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A história de São Paulo em mapa antigo quando era a Villa Forte de Piratininga

    8 de novembro de 2021, segunda-feira
    Atualizado em 20/12/2025 01:04:19





Mapas registram as imagens ou desenhos de um lugar e complementam as informações do passado nos livros de história. Esse recurso já estava presente desde a pré-história, da Grécia e dos Romanos, na antiguidade. No Brasil, a história é contata a partir do Século 15, com a vinda dos descobridores em seus mapas da época e o início da colonização.

Esses mapas são documentos de nossa história e teve continuidade em registros da Villa Forte de Piratininga e que antes tinha o nome de São Paulo dos Campos de Piratininga. Após alguns anos mais tarde, veio o nome abreviado para São Paulo de Piratininga. Hoje como conhecemos uma metrópole chamada simplesmente São Paulo, que cresceu de seus 150 habitantes para mais de 13 milhões, e mantendo seu lema de brasão: “Non Ducor Duco” — “Não sou conduzido, conduzo”. — competindo com as maiores cidades do mundo, como Nova York e Tóquio.

E um grande achado está em um mapa, que é uma representação artística nas dimensões de 89 por 110 centímetros, em papel plastificado mostrando justamente a Villa Forte de Piratininga, de 1565 a 1600. Colorido, o mapa apresenta as moradias e com os números relacionando 70 nomes de moradores junto aos caminhos internos (ou vias, que mais tarde se transformariam em ruas, muitas que conhecemos com os mesmos nomes até hoje).

Entre os rios Anhangabaú e Tietê, surgiu o povoado daquele época com os 200 “fogos” (eram os moradores que eram contados por “fogos”, significando as residências com suas lareiras ou fogões a lenha que se alimentavam por fogo) traz um fato histórico muito importante e quase desconhecido, mas em registro em várias Actas da Câmara de São Paulo.

Por determinação do nobre e administrador colonial português Mem de Sá, a Villa Forte de Piratininga foi fechada totalmente com cerca de tapumes para se proteger dos ataques dos índios. No local sem pedras, essa muralha foi pouco a pouco construída com pilão para amassar e socar a terra com a taipa, capim e gravetos.

A Villa de Santo André da Borda do Campo, que foi fundada depois de São Vicente e um ano antes de São Paulo, teve em 1560 ataques indígenas e muitos moradores sairam de lá para se refugiarem no Páteo do Collégio. Não deu outra, dois anos após, os índios vieram sitiar o Páteo do Collégio e os ataques foram espaçados durante 30 anos.

Por coincidência, relatos de historiadores dizem que em 9 de junho de 1562, aconteceu o Cerco ou Guerra de Piratininga, um ataque dos indígenas das tribos unidas dos guarulhos, guaianás e carijós. Foi uma revolta dos índios por causa da aliança do cacique Tibiriçá com os padres jesuítas. Durou um dia e os portugueses com aliados venceram os índios. Neste acontecimento o Tibiriçá matou seu irmão Piquerobi.

Daí ficou o medo. E sempre houve ameaças dos índios, que levou às cercas em toda a Villa Forte de Piratininga, que em outras palavras virou um forte de refúgio e proteção de seus moradores da época.

Segundo o historiador Bevenuto Silvério de Arruda Sant´Anna (que adotou o pseudônimo Nuto Sant´Anna — em Santana, na Zona Norte, tem um biblioteca municipal em sua homenagem), em suas pesquisas descobriu que os moradores abriam portas e recebiam advertências sob pena de pesadas multas para fechá-las. Não podia também ter chiqueiros de porcos junto aos muros. Tudo era às custas dos moradores, já que a Câmara não tinha condições financeiras.

Com o tempo e o progresso da região, os muros foram aumentando a proteção. Mais adiante, ainda no século 16, com o aumento das atuações dos Bandeirantes as ameaças dos índios diminuiram e as cercas acabaram sendo abandonadas.

O mapa reaparece no Centro Velho de São Paulo

No centro velho da cidade, na histórica Rua Capitão Salomão – ao lado do Largo Payçandú, do Viaducto Santa Ifygênia e do prédio histórico dos Correios – um baiano do interior comanda a Multimapas, em um salão do 4º andar de um antigo prédio, com mapas de aproximadamente 200 países e no geral mais de 1.000 outros do Brasil, estados, cidades e detalhes de bairros. Todo tipo de mapa geográficos, históricos e físicos, impressos em vários sistemas.

Com o modo tranquilo de baiano vindo com 20 anos da cidade de Gentil do Ouro e depois por tempo limitado em Xique Xique, é o Sr. Aloiso F. Rocha, de 78 anos “nos ombros”, como sempre lembra, e nos mais de 50 anos no meio e envolvido com os mapas. Não é cartógrafo, mas um grande apaixonado por mapas, desde pequeno. Até que em São Paulo, montou sua empresa de começo em um espaço menor na Rua Libero Badaró e, em seguida, na Rua Antonio de Godoy, onde perdeu grande parte de seu acervo em um incêndio.

Na verdade, o incêndio aconteceu no dia primeiro de maio de 2018 no prédio de 24 andares em frente, que desmoronou em seguida e era ocupado por 150 famílias com pessoas sem teto. O prédio em frente, onde estava a Multimapas, foi parcialmente atingido – como também a Igreja Metodista, ao lado. Houve uma grande repercussão na época.

“Foi uma grande perda inestimável, com um grande e valioso acervo de mapas antigos e raros, e tudo que tínhamos de registros de épocas”, lamenta o Sr. Aloisio, que perdeu muitos anos de pesquisa e documentos importantes. O consolo foi selecionar e aproveitar o que era possível e passar para o terceiro endereço da empresa, onde se encontra hoje há três anos. O Sr. Alosio estima que teve um prejuízo de 2 milhões de reais em diversos mapas impressos, documentos e mais de mil arquivos digitalizados.

Segundo o dono da Multimapas, o antigo mapa da Villa Forte de Piratininga foi encontrado por acaso em canto de uma banca, jogado e sem importância. E depois foi salvo do incêndio, com muita sorte. O mapa foi encomendado pelo escritor gaúcho Baptista Pereira – uma apaixonado pela história dos primórdios de São Paulo – e produzido pelo desenhista Mertig.

Foi uma cópia com a cor predominante em cinza que restou dos 100 exemplares impressos pelo banqueiro Gastão Eduardo de Bueno Vidigal, do Banco Mercantil de São Paulo (comprado pelo Bradesco), que em 1954 mandou confeccionar o mapa como homenagem ao 4º Centenário de São Paulo. Depois já com a supervisão da Multimarcas, que teve as participações de Robson Augusto (designer gráfico) e Ruiberdan Reis (coordenação).

E a Multimapas tem preciosidades em mapas de vários países, estados brasileiros e da cidade de São Paulo, mostrando as regiões de distritos e bairros, com detalhes. Em partes, mapas que detalham a Zona Norte ou a Sul, já que os mapas gerais devem ter uma enorme dimensão – aqueles de parede que chegam até 6 metros quadrados.

São mapas procurados por empresas, autarquias, colégios, turistas e por outras pessoas. “Tem gente que vai viajar até para o exterior e vem aqui em busca de uma mapa da região que visitará”, observa o Sr. Aloisio — enquanto falava, uma senhora chegou em busca de uma mapa para suas férias na Ilha da Madeira.

E quando não há um mapa de alguma região, os cartógrafos da empresa podem executá-los a pedido. Outros querem mapas antigos da cidade de São Paulo ou mesmo o da Villa Forte de Piratininga, que é vendido por 50 reais. Na moldura é um belo presente e um quadro decorativo e histórico, que chama atenção até pelo desconhecimento de sua existência.



Sorocaba/SP
São Paulo/SP
Geografia e Mapas
Habitantes
Afonso Sardinha, o Velho
1531-1616
Mem de Sá
1500-1572
Lopo Dias Machado
1515-1609
Belchior Dias Carneiro
1554-1608
Diogo Ordonhez de Lara
1550-1602
Gonçalo Madeira
1552-1636
Jorge Moreira
n.1525
Manuel Fernandes Ramos
1525-1589
Pedro Taques
1560-1644
Henrique da Cunha
1506-1580
João de Sant´Ana
f.1612
Frutuoso da Costa
Domingos Luís Grou
1500-1590
Diogo de Lara
1610-1665
Balthazar Nunes
Antonio de Proença
1540-1605
Aleixo Leme
1564-1629
Suzanna Eanes
Gaspar Fernandes Preto
1540-1600
diariozonanorte.com.br/



Mapa
Data: 01/01/1600
Créditos/Fonte: Diário da Zona Norte, 08.11.2021 diariozonanorte.com.br
01/01/1600


ID: 13256


Mapa
Data: 01/01/1600
Créditos/Fonte: Diário da Zona Norte, 08.11.2021 diariozonanorte.com.br
01/01/1600


ID: 13257



EMERSON


08/11/2021
ANO:216
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]