A Pauliceia Histórica e Genealógica, pauliceias.blogspot.com, consultado em 31.10.2022
31 de outubro de 2022, segunda-feira Atualizado em 30/10/2025 23:49:51
•
•
BIOGRAFIA I
Estevão Ribeiro Bayão Parente (bisneto homônimo do tronco português), governador (Tenente General) da dita guerra (da Bahia), com o exército de paulistas com que se embarcou no porto de Santos em Junho de 1671, conseguindo estas armas (força expedicionária) uma completa vitória contra os inimigos em 1672, e continuou a campanha até 1674.
"O seu nome foi respeitado em todo o Brasil com veneração. Governando (à época) a cidade da Bahia, Alexandre de Sousa Freire, escreveu este a Pedro Vaz de Barros em 1669 (bandeirante potentado paulista), expondo-lhe os danos e hostilidades que experimentavam os moradores do recôncavo da Bahia dos bárbaros trogloditas que, em repetidos assaltos, iam exterminando aos ditos moradores, pedindo-lhe quisesse ir de socorro para conquistar os reinos dos ditos bárbaros, e fazer nisto particular serviço a S. Majestade, e resgatar a Bahia da infecção desses canibais.
Teve efeito este socorro no mês de Maio de 1671, em que na vila de Santos se embarcou a recruta desta gente (expedicionários) que, chegando ao salvamento da Bahia, penetraram o sertão, onde conseguiram tão feliz vitória contra os bárbaros que o governador geral se antecipou a dar conta dela em 1673 aos oficiais da câmara de S. Paulo, para que aplaudissem a glória dos seus naturais (seus conterrâneos paulistas), que inteiramente tinham destruído os principais reinos e aldeias (dos trogloditas canibais), que havia muitos anos, infeccionavam aquele estado".
Destruídos os inimigos, morreram (posteriormente) dos prisioneiros (que restaram), mais de oitocentos silvícolas do mesmo sertão, de uma (espécie de) peste, e só chegaram cativos à cidade mil e quinhentos deles, os quais foram repartidos pelos soldados e cabos de guerra (sob o comando do Gov. Cap. Estevão Ribeiro Bayão Parente) na forma do prévio acordo de partilha que antes desta guerra se havia tomado sobre o cativeiro destes inimigos, com a presidência do Governador Geral do Estado, depois de ouvidos os teólogos (padres) que na matéria (também) deram o seu voto (favorável). Tal era a moral e direito das gentes daquele tempo. Mas sem o interesse do serviço dos índiosamigos, parceiros, não teriam feito os paulistas tão dilatadas e espantosas jornadas pelo sertão, que ocasionaram os descobrimentos (de territórios) que hoje estão povoados (quase todas as cidades do interior do sertão nordestino). Pedro Vaz de Barros (por exemplo) tinha mais de mil e duzentos índios e índias, além da sua família, na sua fazenda de S. Roque SP."(Aviso: a presente obra está registrada no Escritório de Direitos Autorais da Fundação Arquivo Nacional de acordo com a Lei Federal 9610 de 19/02/1998 sob nº 709.697 L. 1372 Fl. 76 e qualquer reprodução ou republicação sem o consentimento prévio do autor será considerada crime de plágio e estará sujeita às suas penas. Entretanto, trechos reduzidos poderão ser reproduzidos com o devido crédito ao autor e referencia da publicação na Web).
BIOGRAFIA II
Afonso Teixeira D´Escragnole Taunay em História Geral das Bandeiras Paulistas vol. 4 - Cap. VOs relatos dos autores antigos (baianos) sobre a campanha dos Guerens - compêndio de informes documentais sobre este capitulo notável da historia do bandeirismo: erros (conteúdos) que se repetem a cada passo! Compôs Pedro Taques (de Almeida Paes Leme, pai da genealogia paulistana), uma memória sobre a expedição de Estevam Ribeiro Bayão Parente e seu filho João Amaro Maciel Parente, aos sertões da Bahia, como se deduz de uma afirmação por ele feita em carta ao seu primo vicentino (o frei beneditino e autor das Memórias Para a História da Capitania de S. Vicente), Frei Gaspar da Madre de Deus Teixeira de Azevedo.(cf. Documentos Interessantes para a historia e costumes de S. Paulo, IV, 18 e 19).ATENÇÃOPESQUISADORES, GENEALOGISTAS, HISTORIADORES, JORNALISTAS, ACADÊMICOS E AUTORES:Dispomos 2 bases com 3250 volumes digitalizados em PDF pesquisáveis de Genealogia/Hist. de S. Paulo/História do Brasil de autores clássicos* e contemporâneos, séculos XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXI! Rica fonte de subsídios genealógicos e biográficos para autores de História e Genealogia! Promoção: Mais informações: alanr1567@gmail.com Nessa epistola, diz o linhagista que seu estudo contrariava inteiramente o que sobre esta campanha (militar) escreveram Rocha Pitta e Jaboatão (antigos autores regionalistas baianos) "porque ambos o haviam feito sem documentos": "Se V. Rev. (Frei Gaspar) faz gosto desta verdadeira historia da conquista a que foram á Bahia os paulistas, de cuja guerra foi o governador Cap. Estevam Ribeiro Bayão e Maciel Parente, veremos quem me escreve por copia o que tenho escripto". Alude Pedro Taques a um (então, nova fonte primária) documento, capital para o estudo dessa campanha: "a escriptura da venda que fez João Amaro da Villa de Santo Antonio de Peroaçú que foi de seus paes".Além desta referencia há a da biografia de Alexandre Correia da Silva (cf. Rev. Inst. Hist. Geog. Bras., 34, I, 41) em que o linhagista se reporta ao cap. 8 do seu titulo Camargos, hoje perdido, salvo quanto a um pequeno fragmento por nós publicado na Rev. do Inst. Hist. (geográfico) de S. Paulo, tomo XX, pag. 747).
A Parcialidade dos Antigos Autores Baianos
Na biografia de (outro mestre-de-campo daquela guerra regional) Cap. Mathias Cardoso de Almeida (cf. Rev. do Inst. Hist. Geog. Bras. t. 33, 2, 164) Taques revida rigidamente o genealogista Rocha Pitta a quem acusa de cometer "erros crassos" a todo respeito: "Este autor tem tantas faltas no corpo da historia, que passam a ser erros indesculpáveis; (escabrosos, afrontosos) porque as matérias de que trata, constando a verdade delas e a sua época e a cronologia dos documentos que existem nos registros dos livros da secretaria do governo geral, provedoria-mór e camara da Bahia, não deveria escrever os successos (acontecimentos) pertencentes á mesma historia sem a lição destes cartorios; e por esta falta escreveu mais por vaidade que por zelo; e em muitas materias só o fez por "informação dos apaixonados"; e por isso caiu em faltas que temos mostrado em alguns titulos genealogicos que temos escripto. E não será muito padecer este autor (Pitta) semelhante engano, quando no (seu) liv. 6.° n.º 79 até o n.º 85, se afirma que a conquista dos gentios barbaros que ofendiam as vilas do Cairú, Camamú, Boypeva (da Bahia), fôra conseguida "pelo capitão mór João Amaro Maciel Parente", e que tivera em premio do Snr. D. Pedro II (de Portugal) o senhorio de uma villa que elle a fundara com (in)vocação de Santo Antonio; sendo certo que esta conquista foi (na realidade) do (seu pai) Governador Cap. Estevão Ribeiro Bayão Parente, como temos historiado em titulo de Camargos, cap.º par. 8.°, par. 3.°, n.º 3-9" (manuscrito perdido de Taques). Tal a fraqueza da obra de Pitta, que até revela ignorar que contra os (aborígenes) Guerens já marchara (anteriormente) o Cap. Domingos Barbosa Calheiros":
"E até guardou (omitiu, eclipsou) Pitta que antes desta guerra do governador Estevam Ribeiro tinha já ido contra os mesmos gentios o Capitão mór Domingos Barboza Calheiros com os seus adjuntos (paulistanos) Capitães de infantaria Fernando de Camargo (Ortiz, filho do "Tigre") e Bernardino Sanches de Aguiar que todos sairam de S. Paulo no anno de 1658, convidados pelo (então) governador geral do Estado (da Bahia) Francisco Barreto, como temos historiado em titulo de Camargos, capº I, par. 2º" (cf. Revista Inst. Hist. Bras. 33, 2, 164).Vejamos porém o que escreveu o "simpático" autor da "Historia da América Portugueza" (Liv. VI, par. 71´ et pass): "Não achando na Bahia (o Governador dela, Alexandre de Souza Freire) cabos e soldados praticos na forma de pelejar contra os gentios (aborígenes canibais), por se haver perdido esta disciplina pela distancia que já estavam apartados do recôncavo no interior dos sertões, os mandou vir de S. Paulo, em cuja jurisdição era sempre continua a guerra dos Paulistas e dos seus gentios domesticos (só) contra os (beligerantes canibais) bravos e rebeldes; porém não chegaram ao tempo do seu governo, senão do seu sucessor".No segundo ano do governo de (seu sucessor) Affonso Furtado de Mendonça, chegaram de S. Paulo os cabos (líderes militares) que mandara vir o seu antecessor, para fazerem guerra aos gentios pelo sertão da vila do Cayrú, cujos estragos (e) memoria dos insultos que daqueles barbaros receberam, e continuamente experimentavam seus habitadores (vítimas). Trouxeram muitos gentios domésticos, que são os soldados (infantaria) com que os Paulistas pelejam contra os rebeldes na sua região. Vinha por cabo principal Cap. João Amaro, seu natural, tão valoroso e destro na forma da peleja dos gentios, como bem sucedido naquela ocasião, em que conseguiu interesses proprios, vitorias da fereza dos indios e premios da grandeza real. Achava-se, para tanta despesa, exausta a real fazenda, causa que precisara ao governador a fazer um pedido ás pessoas ricas e principais para ajuda do gasto daquela empresa, a que deviam concorrer por ser comum o interesse e a utilidade publica. Acudiram com equivalentes contribuições os generosos animos dos moradores da Bahia para aquele empenho, como costumam em todos os do serviço del-rei e do aumento da pátria. Dos seus donativos, se recolheu importante soma, competente á necessidade do exercito que se compunha de Paulistas e soldados do presidio da Bahia, e foi entregue ao governo de Cap. João Amaro (Maciel Parente, filho do governador geral da guerra Estêvão Ribeiro Baião parente), que em muitas embarcações o conduziu por mar ao Cayrú, na capitania dos Ilheos (Bahia).Naquela vila, povoada de muita nobreza (!), se lhe juntou o capitão mór com as ordenanças do seu distrito (soldados locais); e penetrando João Amaro aqueles sertões, fez rija guerra aos gentios, com tal sucesso que em vários conflitos abateu muitos, sendo imensos os que prendeu, sem embargo da grande resistência que em contínuos combates achou naqueles inimigos; mas á custa de poucas vidas (baixas) dos nossos, lhe tiramos infinitas e a quase todos a liberdade. Foram remetidos os cativos (assassinos genocidas), ao que se depreende da seguinte carta escripta a 9 de março de 1702 por D. Pedro II (de Portugal) a D. João de Lancastre:"Por parte do Capm-mór Joam Amaro Maciel Parente, se me fez a petiçam cuja copia se vos envia o livrar das inquietaçoens que lhe fazem algumas pessoas poderozas, e lhe conceder o aldear os indios manços que estão por aldear na villa que tem fundado (por seu pai) nos certões dessa Cidade. E pareceu-me ordenar-vos me informeis com o vosso parecer, neste requerimento".Ora, me admira que Rocha Pitta (continua Taunay) escrevendo em 1720 (data muito próxima aos acontecimentos) ignorasse tal cousa, o que mostra as falhas (desleixo) de sua intimidade com o arquivo baiano, tanto mais graves quanto mais facilidades (de acesso) que tinha, como homem de alta posição e grande fortuna. Só o fato de atribuir a chefia da expedição a João Amaro ignorando a existência do seu pae, o verdadeiro governador da conquista, é a prova sobeja de quanto escreveu defeituosamente(!). Dai a verberação de Pedro Taques a seu respeito (cf. "Pedro Taques e Seu Tempo", obra de nossa lavra, p. 546 - Afonso de Taunay).Acusa-o de escrever "levado de sua fantasia e credulidade sem exame necessario, traz muitos e pessimos erros, afastando-se inteiramente da alma da historia, que é a verdade"... "Levado de informações erradas e do natural genio de lisonja, claudicara muito da verdade dos factos a sua desaforada pena" ao tratar de varios assumptos referentes aos paulistas, crassamente errados. Assim, por exemplo, quanto a narrativa das ações de Arthur de Sá e Menezes nas minas, proezas de Nunes Vianna na guerra dos Emboabas, "fastos de tanta ponderação" (fatos públicos e notórios). Quanto erro formidável em matéria da mais elementar cronologia como no caso da elevação de S. Paulo a cidade! E que deploravel psicólogo, quando afirma houvessem os paulistas "recebido os seus novos capitães generais como se fosse o proprio rei" que ao seu gremio chegara, "cheios de subserviência", quando até então (notoriamente) sempre se haviam mostrado tão altanados (independentes) quanto insubmissos! (São Paulo sempre foi uma república aristocrática e livre). Tais palavras só cabiam porém "aos que tomam por fio da historia qualquer informação (boato, fofoca) sem mais exame para a credulidade do que o nescio conceito (credulidade estulta) de serem verdadeiros todos os factos que lhes comunica ou a paixão odiosa ou a facilidade lisonjeira" (conveniência despeitada).Enfurece-se o bondoso linhagista (Pedro Taques) e justificadamente, para quem com tanto carinho (ele) interpretava os documentos e os respeitava - contra o "académico dos Esquecidos" (o falso Pitta), tão inconsciente das causas paulistas e, no entanto, sobre elas, catedraticamente (como suposto "sabio" agia), como a pontificar (sentenciar). E desse justo ressentimento compartilha (o seu primo e historiador vicentino) Frei Gaspar, naturalmente, quando declara: que "se não fiem no autor da "America Portuguesa", o qual muitas vezes claudica, em sahindo fóra de sua patria (Bahia).(*)Modified Register PAF4 RIN #4762(Crônica de Descendência)*Capitão Estevão Ribeiro Bayão Parente*Governador da Guerra da Bahiaascendente em 11º grau deAlan Rodrigues de CamargoPrimeira Geração1. 11º- Estevão Ribeiro Bayão Parente. 1-6 Estevão Ribeiro Bayão Parente, o governador do exército paulista que destruiu os bárbaros gentios do sertão da Bahia pelos anos 1672, foi casado com Maria Antunes, † em 1677.11-Estevão casou-se com 11-Maria Antunes, filha de 12-Antonio Antunes (na dúvida) e 12-Ana Maciel. 11-Maria faleceu em 1677.Maria Antunes - casou-se com seu primo, o Governador da Guerra (Tte. General) Estêvão Ribeiro BAYÃO PARENTE. Geração em S. Leme, VIII, 258.11-Estevão e 11-Maria tiveram os seguintes filhos:+2 F i. 10-Maria Ribeiro Antunes, que segue, (após a biografia do titular).3 M ii. Cap. João Amaro Maciel Parente .BIOGRAFIA do Cap. JOÃO AMARO MACIEL PARENTE Era filho de Estevão Ribeiro Bayão Parente e de Maria Antunes. Este destemido sertanista partiu de São Paulo a 18 de junho de 1693 para a Bahia, pelo sertão, com grande séquito de índios domesticados que tinha sob sua administração, a fim de auxiliar a conquista e dispersão da tribo Guereus (ou Guerens), o que conseguiu fazendo neles grande mortandade. Obteve em recompensa vastíssimas terras na povoação que fundou, e que ainda hoje conserva o seu nome (cidade de João Amaro).Falando deste paulista, diz o inglês Southey em História do Brasil. voI. 4.°, pág. 301, o seguinte, acerca dos índios que infestavam os sertões de Cairu: "Deu-se o comando da expedição a João Amaro. Grande honra faz à administração do Brasil não ter havido mesquinhas considerações de interesses locais que obstassem a dar-se a este paulista a inteira direção da empresa. Trazia ele consigo um corpo de adestrados caçadores de homens como nem um outro lugar no mundo poderia apresentar, sendo grande parte deles índios ensinados que, embora menos inteligentes do que os mamelucos seus senhores, pouco menos intrépidos eram, e em atividade, ferocidade e ânimo sofredor nada lhes ficavam devendo. Reuniu-se a ordenança do distrito a este exército, e todo ele foi percorrendo os sertões ao poente do Rio S. Francisco e norte dos limites da Bahia, matando e apreendendo os selvagens, destruindo-lhe todas as aldeias, e abrindo estradas para estabelecer no interior comunicações com aquela Capitania. Remeteram-se para a capital os prisioneiros, que foram em tão grande número, que os melhores não deram mais de 20 cruzados por cabeça, vendendo-se a maior parte pela metade. Não era João Amaro homem que se satisfizesse com atravessar uma vez o país; fez a sua tarefa conscienciosamente explorando-o em todos os sentidos, e limpando-o tão bem de selvagens, que por mais de meio século não se tornou mais a ouvir falar neles. Em recompensa de seus serviços recebeu uma grande sesmaria, e o senhorio de uma vila, que se lhe permitiu fundar, e que efetivamente principiou do lado da Bahia com a invocação de (Vila de) Santo Antônio, nome a que o povo com razão substituiu o do mesmo fundador. Mas um verdadeiro paulista não podia viver na inação, e, vendendo a sua concessão, voltou João Amaro à sua terra natal, provavelmente para continuar na antiga vida aventureira. Ignoramos a época em que faleceu este notável paulista, porque nos arquivos nada encontramos ao seu respeito". (In Machado de Oliveira, Quadro histórico - P. Taques, Nobiliarquia.) Video da atual Cidade de João Amaro BA https://youtu.be/PkZjWeu0GnYSegunda Geração2. Maria Ribeiro Antunes (11-Estevão Ribeiro Bayão Parente).Foi casada 2.a vez com João de Siqueira Caldeira, falecido em 1729 em Nazareth com 80 anos, f.º de Antonio de Siqueira Caldeira e de Anna de Góes; faleceu Maria Ribeiro em 1688 com testamento em S. Paulo, sendo seu testamenteiro seu irmão n.º 2-2.10-Maria casou-se com 10-João de Siqueira Caldeira, filho de 11-Antonio de Siqueira Caldeira e 11-Anna de Góes. 10-João nasceu em Mogi das Cruzes.2-1 João de Siqueira Caldeira foi 1.º casado com Maria Ribeiro Antunes, viúva de Sebastião de Siqueira, f.a de Estêvão Ribeiro Bayão Parente, governador do exército Paulista que destruiu os bárbaros gentios do sertão da Bahia, e de sua mulher Maria Antunes, Tit. Macieis;10-João e 10-Maria tiveram os seguintes filhos:
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]