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Revista da ASBRAP nº 10. Genealogia Paulistana - Título Proenças (Adendas às primeiras gerações). H. V. Castro Coelho (data da consulta)

    10 de outubro de 2022, segunda-feira
    Atualizado em 04/12/2025 04:08:26



Fontes (0)


A ss 1º I- PAULO DE PROENÇA, n. em Portugal, teria vindo casado ou viúvo para a Capitania de S. Vicente e se estabeleceu em Santo André da Borda do Campo. Na câmara dessa vila exerceu os cargos de juiz ordinário em 1555 e de almotacel em 1556 (Atas da Câmara da Vila de Santo André, I, 269/283 e 291).

Casou 2ª vez em Santos, em 1557, conforme escreveu Pedro Taques, com ISABEL CUBAS, filha do Cap. Mor Brás Cubas, cavaleiro fidalgo da Casa de El Rei.

Alguns anos depois, segundo escritura lavrada nessa vila, doou o casal a seu pai e sogro Brás Cubas uma sorte de terras situada na rua da Cruz (Ordem do Carmo, ANRJ). Faleceram Paulo de Proença e sua 2ª mulher em datas não mencionadas pelos autores.

Do 1º matrimônio seria filho, ao menos:

1 (II)- CAP. MOR ANTÔNIO DE PROENÇA, n. em Portugal por 1540, juiz ordinário em 1589, C.c. ANA RODRIGUES, inventariada em Santos pouco antes de 1628 – segue. Do 2º matrimônio, ao menos:

2 (II)- ISABEL DE PROENÇA VARELA, n. em Santos por volta de 1563, C.c. JOÃO DE ABREU.

27402Segue no ss 2º. [Revista da ASBRAP nº 10. Genealogia Paulistana - Título Proenças (Adendas às primeiras gerações). H. V. Castro Coelho, consultado em 10.10.2022. Página 1 do pdf]

3 (II)- PAULO DE PROENÇA VARELA (filho ou neto?) C. por 1606 c. INOCÊNCIA DÓRIA1, n. por 1590, fª de Domingos Rodrigues Marinho (n. em Portugal por 1565) e de s/m. Maria Dória (n. por 1570), moradores em Santos e já falecidos em 1632; n.m. de (?) Jácome Lopes, natural de Portugal, estabelecido na Capitania em 1559 (“Sesmarias”, I, 59) juiz ordinário em Santos em 1589 e1599 (Ordem do Carmo, ANRJ) e de s/m. Isabel (ou Inocência) Dória, filha ou irmã de Jácome Dória, vindo para S. Vicente com um grupo de genoveses, por volta de 1539.

II- CAP. MOR ANTÔNIO DE PROENÇA, n. em Portugal por 1540, C. em Santos por 1563 c. ANA RODRIGUES (Ordem do Carmo, ANRJ) n. por 1548. Nada se sabe, com certeza, a respeito de seu parentesco em Santos com povoadores do apelido Gonçalves. Segundo os autores, exerceu de 1580 a 1583 o cargo de capitão mor e loco-tenente do donatário de S. Vicente. Foi juizordinário em Santos em 1585 e 1589, comparecendo nesse ano e no ano seguinte como testemunha das escrituras de doação de terras e outros bens que fez o Cap. Mor Brás Cubas aos Padres do Carmo, para a instituição da sua igreja (RIHGSP, XLIV, 239, 253 e 255).

Segundo os autores, possuiu navio que fazia transportes entre o Brasil e Angola e já era falecido em 1592 (sua morte referida no testamento do Cap. Afonso Sardinha). Casou a viúva com o Cap. Mor Pedro Cubas (irmão de Isabel Cubas) “moço da Câmara de El Rei”2, que exerceu os cargos de provedor da fazenda real e alcaide mor, de 1592 em diante, ouvidor geral em Santos em 1601 e loco-tenente do donatário, de 1605 a 1607 (falecido o Cap. Mor Pedro Cubas, sem geração, em 1628) Faleceu Ana Rodrigues antes de 1628, sendo o inventário aberto em Santos, com a sentença dada pelo juiz Diogo Mendes de Estrada (Ordemdo Carmo, ANRJ).Pais de, ao menos:

1 (III)- ANTÔNIO GONÇALVES DE PROENÇA, n. por 1564, foi morador em Santos e, em 1592, possuía um navio em trânsito de Angola para o Brasil (segundo o testamento do Cap. Afonso Sardinha, escrito a 13 de novembro de 1592, em S. Paulo); por herança do pai estaria continuando com os negócios de navio. [Página 2 do pdf]

O Cap. Afonso Sardinha referiu-se a ele como “seu cunhado” (devedor de 100$000). Tinha esse capitão, além de muitos parentes afins, irmã e sobrinho, como se vê do seu testamento (em certos termos eram também chamados cunhados os primos afins ou os consortes dos primos).

2(III)- (?) RAFAEL DE PROENÇA, n. por 1570, mencionado pelos autores, seguiu na bandeira do Cap. Nicolau Barreto, em 1602.

3(III)- PAULO DE PROENÇA VARELA, n. por 1575, que a 20 de julho de 1629, em Santos, assinou uma escritura de composição amigável com os Religiosos de Nossa Senhora do Carmo, sobre a partilha de alguns bens que lhe cabiam por morte de seu padrasto Pedro Cubas. Havia feito o Cap. Mor Pedro Cubas testamento, a 17 de setembro de 1628, instituindo a mencionada Ordem herdeira de todos seus bens. Aparece Paulo de Proença Varela nesses anos como procurador bastante de sua mulher JUSTINA FARIA (Ordem do Carmo, ANRJ).

ss 2ºII- ISABEL DE PROENÇA VARELA, n. em Santos por 1563, C. cerca de 1583 c.JOÃO DE ABREU, n. na Ilha Terceira por 1552, vindo para S. Vicente poucoantes de 1575 (“Sesmarias”, I, 22 e 24). Nesse ano, segundo os autores,seguiu com o Cap. Mor Jerônimo Leitão nas guerras do Rio de Janeiro.Em 1591, assinou escritura de contrato, obrigação e demarcação de terrascom o Cap. Mor Brás Cubas (Ordem do Carmo, ANRJ) e, no ano seguinte,servia o cargo de provedor dos defuntos e ausentes (RIHGSP, XLIV, 288).Teve, em 1595, provisão de almoxarife das Capitanias de S. Vicentee Santo Amaro, cargo que ainda exercia em 1601 (id., 270).Lutou contra piratas de várias procedências e índios rebelados e obteve com Diogo de Onhate, em 1608, sesmaria em S. Sebastião (“Sesmarias”, I, 23 e 24). Parece que ainda vivia em 1628 (id., 268).Pais de, ao menos (S.L., VI, 181):

1 (III)- ISABEL DE PROENÇA, n. por 1585, C. por 1603 c. o Cap. BALTAZAR FERNANDES, viúvo, fº de Manuel Fernandes (Ramos) natural de Portugal (juiz ordinário em 1575 e ouvidor eclesiástico em1587) e de s/m. Susana Dias, n. em 1552 (casal com dezessete filhos, nascidos entre os anos de 1568 e 1594).

A 7 de setembro de 1626, conforme escritura lavrada em Santos, comprou Baltazar Fernandes de seu tio Cap. Pedro Cubas, pelo valor de 100$000, uma área com quatro casas e quintal, cercada de pedra, que obteve por herança de seu pai Brás Cubas (RIHGSP, XLIV, 267).

Tiveram doze filhos, nascidos creio entre os anos de 1604 e 1627.

2 (III)- PAULO DE PROENÇA DE ABREU, n. por 1592, C. em Parnaíba c. BENTA DIAS FERNANDES, n. por 1590, viúva de Antônio Furtado de Vasconcelos, falecido nessa vila em 1628 (INV. E TEST., VII, 5 e 25); C. 2ª vez c. Maria Bicudo de Brito (S.L., VI, 181 e 348).

Foi juiz ordinário em Parnaíba em 1637, 1646 e 1652. Em 1658, comprou de seu cunhado Cap. Baltazar Fernandes casas e moinho, bens herdados de sua irmã Benta Dias Fernandes, que não teve geração (DAESP).

Faleceu em 1676 e deixou seis filhos, creio nascidos depois de 1653.

3 (III)- CAP. BARTOLOMEU SIMÕES DE ABREU, n. por 1595, C. a 29 de janeiro de 1636 c. ISABEL PAIS DA SILVA (S.L., II, 465). B

ss 1º

I- CAP. ANTÔNIO DE PROENÇA, n. em Portugal por 1545, veio para a Capitania de S. Vicente em data não mencionada pelos autores e C. em Santos antes de 1572 c. MARIA CASTANHO, n. em Lisboa por 1552, que passou a S. Vicente com uma irmã, por volta de 1570, filhas do Cap. Mor Antônio Rodrigues de Almeida (governador e ouvidor da Capitania de Santo Amaro, em 1557) e de s/m. Maria Castanho (n. por 1534).

Segundo os autores, foi em 1575 à guerra de Cabo Frio com o Cap. Mor Jerônimo Leitão (fato referido por sua mulher, em depoimento no processo de beatificação do Padre José de Anchieta, em 1627).

A 2 de março de 1581, em Santos, recebeu do referido capitão mor provisão para o cargo de meirinho do campo da Capitania de S. Vicente, com João Maciel, nomeado escrivão do campo, ambos declarados pessoas de confiança e suficientes (ACCSP, I, 204); a 3 de julho já morava em S. Paulo (id., 180).

Exerceu nessa vila os cargos de juiz ordinário do pelouro em 1582 e1587, vereador em 1584, 1585 (interino) 1590 (interino) 1591, 1593 e1597, almotacel em 1585 (I, 263) juiz dos índios em 1600 (II, 72) e deputado, com José de Camargo, ao registro de peças em 1603 (id., 132).Havia obtido da câmara, em 1583, datas de chãos no caminho da Cruz, em direção do Ipiranga, para casas e quintal (“Reg.”, I, 1). [p. 177, 178]

Não traz sua assinatura a ata de 20 de setembro de 1592, lavrada contra a provisão do Cap. Mor Jorge Correia que determinava a entrega das aldeias indígenas à administração dos padres jesuítas (ACCSP, I, 446); seria pela causa dos jesuítas. Nas atas assinava sempre – Ant de Proença – (fac-símiles da assinatura em ACCSP, I, 483 e II, 21).

Com o título de moço da Câmara do infante Dom Luís, teve, a 15 deoutubro de 1599, provisão de capitão a cavalo do distrito de S. Paulo, pormandado do governador geral D. Francisco de Sousa (“Reg.”, I, 109) e foinomeado a 15 de maio de 1602 pelo mesmo governador para o posto decapitão da vila de S. Paulo, em ausência do Cap. Diogo (ou Pedro ?) Ariasde Aguirre (id., 132).A 7 de abril de 1601, reunido com os oficiais da câmara, deu o Ouvidor Geral Luís da Almada juramento dos Santos Evangelhos a Antôniode Proença e a Baltazar Gonçalves, o velho (pessoa da governança) – paraque eles como velhos e antigos na terra fizessem ambos e cada um pelobem da terra assim como se fez até aqui como demais que o dito ouvidortem praticado na outra câmara -.Recebeu Antônio de Proença, nessa data, nomeação de auditor eouvidor, estabelecido em S. Paulo, com alçada em toda a Capitania de S.Vicente (RIHGSP, I, 119 e 130) e, a 7 de julho do mesmo ano, apresentouà câmara a respectiva provisão (ACCSP, II, 92 e 95).Baltazar Gonçalves, o 2º juramentado (creio suplente do cargo) havia exercido de 1590 a 1592 o ofício de escrivão do campo de toda a Capitania de S. Vicente (nomeado pela sua boa consciência e saber) conformeprovisão do Cap. Mor Jerônimo Leitão, a 4 de maio de 1590 (RGCSP, I,22, 59). Segundo os autores, Antônio de Proença teve sua fazenda com terras de cultura e campos de criação (ACCSP, I, 335) e, em 1593, registroumarca de gado na câmara (RGCSP, I, 68). Faleceu com testamento em1605 (inexistente o inventário no acervo do DAESP).

Sua mulher lhe sobreviveu por muitos anos e depôs, como testemunha, nos processos de beatificação do Padre José de Anchieta, em 1622 e1627: Esteve o Padre José de Anchieta presente ao seu casamento. Conheceu-o e tratou com ele assim na vila de Santos como na de S. Paulo pormais de vinte anos; foi seu diretor espiritual. Previu-lhe a cura de grave enfermidade e o retorno bem sucedido de seu marido Antônio de Proença deviagens aos Patos e ao Cabo Frio, a quem havia dado um relicário de marfim. Com uma cruz de relíquias livrou-a da morte numa ocasião de parto.Hospedando-se o Padre Anchieta em sua casa com o Padre João Batista,após a leitura de um evangelho, Antônio de Proença, doente, havia dias,recobrou plena saúde (Processos Informativo e Remissorial de S. Paulo,anos de 1622 e 1627, para a beatificação do Padre José de Anchieta). [Página 5 do pdf]

Tiveram cinco filhos, com descendência amplamente descrita por Pedro Taques e Silva Leme:

1 (II)- FRANCISCO DE PROENÇA C.c. ISABEL RIBEIRO – segue.
2 (II)- ANA DE PROENÇA C.c. PEDRO TAQUES, juiz de órfãos em 1609.
3 (II)- CATARINA DE ALMEIDA C.c. ANTÔNIO CASTANHO DA SILVA.
4 (II)- ISABEL DE PROENÇA C.c. o CAP. FRANCISCO VAZ COELHO, juiz
ordinário em 1604 e 1615.
5 (II)- MARIA DE ALMEIDA C.c. JOÃO LOPES DE LEDESMA.

II- FRANCISCO DE PROENÇA, n. por 1572, C. cerca de 1608 c. ISABEL RIBEIRO (n.por 1592) e 2ª vez por 1623 c. MÉCIA NUNES BICUDO, irmã de Vicente Anes Bicudo, juiz ordinário e de órfãos em Parnaíba em 1645 e 1646 (INV. E TEST., XXIX), 48). Foi da governança de S. Paulo onde serviu os cargos de juiz ordinário em 1609 e 1619, vereador em 1636 (ACCSP, II,227 e 401; IV, 283) e alferes da vila em 1609 (RGCSP, I, 209).



Faleceu sua 2ª mulher em 1631, com testamento, escrito e assinado a rogo pelo Padre Francisco Jorge3.Fez disposições pias e determinou ser enterrada na igreja matriz, na sepultura de seu pai Vicente Bicudo,com o acompanhamento da bandeira da Misericórdia; por sua alma encomendou um ofício de nove lições e quatorze missas. No inventário, entre os bens, avaliaram-se casas na vila, sítio e gado, e arrolaram-se oitenta edois administrados do gentio (INV. E TEST., VIII, 289).

Faleceu Francisco de Proença em 1638, com testamento, em que determinou ser enterrado em hábito do Carmo, no colégio dos jesuítas, na sepultura de seu pai, com o acompanhamento da Irmandade da Misericórdia, e por sua alma e outras sete intenções dispôs cerca de cento e onze missas. Legou a metade da terça à sua filha Ana de Proença, casada com Salvador Pires de Medeiros, nomeado testamenteiro.

No inventário declararam-se casas de taipa de pilão na vila, uma légua de terras em Caucaia, onde lavrava, gados vacum e ovino, além do serviço de cinqüenta e oito administrados do gentio (INV. E TEST., XI, 421). Teve do 1º matrimônio um único filho:

1 (III)- JOÃO RIBEIRO DE PROENÇA, n. em 1609, C. na Sé a ...... de agosto de 1639 c. PAULA MOREIRA. [Revista da ASBRAP nº 10. Genealogia Paulistana - Título Proenças (Adendas às primeiras gerações). H. V. Castro Coelho, consultado em 10.10.2022. Página 6 do pdf]

Do 2º uma única filha:

2 (III)- ANA DE PROENÇA, n. cerca de 1625, C. na Sé a 5 de julho de 1638 c. SALVADOR PIRES DE MEDEIROS, n. por 1610, fº do Sargento Mor Salvador Pires de Medeiros e de s/m. Inês Monteiro de Alvarenga. Faleceu em 1644, sem testamento, e foi inventariada em S.Paulo; declararam-se casas na vila, o sítio de sua residência, gados, terras em Juquerí, sesmaria de meia légua e trinta oito administrados do gentio. Entre os credores, aparece Alberto Pires, irmão do viúvo. Justificou Salvador Pires em S. Paulo, por volta de 1645, a posse de uns chãos, recebidos em dote do sogro Francisco de Proença, que também os recebera em dote pelo seu casamento com Mécia Nunes Bicudo (DAESP). Depois dessa data, passou Salvador Pires de Medeiros a residir na vila de Taubaté, onde teve o posto de capitão e serviu o cargo de juiz ordinário e de órfãos em 1655 (AHMFG).

Faleceu em 1677, e foi inventariado em Taubaté (inventário inexistente no AHMFG). Teria casado 2ª vez nessa vila (títuloPires). Pais de:1 (IV)- INÊS MONTEIRO DE ALVARENGA, n. em S. Paulo em1640, C. em Taubaté c. JOÃO DE AZEREDO COUTINHO,natural do Rio de Janeiro, juiz ordinário em 1661 (AHMFG); com geração.2 (IV)- ANA DE PROENÇA, n. em 1641, C. em Taubaté comLOURENÇO DA VEIGA, fº de Jerônimo da Veiga (n. em1581) e de s/m. Maria da Cunha; n.p. de Belchior daCosta da Veiga, natural de Portugal, e de s/m. EstáciaAntunes (irmã do Cap. Manuel Antunes, preposto dodonatário de S. Vicente); n.m. de João Gago da Cunha(n. em 1572) e de s/m. Catarina do Prado; são os pais doCap. Lourenço da Veiga da Costa, C.c. Marina Fragoso.3 (IV)- SALVADOR PIRES MONTEIRO, n. em 1643, C.c. CUSTÓDIA MOREIRA.4( IV)- MÉCIA BICUDO, n. em 1644, C.c. o Cap. FRANCISCOÁLVARES CORREIA – segue.5 (IV)- ANTÃO PIRES DE MEDEIROS, creio filho de um segundocasamento do Capitão Salvador Pires de Medeiros. No [Revista da ASBRAP nº 10. Genealogia Paulistana - Título Proenças (Adendas às primeiras gerações). H. V. Castro Coelho, consultado em 10.10.2022. Página 7 do pdf]



Sorocaba/SP
São Paulo/SP
Santos/SP
São Vicente/SP
José de Anchieta
1534-1597
Mécia Nunes Bicudo
1608-1631
Vicente Bicudo
n.1570
Isabel Ribeiro Bayão
1592-1627
Isabel de Proença Varella II
1588-1655
Rio Juquiri
Salvador Pires de Medeiros II
1610-1677
Maria Castanho de Proença
1548-1645
Ana de Proença
1624-1644
Vila de Santo André da Borda
Caucaya de Itupararanga
Isabel de Proença Varella
n.1563
Justina Faria
NS do Carmo de Santos
Paulo de Proença Varella II
Francisco de Sá Proença
1572-1638
Suzana Dias
1540-1632
Ana Gonçalves ou Rodrigues
1548-1592
Antonio de Proença
1540-1605
Antônio Furtado de Vasconcellos
f.1628
Antônio Rodrigues de Almeida (Cap.)
1520-1567
Balthazar Fernandes
1577-1670
Benta Dias Fernandes
n.1590
Maria Castanho de Almeida
n.1534
Salvador Pires de Medeiros
1580-1654
ASBRAP
Rafael de Proença
Pedro Cubas
1538-1628
João de Abreu
n.1552
Paulo de Proença
n.1530
Almotacel
Brás Cubas
1507-1592


EMERSON


10/10/2022
ANO:334
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]