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autor:22/10/2023 10:41:12
Revista Do Instituto Historico E Geografico de Sao Paulo (1-2) Capa comum – 23 janeiro 2013 por United States Congressional House (Autor), United States Congress House (Autor), & 1 mais

    2013
    Atualizado em 24/10/2025 02:37:29
  
  
  
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Documento no. 17 - Treslado de um Título de medição de terras na paragem chamada Vila Velha que foram do defunto Antonio Fernandes Serrão e hoje dos filhos herdeiros do defunto Manoel Fernandes Sardinha aqui lançada a requerimento do Tutor dos ditos órfãos

Luiz Lopes de Carvalho, cavaleiro Fidalgo da casa de Sua Alteza e pelo dito Senhor Capitã-mór em esta repartição da Capitania de São Vicente e nela Ouvidor com alçada pelo Conde da Ilha do Príncipe, Donatário e Governador desta Capitania e seu lugar tenente, sesmeiro etc.

Faço saber a todas as justiças e pessoas desta Capitania que em cumprimento do Edital que mandei fechar em 24 de julho deste ano, me apresentou Antonio Fernandes Serrão a escritura junta, pela qual consta haver comprado á Bartholomeu Gonçalves o terço de meia légua de terra na paragem da Vila Velha como consta da dita escritura e me requereu visto de estar de posse da dita terra mansa pacífica, e sem contradição de pessoa alguma confirmasse a dita terra, em nome do Senhor Conde Donatário, e visto por mim ser seu requerimento justo, lhe confirmo e hei por confirmada a dita terra, em nome do dito Senhor, e mando as Justiças desta vila o conservam na dita posse, para o que lhe mandar passar a presente selada com o Sinete das Armas do Senhor Conde Donatário e Governador desta Capitania de São Vicente. Fica registrada no Livro da Fazenda do dito Senhor, e eu Bernardo da Cunha de Carvalho, Escrivão da Correição e ouvidoria pelo dito Senhor Conde Donatário.

Data nesta vila de Nossa Senhora das Neves de Iguape aos 29 de junho de mil setecentos, digo mil e seiscentos e setenta e nove anos. Fica registrada no Livro da Fazenda do Senhor Conde Donatário a folha três - Bernardo da Cunha de Carvalho. - Escritura de venda de um pedaço de terras na Vila Velha de uma paragem chamada Oiteirinho, donde sai um ribeiro, que vendeu Bartholomeu Gonçalves a Antonio Fernandes Serrão, um pedaço de meia légua de terras.

Saibam quantos este público instrumento de escritura de venda de um terço de terras digo meia légua de terras na Vila Velha correndo para o Oiteirinho do Bacharel deste dia para todo o sempre virem, como no ano de 1679, dia 14 de março, nesta vila de Nossa Senhora das Neves de Iguape da Capitania de Nossa Senhora da Conceição, parte do Brasil, etc., nesta dita vila, em pousadas de Antonio Fernandes Serrão, a donde eu público Tabelião ao diante foi chamado digo nomeado fui chamado, de Bartholomeu Gonçalves pelo qual me fui dito perante as testemunhas adiante nomeados, que ele dito Bartholomeu Gonçalves, vendia e doava a Antonio Fernandes Serrão um terço de meias légua, onde chamam a Vila Velha, as quais lhe ficou de herança do defunto seu pai Francisco Gonçalves, as quais terras é possuidor e entregue pela justiça de Sua Alteza e por uma posse viva que lhe tornaram a dar de novo pelo Doutor Manoel Dias Raposo, Ouvidor Geral da [Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, publicada em 23.10.2013 por United States Congressional House. Páginas 190 e 191 do pdf]

Respondendo a petição do suplicante dizemos que não pomos dúvida alguma ao empossarem das ditas terras, por quanto nos consta ser verdade o que pede em sua petição, hoje vinte e hûm de abril de mil e seiscentos e secenta e sete annos. Nossa Senhora das Neves de Iguape eu Baltazar de Souto, Tabelião a passei por mandado dos oficiais da Câmara em ausência do Escrivão da Câmara, Gonçalo Martins, Domingos Gomes da Cunha, Belchior Torão, Valentim Rodrigues, Pedro Cubas.

Visto a resposta dos oficiais da Câmara a não terem dúvida o que o suplicante pede o Escrivão e um dos juízos lhe vá dar posse das ditas terras, Iguape 22 de abril de 1667 - Rapoza.

Termo de posse que o juiz ordinário Felipe Pereira da a Bartholomeu Gonçalves por virtude de despacho acima do Senhor Ouvidor Geral - Aos 11 de junho de 1668, por virtude do despacho acima do Senhor Ouvidor Geral e Juiz Ordinário Felipe Pereira comigo escrivão fomos ao sítio do Bartholomeu Gonçalves e lhe demos [Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, publicada em 23.10.2013 por United States Congressional House. Página 193 do pdf]

Auto da medição de terras e posse que o Juiz Ordinário Diogo Pereira Nunes fez a Antonio Fernandes Serrão. Ano de 1697, dia 2 de dezembro, nesta vila de Nossa Senhora das Neves de Iguape o juiz ordinário Diogo Pereira Nunes comigo escrivão de seu cargo a requerimento de Antonio Fernandes Serrão fomos com o dito juiz a medir lhe suas terras onde foi também o Capitão João de Aguiar Siqueira morador nesta dita vila também o Capitão Francisco de Aguiar Siqueira assistente nesta dita vila com que chegando a paragem chamada vila velha, sendo ai em virtude da escritura, e mais posse, e confirmação, logo o dito Juiz deu juramento ao Capitão João de Aguiar de Siqueira e ao Capitão Francisco de Aguiar de Siqueira para que debaixo do dito juramento medissem as terras conteúdas na dita escritura e eles assim o prometeram fazer, onde perante o dito juiz e eu tabelião mediram uma corda de vinte e cinco braças craveiras, e com ela começaram a medição de um Ribeiro chamado Acarahy, que sai a pria como consta da escritura e venda, que o defunto Bartholomeu Gonçalves fez ao dito Antonio Fernandes Serrão, e correndo os ditos nomeados com a medição pela praia adiante caminho do nordeste tê encheram a quantia de quinhentas braças craveiras de que reza a sua escritura e chegaram a barra de um ribeirinho que fica antes de chegar ao oiteiro do Bacharel (...) [Páginas 194 e 195]



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EMERSON


23/01/2013
ANO:160
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]