minha mulher Messia Vaz Cardoso.Revogo qualquer outro testamento ou codicilo que antes este tenha feito.(...) tenho dito e me assino em a vila de São Paulo a 24 de junho de 1664. Eu João da Costa o escrevi por me rogar e pedir o dito testador Christovão da Cunha. - Christovão da Cunha.Aprovação: 25-6-1664, com declaração que disse o dito testador que deixava a sua mulher Messia Vaz por tutora e curadora de seus filhos; presentes por testemunhas: Juzarte Lopes, Mathias Lopes moradores nesta vila // Luiz Coelho, Domingos Rodrigues // Miguel Rodrigues assistentes nesta vila. Cumpra-se São Paulo 26-6-1664 - GagoCumpra-se 26-6-664 - Cunha Recibos (entre eles)- digo eu Mathias Lopes que estou pago de meia pataca que me pagou Messia Vaz Cardoso, dona viúva. 10-9-1665 - Mathias Lopes.

- digo eu Antonio Lopes de Medeiros que estou pago do que se me deve no inventário de meu sogro Christovão da Cunha, e do inventário de minha sogra Messia Vaz Cardoso já defunta. 3-5-1669 - Antonio Lopes de Medeiros. fls. 466- certifico eu João Machado tabelião do publico e escrivão dos órfãos desta vila de São Francisco das Chagas e seu temo que notifiquei a Gaspar Vaz e Francisco Borges moradores nesta vila por mandado do juiz ordinário e dos órfãos Bernardo Sanches dela Pimenta a requerimento de Francisco Rodrigues do Prado pra entrarem em escote na fazenda e bens que ficaram de seu pai e sogro Christovão da Cunha, ao que me respondeu Gaspar Lopes deixava a sua parte a sua sogra e Gaspar digo Francisco Borges e Gaspar Vaz largava a sua parte a sua mãe. 2-2-1665 - João Machado. Avaliações. Procurador a lide á viúva Antonio Lopes de Medeiros.Procurador dos órfãos: Domingos Lopes Lima. Aos 10-6-1665 citados para estas partilhas a Antonio Lopes de Medeiros, a Francisco Rodrigues e a João Vaz e foi citado como consta de uma certidão que fica acostada neste inventário Gaspar Vaz da Cunha e Francisco Borges e uns e outros responderam que não queriam nada desta herança. fls. 472: aos 12-6-1665 curadora dos órfãos á viúva Messia Vaz, dando como fiador seu genro Antonio Lopes de Medeiros. Recibos de missas.



\\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\cristiano\registros\26475icones.txt


  1ª fonte  
  Data: 1936

Os primeiros troncos Paulistas e o Cruzamento Euro-Americano, 1936. Alfredo Ellis Júnior (1896-1974)


  2ª fonte  
  Data: 2025

Consulta em projetocompartilhar.org


nventário e TestamentoVol 16, fls.455 a 476Data: 12-6-1665Local: vila de São Paulo, nas casas de morada de Francisco Rodrigues do Prado.Juiz Ordinário e dos Órfãos: Lourenço Castanho TaquesEscrivão dos Órfãos: Francisco César de Miranda.Avaliadores: Theodosio Coutinho e Miguel da CostaDeclarante: a viúva Mecia Vaz. Por ela assinou Antonio Lopes de Medeiros.Título dos filhos:1- Catharina de Unhate, casada com Antonio Lopes de Medeiros2- Gaspar Vaz, casado3- João Vaz, casado4- Maria da Cunha, casada com Francisco Rodrigues5- Maria Cardoso, casada com Francisco Pedroso6- Christovão da Cunha, órfão de idade de 29 anos.7- Francisco da Cunha, órfão de idade de 25 anos.8- Maria Vaz, órfã de idade de 20 anos.9- Francisca Cardoso, de idade de 18 anos, todos de idade pouco mais ou menos.10- Domingas Cardoso, de idade de 16 anos.11- Anna da Cunha, de idade de 15 anos.TESTAMENTO Em nome da Santíssima (...).Aos 24 de junho de 1664 eu Christovão da Cunha, estando doente, faço este testamento.Encomenda a alma.Rogo a minha mulher Mecia Vaz Cardoso e a meu genro Antonio Lopes de Medeiros e a meu genro Francisco Rodrigues do Prado queiram ser meus testamenteiros.Meu corpo será sepultado em São Francisco.Acompanhamentos, missas, ...Declaro que sou natural desta vila de São Paulo, filho de Henrique da Cunha e de Catharina de Unhate legitimo; declaro que sou casado com Mecia Vaz Cardoso e que tenho onze herdeiros quatro machos e sete fêmeas mais um neto que ficou da defunta minha filha Messia Vaz da Cunha.Declaro que tenho entre estes herdeiros três filhas casadas a saber:Catharina de Onhate com Antonio Lopes a qual lhe dei (...) e o mais necessário para sua casa isto casando-se com o primeiro marido por nome Pantaleão Fernandes que ao depois morreu me fez mercê Antonio Lopes de Medeiros casar com a dita minha filha Catharina de Onhate.Declaro que minha filha Maria da Cunha mulher de Francisco Rodrigues do Prado a qual foi primeiro casada com Fernão de Siqueira, dei-lhe (...).Declaro que minha filha Maria Cardoso mulher de Francisco Pedroso lhe dei (...).Declaro que minha filha Mecia Vaz da Cunha já defunta, mulher que era de Francisco Lopes a qual minha filha lhe dei (...) e paguei, quando ela morreu, todos os legados que deixou por seu marido estar nesse tempo no sertão.Declaro que sou curador de meu neto Francisco ao qual devo 5$000 réis.Declaro mais que devo a Lourenço Castanho, a Diogo Rodrigues, Mathias Lopes, Jeronymo da Veiga que se há de pagar do monte por serem contraídas para administração minha e da minha família.Declaro que dei mais a meu genro Francisco Pedroso (...).Catharina de Onhate ficando viúva do defunto Pantaleão Fernandes fiquei devendo 8$000 réis mas ao depois que se casou a dita minha filha com Antonio Lopes de Medeiros pelos 8$000 réis lhe fiz duas pedras de moinho que não tenho clareza.Declaro que foi meu casamento por carta de ametade e conforme a isto se partirá entre mim e minha mulher todo o monte, que no que me cabe as duas partes são dos ditos meus herdeiros necessários, e só a terça é minha disponho dela que seja para se fazer bem por minha alma.Declaro, nomeio, e instituo por meu herdeiro universal de tudo o que depois de pagas as minhas dividas e cumpridos meus legados restar a minha mulher Messia Vaz Cardoso.Revogo qualquer outro testamento ou codicilo que antes este tenha feito.(...) tenho dito e me assino em a vila de São Paulo a 24 de junho de 1664. Eu João da Costa o escrevi por me rogar e pedir o dito testador Christovão da Cunha. - Christovão da Cunha. [31942]



Os primeiros troncos Paulistas e o Cruzamento Euro-Americano
Data: 01/01/1936
Créditos/Fonte: Alfredo Ellis Junior
Página 256


ID: 12931


Os primeiros troncos Paulistas e o Cruzamento Euro-Americano
Data: 01/01/1936
Créditos/Fonte: Alfredo Ellis Junior
Página 257


ID: 12930



EMERSON


12/06/1665
ANO:28
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]