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Revista da ASBRAP nº 13, Povoadores de São Paulo - Bartolomeu Camacho (Adendas às primeiras gerações), consultado em 08.10.2022

    8 de outubro de 2022, sábado
    Atualizado em 28/12/2025 03:23:27



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§ 1º I- BARTOLOMEU CAMACHO, n. em Portugal ou nas Ilhas cerca de 1500, foi mencionado pelos autores como um dos povoadores da Capitania de S. Vicente, onde teria se estabelecido depois do ano de 1540, com a família.Deixou geração de dois casamentos realizados em torno dos anos de 1526 e 1533.

Ignoram-se informações a seu respeito por motivo da perda de numerosos registros cartorários, documentos das Câmaras e de outras instituições, relativos ao primeiro século das vilas de S. Vicente e Santos. Nos arquivos das Ordens de Nossa Senhora do Carmo e de São Bento encontram-se salvos em traslados numerosos documentos desse século.

Somente os descendentes figuram na documentação conhecida; talvez o progenitor tivesse o nome com variantes ou o “Camacho” fosse a revivescência de um apelido avoengo entre os herdeiros. Da primeira mulher, n. por 1510, teve ao menos:

1 (II)- BARTOLOMEU CAMACHO (filho ou neto) que passou a residir na vila de S. Paulo. Em maio de 1580, foi uma das vinte e três pessoas que subscreveram, com os camaristas, um requerimento ao ouvidor, Domingos Gonçalves da Costa, tratando da questão docomparecimento dos moradores de serra acima às citações no juízo de Santos. Lavrada a respectiva ata, assinou o nome, sem abreviaturas, Bartolomeu Camacho (Livro 3º, AHMSP) nome impresso na edição das atas, por erro paleográfico, Bartolomeu Ramalho (ACCSP, I, 164). A 7 de abril de 1601, na Câmara, figurou o nome de Bartolomeu Camacho (talvez o mesmo) numa relação de setenta e nove moradores que opinaram sobre os preços da carne (ACCSP, II, 91). Pela falhas nas atas da Câmara, entre os anos de 1554 e 1600, ignoram-se outras referências que existiriam a seu respeito. [Revista da ASBRAP nº 13, Povoadores de São Paulo - Bartolomeu Camacho (Adendas às primeiras gerações), consultado em 08.10.2022. Páginas 185 e 186]

2 (II)- .................. CAMACHO, n. por 1532, ou antes, C. por 1549 c. (?)JERÔNIMO DIAS CORTÊS, mencionado pelos autores. Segundouma informação prestada à Câmara de S. Paulo em 1623, erameia-irmã da mãe de Paula Camacho (um filho desta, Cap. JoãoMaciel Valente, foi juiz ordinário em 1630) - segue.

Da segunda mulher, ao menos:

3 (II)- GONÇALO CAMACHO, n. por 1534, natural de Viana, conforme escreveu Pedro Taques. Casou em Santos por 1559 e foi morador na vila de S. Paulo. Em 1589, seguiu na expedição contra o gentio guarulho - § 5º.

4 (II)- (?) MARIA CAMACHO, n. por (?)1535, C.c. FRANCISCO DOMINGUES, n. em 1530 em Arcozelo de Maio, bispado de Lamego, depoente no processo de beatificação do Padre José de Anchieta - §6º.5 (II)- .................... CAMACHO, n. por 1536, C. por 1550 c. um povoador dacapitania. Entre seus filhos, ANTÔNIO CAMACHO, da governançaeleita de S. Paulo, que também teve provisão de procurador de causas para atuar nos auditórios dos órfãos, cíveis e criminais, conformedespacho do Governador Geral D. Francisco de Sousa - § 7º.6 (II)- ................... CAMACHO, n. por 1540, C.c. (?) ÁLVARO EANES - §12º.7 (II)- MARIA CAMACHO, n. por 1544, C.c. CRISTÓVÃO DINIS, povoadorda capitania de S. Vicente. Um sobrenome a distinguiria da mulher de Francisco Domingues - § 13º.8 (II)- .................. CAMACHO, n. por 1538, C.c. BALTAZAR NUNES, n.por 1525, alcaide em Santo André. - § 15º.II- ................... CAMACHO, n. por 1532, ou antes, C. por 1549 c. (?) JERÔNIMODIAS CORTÊS, povoador da Capitania. Em 1580, segundo os autores, foi um dos signatários da escritura de doação da casa do concelho aos jesuítas, para o estabelecimento do Colégio. Teria exercido cargos nas Câmaras de S. Vicente e S. Paulo. Faleceram Jerônimo Dias e sua mulher em datas ignoradas. [Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia nº 13, Povoadores de São Paulo - Bartolomeu Camacho (Adendas às primeiras gerações), consultado em 08.10.2022. Página 186]

7 (VI)- ANTÔNIA GOMES C.c. MANUEL FERNANDES DE MORAIS, já falecido em 1662 deixando o filho Paulo; 2ª vez C. c. VICENTE DEGÓIS.8 (VI)- BEATRIZ DA SILVA C. na Sé a ...... de 1642 c. DOMINGOS RODRIGUES DE NIZA, já falecidos em 1662 deixando os filhos:1 (VII)- PEDRO, c. 15 anos de idade2 (VII)- MARIA INÊS C.c. MANUEL LOPES.3 (VII)- DOMINGOS, c. 7 anos de idade9 (VI)- MARIA DA COSTA C.c. DIOGO FERREIRA, natural de Portugal,que ocupou honrosos cargos em S. Paulo, conforme escreveuSilva Leme.10 (VI)- MARIA DA SILVA C.c. PEDRO GONÇALVES; c. 2ª vez, segundoSilva Leme, c. MANUEL DULTRA MACHADO, natural da Ilha deS. Miguel.11 (VI)- NICOLAU DA COSTA (creio pago de alguns bens ou já falecido em1662).

§ 5ºII- GONÇALO CAMACHO, n. por 1534, natural de Viana, conforme escreveu Pedro Taques (fº de Bartolomeu Camacho e da segunda ou primeira mulher). Não devia ser muito velho quando seguiu na entrada contra os guarulhos em 1589; se o seu nascimento ocorreu alguns anos depois de 1534, as irmãs mais velhas do segundo casamento de seu pai nasceram forçosamente antes dele.

Conforme os autores, teria casado em Santos (por 1559) c. ........ FERREIRA (n. por 1543 ou antes) fª do Cap. Mor e Ouvidor Jorge Ferreira. Passou a residir em S. Paulo onde, a 7 de fevereiro de 1588, assinou com os oficiais da Câmara e vinte e oito moradores a ata que registrou o pedido de provisão ao governador da Capitania para a construção da igreja matriz (ACCSP, I, 345).

Sua idade não impediu que seguisse, em 1589, na expedição contra os índios revoltosos de Mogi, que partiu de S. Paulo sob o comando do Cap. Domingos Luís Grou, reunindo cerca de cinqüenta brancos com seus administrados. Depois de muitos reveses, pode Gonçalo Camacho voltar para S. Paulo somente em dezembro de 1593 (ACCSP, I, 477). Faleceu em data não conhecida. Pais de, ao menos:

1 (III)- JORGE CAMACHO, n. por 1560, mencionado por Pedro Taques (citando uma procuração) já adulto em 1580 quando assinou em Santos, segundo os autores, a escritura de doação da casa do con-celho aos jesuítas, para o estabelecimento do Colégio.

2 (III)- (?) JOANA CAMACHO, n. por 1563, C. por 1579 c. ............. ABREU e segunda vez, creio depois de 1590, c. FRANCISCO MALDONADO, n. por 1550, que serviu em S. Paulo o cargo de procurador do concelho em 1599 (ACCSP, II, 55).Teve do 1º matrimônio alguns filhos, tutelados de seu cunhado Manuel Alves, entre os quais:

IV- AGUEDA DE ABREU, n. por 1580, c. por 1596 c. GONÇALO DA COSTA, n. em Santos por 1573 ou antes, fº de Antônio da Costa, n. em Portugal por 1530 (almoxarife da Fazenda Real pelos anos de 1570 ....) e de s/m. ............. parenta por afinidade do Cap. Afonso Sardinha, o velho (segundo seu testamento). Faleceu Antônio da Costa por volta de 1590 e deixou o único filho legítimo, Gonçalo da Costa, do qual foi tutor o Cap. Mor Pedro Cubas. Recebeu Gonçalo da Costa a herança paterna no valor de mil cru-zados (400$000 líquidos). Faleceu com testamento, pouco depois de sua mulher, sendo aberto inventário a 16 de julho de 1599.

Determinou ser sepultado na igreja da Companhia de Jesus e dispôs missas em louvor ao Santíssimo Sacramento, a Nossa Senhora da Conceição e da Luz, a S. Gonçalo e a S. Miguel (testamento escrito a rogo por Gonçalo da Mota). Possuía entre os bens sete cartas de terras, por datas de sesmarias ou por compras. Como testamenteiro serviu Francisco Mal-donado.

Havia falecido Agueda de Abreu depois de 3 de julho do mes-mo ano, com testamento, escrito pelo Padre Gaspar Sanches, e foi inventa-riada em processo conjunto com o marido. Determinou ser sepultada na mesma igreja, na cova de seu pai, e dispôs missas em louvor ao Santíssimo Sacramento, a Nossa Senhora do Carmo e da Conceição, a Santa Agueda, a Santa Lúcia e uma missa cantada no dia de seu enterramento. Nomeou testamenteiros seu padrasto Francisco Maldonado e sua mãe Joana Cama-cho.Houve leilão dos bens do casal, sem referência às terras (INV. E TEST., I, 283 e 288/306).Pais de um único filho:V- JORGE, n. em 1597, teve como curador José de Camargo “por ser parente do órfão”, nomeado a 20 de setembro de 1599 pelo[p. 196, 197]

Tiveram, ao menos:1 (III)- .......... CAMACHO, n. por 1551, primeira mulher de Gaspar Nu-nes, natural de Portugal, vindo para a Capitania de S. Vicente em 1564, ou pouco depois – segue.2 (IIII)- PAULA CAMACHO, n. por 1554, C. por 1570 c. JOÃO MACIEL - § 8º.3 (III)- ANTÔNIO CAMACHO, n. por 1556, C. por 1581 c. JOANA RODRI-GUES, cristãos velhos, segundo o processo de genere de seu neto Padre Gaspar Borges Camacho - § 9º.4 (III)- ESPERANÇA CAMACHO, n. por 1565, C. por 1588 c. FRANCISCO RODRIGUES BARBEIRO, viúvo, ambos falecidos com testamento – § 11º.III- .................... CAMACHO, n. por 1551, C. cerca de 1565 c. GASPAR NUNES, n. por 1540, que exerceu em S. Paulo os cargos de alcaide em 1578, procu-rador do concelho em 1583, almotacel em 1584, 1603 e 1609 (ACCSP, I, 115, 202 e 240; II, 135 e 246). Em 1578, foi declarado, na Câmara, cunha-do de João Maciel (ACCSP, I, 125). Obteve chãos em S. Paulo, situados em Guarepe e dentro da vila, conforme as cartas de datas da Câmara, em 1588 e 1609. Em Guarepe foi seu vizinho Domingos Teixeira, com terras demarcadas a partir do caminho de Piqueri (RGCSP, I, 15 e 183). Faleceu .......... Camacho por 1592 e casou o viúvo pouco depois com Antônia Go-mes, viúva de Pedro Dias.Devem ser os pais de:IV- ISABEL NUNES, n. por 1566, C. por 1582 c. PEDRO MARTINS, o velho, n. por 1556, morador em S. Paulo em 1592 quando assinou na Câmara, com cerca de setenta pessoas, a ata contra a entrega das aldeias indígenas à ad-ministração dos padres jesuítas. Em 1608, serviu o cargo de almotacel (ACCSP, I, 448; II, 224).

Sendo viúvo e de idade avançada, faleceu em casa de sua filha Maria Leoa em 1638. Fez testamento e determinou ser sepultado na igreja da Santa Casa de Misericórdia, como membro da respectiva Irmandade, no jazigo de sua mulher e dispôs dez missas em louvor ao Santíssimo Sacra-mento, a Nossa Senhora do Rosário, a S. José, ao Santo de seu nome e ao Anjo. Referiu-se aos genros João Vieira e Gaspar Manuel Salvago, já fale-cidos. Possuía uma data de terras de meia légua, dos limites de Ibitoratim até o Juqueri, a qual deixava a suas netas Maria Morato e Luzia de Ávila, pelas boas obras que delas teve (INV. E TEST., XII, 199 e 203). [p. 199]

PAULA MACIEL, n. por 1592, C. por 1608 c. ÁLVARO NETO, o moço, fº de Álvaro Neto, natural de Portugal, e de s/m. Mécia da Peña e por esta neto de Antônio da Peña e de s/m. Francisca de Góis, povoadores da Capitania.10 (IV)- BATISTA MACIEL, n. por 1594, C.c. ISABEL RODRIGUES (S.L., 8º, 264).§ 9ºIII- ANTÔNIO CAMACHO, n. por 1556 (fª do § 7º) veio para a vila de S. Paulo em 1570, creio em companhia de seus pais e irmãos, e C. cerca de 1581 c. JOANA RODRIGUES, n. por 1565.A 20 de setembro de 1592, assinou na Câmara, com mais de setenta pessoas, a ata contra a provisão do Cap. Mor Jorge Correia de transferir aos jesuítas a administração das aldeias indígenas (ACCSP, I, 448). Pertenceu à governança e elegeu-se no pelouro procurador do conce-lho em 1609 e 1612 (ACCSP, II, 232 e 306). Pelas falhas nas atas da Câ-mara entre os anos de 1554 e 1600, nada se conhece de sua atuação no úl-timo quartel do século.Em 1601, conforme requerimento à Câmara, recebeu cem braças craveiras de chãos em quadra, junto à testada das terras de João Maciel, em Piratininga, começando do ribeiro Guaré. Declarou na petição ser neto e fi-lho de povoadores dos mais antigos, casado há perto de vinte anos e prestan-do sempre ajuda na defesa da terra (“Cartas de Datas”, II, 5 e 7). A 22 de fevereiro do mesmo ano teve provisão do governador geral do Brasil, D. Francisco de Sousa, com informação dos juizes ordiná-rios, para servir no Juízo de S. Paulo em todas as causas cíveis e criminais “em que as partes o quizerem” e fora dele, na forma ordinária, assim no ju-ízo de órfãos como no criminal e cível (RGCSP, I, 102).Em 1610, por requerimento ao Cap. Mor Ouvidor Gaspar Con-queiro, obteve uma sesmaria de meia légua de terras no termo da vila, além do rio Anhemby, nas cabeceiras .............. (de seu cunhado ?) Fran-cisco Rodrigues e de André Gonçalves, na parte do ribeiro “Coabussu”, visto estarem devolutas as ditas terras desde o povoamento da vila. Alegou sua condição de “...... e povoador della de quarenta annos a esta parte”, ajudando sempre a defendê-la, era casado e com filhos (“SESM.”, I, 101). Por esses informes, veio para a vila de S. Paulo em 1570 (com cerca de 14 anos de idade, provavelmente em companhia de seus pais e irmãos).Em 1615, registrou na [p. 204]

ESPERANÇA CAMACHO, n. por 1565, teria vindo para a vila de S. Paulocom seus pais e irmãos em 1570. Casou por 1588 c. FRANCISCO RODRI-GUES BARBEIRO, viúvo, n. por 1550/60, que se estabeleceu nessa vila, com fazenda situada à margem direita do rio Anhemby, em terras que teria ob-tido por carta de sesmaria na região do rio Cabussú (v. sesmaria de Antô-nio Camacho)...

A 30 de janeiro de 1588, em petição à Câmara recebeu uma data de oitenta braças craveiras de chãos do Concelho, no termo da vila, em Piratininga, a começar das terras de Domingos Fernandes até a borda da mata, onde já possuía uma casa. Justificou ser “morador nesta villa de S. Paulo e nella” ter ajudado “com sua pessoa” e fazenda nas ocasiões “em que o senhor capitão o” tem mandado em serviço “desta capitania”(“Cartas de Datas”, I, 42). Por essas declarações seria povoador de S. Vi-cente, vindo para a vila de S. Paulo creio no terceiro quartel do século.A 20 de setembro de 1592, com mais setenta moradores, assi-nou na Câmara a ata contra a entrega da administração das aldeias indíge-nas aos padres jesuítas (ACCSP, I, 448).Faleceu a 11 de dezembro de 1623, com testamento, e foi in-ventariado no mesmo ano.Teve do primeiro matrimônio a filha SUSANA RODRIGUES (creio nascida por 1585) já falecida. Determinou ser sepultado na igreja da Santa Casa de Misericórdia com o acompanhamento da bandeira (da irmandade) celebrando-se nesse dia três missas; dispôs mais treze missas em louvor ao Santíssimo Sacramento ....................... (falta parte da página) .......... missas em louvor à Pureza de Nossa Senhora, rezada pelos padres do Carmo.Nomeou testamenteiros seu filho FRANCISCO RODRIGUES, o genro Francisco Preto e Aleixo Jorge.No inventário declararam-se, entre os bens, casa de taipa de pilão e telha, na vila, pequenas roças de milho, feijão, mandioca, trigo e algodão em Piratininga e Itaquera; somaram treze os administrados do gentio. Segundo os atestados apensos nos autos, celebraram-se pelo faleci-do trinta e três missas (INV. E TEST., VI, 161).Havia falecido Esperança Camacho em setembro de 1623, com testamento, sendo inventariada no mesmo ano.Determinou ser sepultada na igreja matriz, com a assistência do vigário, dos religiosos de Nossa Senhora do Carmo e dos irmãos da Mise-ricórdia; dispôs missas em louvor às Cinco Chagas de Cristo, à Santa de seu nome e outras (parcialmente ilegíveis). [p. 213]

V- ANA MARIA JUSTINIANA ADORNO, n. por 1607, C. por (?) 1625 c. GON-ÇALO VAZ PINTO DE SAMPAIO, n. em Portugal em 1602.§ 14ºIII- CLARA DINIS (filha de Maria Camacho, do § 13onº II), n. por 1574, C.por 1590 c. DOMINGOS DIAS, o moço, n. em Portugal ou na Capitania por 1565, fº de Domingos Dias, n. em Portugal por 1535, e de s/m. Mariana de Chaves, n. por 1545 ou antes (em Portugal segundo os elementos que se-guem) por esta, neto de Manuel de Chaves, n. em Portugal em 1514, e de s/m. ......... (não referida)9n. por 1522.Pelos documentos se confirma o que escreveu Silva Leme sobre a vinda de Domingos Dias para a Capitania (antes de 1572) casado com Mariana de Chaves, sendo esta irmã ou, mais provável, filha de Manuel de Chaves (em consideração às datas de seus nascimentos). Teve este último mais os filhos: (?) João de Chaves, morador em S. Paulo em 1578 (ACCSP, I, 124) e a filha ............. (n. por 1542 ou antes) casada antes de 1558 c. Francisco Fernandes, mencionados pelos autores.Domingos Dias, o moço, pertenceu à governança e foi nomeado almo-tacel em 1594 (ACCSP, I, 496). Pelas falhas nas atas da Câmara entre os anos de 1554 e 1600, ignoram-se outros informes que existiriam a seu res-peito. Em 1607, elegeu-se juiz ordinário do pelouro e passou a servir com o procurador do concelho Fernão Dias (Leme) com o escrivão João Vieira Sarmento e os demais eleitos.Na sessão de 17 de março declarou o juiz Domingos Dias ser parenteafim do procurador do concelho, do escrivão e também de José de Camar-go que, nessa data, recebeu provisão de juiz de órfãos, despachada pelo Governador Geral do Brasil Diogo Botelho (ACCSP, II, 191 e 192). Hou-ve na Câmara as devidas mudanças de oficiais (v. Leonor Domingues, p. 4).Faleceram Domingos Dias e s/m. em datas não conhecidas. Pelos testa-mentos e outros documentos, menciona Silva Leme sete filhos, entre os quais: 9 Veio Manuel de Chaves para S. Vicente em 1549, segundo os autores, casado ou já viúvo. Nasceu em Moreiras, Diocese do Porto, em 1514 e, sendo viúvo, ingressou na Ordem Jesuítica em 1550, ordenando-se sacerdote na Bahia em 1562. Foi, em S. Paulo, um dos principais missionários e faleceu com setenta e seis anos de idade, em 1590 (VIOTTI, Padre Hélio 218 Povoadores de S. Paulo – Bart [p. 217]



Sorocaba/SP
São Paulo/SP
Afonso Sardinha, o Velho
1531-1616
Domingos Luís Grou
1500-1590
Gentios
Gonçalo Camacho
1525-1600
Votorantim/SP
Guarulhos/SP
ASBRAP
Mestre Bartolomeu Dias Nunes Camacho
n.1498
Jorge Ferreira
1493-1591
Fernão Dias Paes Leme
1608-1681
Esperança Camacho
1565-1623
Águeda de Abreu
1580-1599
Francisco Maldonado
Gonçalo Camacho
n.1534
Jusepe Ortiz de Camargo
1566-1619
Domingos Dias, o moço
Joana Camacho
n.1563
Maria Leoa
Pedro Martins, o velho


EMERSON


08/10/2022
ANO:334
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]