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Historia de la Compañía de Jesús en la provincia del Paraguay, Vol. 3

JAN.
01
HOJE NA;HISTóRIA
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    1912
    Atualizado em 21/03/2025 21:08:46
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Carta do Governador do Paraguai, D. Felipe Rexe Gorbalán, a H.M. Dá conta do estado em que se encontram os índios Guaycurús e Mbayás; o que tem feito com eles; suas diferentes famílias, e o que é oferecido a ele. Cumpre o que foi ordenado pela Certidão de 6 de março de 1672, sobre a descoberta da estrada do Paraguai às províncias do Peru, proposta pelo mestiço Diego González. [Historia de la Compañía de Jesús en la provincia del Paraguay, Vol. 3, 1912. Página 92]

Cópia da carta do abade Maserati a H.M. - Nela ele dá conta dos excessos dos portugueses do Brasil, cometidos no Paraguai e no saque da Villa Rica del Espíritu Santo, e dos comércios que gastou neste motivo. Que soube do Governador que era, há dois anos, do Rio de Janeiro, General de Artilharia Juan de Silva de Sousa; que a Villa de San Pablo fica a apenas cinco ou seis dias de viagem do referido rio; que seus habitantes e os de sua região são pessoas como rebeldes e foras da lei; e que sua distância da Baía de Todos os Santos, onde reside o Governador Geral de todo o Brasil, é de 400 léguas; que mal o reconhecem; e que quando as Audiências talvez enviem algum Ouvidor para punir os delinquentes, costumam despedi-lo com ameaças; que o número de índios em suas fazendas é muito considerável e que sua maior riqueza consiste em suas tarefas; que nos casamentos, o dote ordinário é dar 100 índios; que quando D. Juan de Silva estava para vir do Rio de Janeiro, soube que os paulistas haviam ido para o interior, a pretexto de ir descobrir e beneficiar algumas minas de chapas, com a autoridade do Príncipe... [Historia de la Compañía de Jesús en la provincia del Paraguay, Vol. 3, 1912. Páginas 207 e 208]

Carta do Governador do Paraguai, Sr. Felipe Rexe Gorbalán, ao Governador de Buenos Aires, Sr. José de Garro, em 22 de outubro de 1679. - Ele diz que há poucos dias escreveu e enviou uma cópia de três cartas que Juan de Peralta trouxe de San Pablo, a quem examinou, como expressa abaixo. Que há muitos anos desejava voltar a esta província porque era natural de Villa Rica; que no ano de 1635 ou 1636, quando foi invadida pelos Mamalucos, seu pai foi para San Pablo com sua mãe, e lhe trouxe um bebê; fará quarenta e três anos hoje; ele é um homem de boas razões, que por antipatia e para garantir sua vida veio; e que quando Juan de Monge o viu, tentou acompanhá-lo; e Francisco Pedrosa tendo descoberto, obrigou-o a disparar um tiro, do qual ficou gravemente ferido, e tem cicatrizes na barriga; que partiu de Candelária, não muito longe de São Paulo, onde era vizinho, em 13 de março deste ano, e embarcou em uma das seis grandes canoas que desceram o Anemby e o Paraná para levar munições e mantimentos aos portugueses do distrito de Jerez, distante desta província 300 léguas; y antes de llegar, torció el camino para Villa Rica, que de se despobló el año de 1636, donde topó al Capitán Alonso de Villalba, su pariente, y le fué forzoso estar con él los pocos días que dilató su venida, para convalecer de os pés. Ele e seu filho mais velho não trouxeram mais do que sua espingarda e munição, e são tão pobres que seus parentes os vestiram para comparecer perante o governador. Eles dão notícias de que os portugueses deixaram San Pablo para estragar; que eles têm suas colheitas em Jerez, e que Francisco Pedroso partiu em 1678 com 22 portugueses e 30 tupis, e que ele havia atravessado o rio Paraguai, ninguém saberá dele; e que Antonio Antunes, tinha saído com 30 e 18 tupis, e Manuel de Campos, com 15 e 12 tupis, e eram esses certonistas que estavam xingando os índios para vendê-los por 50 patacones cada; e não se sabe para onde foram, a não ser pelo que disse Pedroso, que se debateria no dito bando do Paraguai, e que fez descer as canoas, juntando-se às outras para o povoado de Tobatí, distante 12 léguas deste cidade; e teme-se que recebam ajuda de gente do Brasil, para que possam tentar uma empreitada maior. Acrescentou que Juan Nuñes Vicudo deixou San Pablo com homens e um grande número de tupis sob o pretexto de ter encontrado muitas minas de ouro ricas, lá nas cabeceiras do Iguazú e quase no Attira e no meio de Cananea e Tambo. que está além do Salto del Guairá; mas, segundo Juan de Peralta, não dão muita atenção ao ouro, preferindo matar índios.

E diz que os portugueses pretendem fazer uma população em Montevidéu e em outro posto mais adiante na terra; e que para tanto o Dr. Juan de Rocha Pita, desembargador, veio de Portugal, onde passou com cargos de Juiz em Matéria Civil e Criminal do Estado do Brasil, e título de Sindicato do Rei, e amplos poderes para o expedição de tudo o que for necessário à fundação; e daí surgiu D. Rodrigo Castelo Blanco, nomeado pelo Príncipe D. Pedro, Mestre de Campo de todo o povo que foi se estabelecer na costa de Montevidéu, e trazido por seu Tenente Jorge Suárez Macedo. Dito isto, o Dr. Juan de Rocha Pita apreendeu para a facção nas cidades de Santos e San Vicente 14 navios ou sumacas, nos quais Macedo embarcou com 80 soldados e 30 portugueses de São Paulo; e que o Dr. Rocha ordenou o despovoamento da aldeia de Barberí, que consistia em mais de 300 famílias, e as colocou a bordo da sumaca com toda a ralé; e de outra aldeia a cargo da Companhia de Jesus, levaram 111 pessoas, entre elas muitos ferreiros e carpinteiros oficiais;

Diz também que Castelo Blanco enviou 40.000 jardas de lona ao porto de Furnas de Juan Núñez Veando para resgatar ouro; proibir esse resgate aos de São Paulo até que toda a tela seja vendida; Além disso, era uma voz comum em todo o Brasil que esta Armada iria sondar a costa de Montevidéu; mas que Peralta duvidava, porque Felipe de Campos, um português poderoso, havia escrito ao filho, padre da Candelária, na qual lhe diziam que muitos eram de opinião que os portugueses encontrariam no meio da terra, e em tal um caso Era muito possível que a Marinha tivesse entrado pelo grande rio Igai, que deságua no mar a 32 graus, ou por outro rio. [Historia de la Compañía de Jesús en la provincia del Paraguay, Vol. 3, 1912. Páginas 238 e 239]



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EMERSON


01/01/1912
ANO:62
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]