Foto 01.Paulo Farina, 2008. Monte Ybiangi, 1178 m, município de Sapopema, PR, visto desde o N. Ádireita, Pico do Portal, Pico do Meio e parte da Serra Grande (Município de Ortigueira, PR). Entre eles,Rio Tibagi a montante.Essa montanha sempre foi um forte atrativo de montanhistas, escaladores, excursionistas, caminhantes, principalmente dos pólos de Londrina, Maringá, Rolândia, vizinhas como Telêmaco Borba atualmente, etc. e em sua maioria que o buscam uma montanha de beleza cênica impressionante, são cativados pela facilidade de acesso, desafio físico, visões em 360º graus, inversões térmicas, com o “manto de nuvens abaixo, Corredeiras do Inferno na calha do Tibagi, alem de considerável desnível de seu cume frente ao leito do Rio Tibagi,com as famosas Corredeiras do Inferno (de quase 700 m) num cânion, "boqueirão" absolutamente singular no estado.DADOS GEOGRÁFICOS DO MONTE YBIANGI:LOCALIZAÇÃO: Borda das regiões paranaenses do Norte Pioneiro com a do Centro – Oriental (IPARDES, 2010), na margem esquerda do Tibagi. Mun. de Sapopema (PR), com a montanha na margem direita do Rio Tibagi, próximo as divisas com os de Ortigueira a W, margem esquerda do Tibagi e São Jerônimo da Serra, margem direita ao N/NE. Após resgate da toponímia ameríndia (2019) que é lento, ainda é conhecido como Agudo de Sapopema, desconhecendo que é uma das primeiras montanhas (388 anos em 2020) com denominação na cartografia do país, primeira da região Sul, parte do Sudeste e do Centro – Oeste.COORDENADAS (SAD 69) do cume: Latitude: 23º 53´ 51.72”- S Longitude: 50º 46´ 30.6”- WALTITUDE: 1178 m (GB 2019 e 2020, 45 min., 21 satélites GPS (12) +Glonass (9)Obs. Não consta como altitude entre os 10 cumes da “Metade Norte do estado”, exceto Serra do Mar (Morro Tombú, 1298.4 m (no Alto Estrutural/ Serra/Platô do Apucarana) a W-SW, cerca de 35 Km do Ybiangi, visto como também o Morro do Apucarana, 1285 m (IBGE) que deu origem a toponímia da Serra.ETIMOLOGIA:De Ybiangi (Ybiãji, Ybiangi, Iwiãji, Ibiãgi…) Ybiangui, I-Ybiaguira, Ybianguira, Ibiãguira, Ibiagira, Ybiãgira, Yby, ou Iwy... alterações, corruptelas de Ybiangi, Ibiãji?FONTE #1: NAVARRO. Eduardo – Dicionário de Tupi Antigo: São Paulo: Global Editora, 2013, pp-518 e 139.a) Ybi + ã + ma, Ybyi´ama = terra levantada.FONTE #2: CHIARADIA, Clóvis. Dicionário Brasileiro de Palavras de Origem Indígenas: São Paulo; Limiar, 2009. p. 288-289, 123 e 273.IBIAGUI:1- regiões de – no vale do Açungui, PR v. IBIANJI. Do T.G. ibiã-gui, por baixo da terra alta, no sopé da escarpa (Theodoro Sampaio).Do T. G. IBI- ANGUIRA: a base, o fundo, a parte inferior do barranco.IBIAMA: barranco, ladeira, encosta;ver IBIÃ.IBIÃ: terra erguida, barranco, ladeira. Do T.G. Ibi=terra, á=ama,erguer, alto.Em Tupi, Ibiama, ladeira, encosta, barranco (Edelweiss)IBIÀ: terra erguida á pique (Theodoro Sampaio)IBIANJI:1) Morro do – entre o Açungui e o Tibaji2) Ver Ibiaguira3) Do T. G. IBIÖ ladeira, encosta, chapada, JI-rio.IBI terra, solo, chão.4) Ibiã/ erroneamente muito citado como Ibiá, (Ruy Rushel)…FONTE #3DALL”IGNA. Arion, A Composição em Tupi. Separata da Revista Logos, n.14. Curitiba.1951. 7.yby = terra + an, estar em pé, estar levantado. Yby´ama, terra levantada, barranco.Realçamos a dificuldade, o risco de se traduzir palavras ameríndias, no caso do Tronco Tupi, Família linguística Tupi-guarani, oriundas de suas versões antigas extintas há séculos, mas conhecendo a região do Ybiangi, a Serra dos Agudos e ao contrário de muitas versões, “traduções” feitas á distancia, sem o conhecimento do relevo especificamente nesse caso, achamos que a provável versão da denominação Ybiãji, Iwiãji, Ybiangi, é:YBIA NGI YBIÃ+GI: “rio da terra, encostas erguidas/ levantadas, terra em pé, rio da terra alcantilhada, talhadas, erguidas a prumo”. Por extensão, rio das margens, encostas, ladeiras elevadas.Diferencial que uma denominação de uma montanha, refira-se ao um rio que a tem nas margens elevadas. Algo singular na toponímia alem daqueles, que por corrupção, alteração, são exclusivos do estado do Paraná, como Ybiangi, Apucarana, Iapó, Marumbi, Anhangava, Ivaí e Curitiba, como exemplos.TESTEMUNHA DA HISTÓRIA-Farol OrográficoO Estado do Paraná sempre foi passagem, principalmente pelos grandes rios e vias terrestres interoceânicas, caminhos pré-cabralianos desde as primeiras ocupações humanas há milhares de anos, com datações arqueológicas que se aproximam de 8-9 mil anos (que poderá ser conhecida na vasta bibliografia), na sucessão de culturas indígenas ao longo da marcha do tempo, já desaparecidas, até os atuais Jês-Meridionais, Kaingang, Xokleng em maior número hoje, assim como os Guarani e seus subgrupos, Mbya, Nhandeva, Kaiowá e os raros Xeta. Assim, colocamos o antiquíssimo Caminho do Peabiru cortando o estado de E a W, mas com ramais N-S que foram utilizados partes deles, para as jornadas após a ocupação ibérica, de São Vicente a Assunção por exemplo Depois por bandeirantes, sertanistas, garimpeiros, cartógrafos, engenheiros, pesquisadores, etc. Vamos colocar em cronologia as testemunhas famosas, que viram, ou que poderiam ter visto (condições climáticas adversas, por exemplo) o Ybiangi (1178 m) e os Agudos e os usaram como “farol orográfico”, como também o Morro do Apucarana (1285 m, disfarçado há tempo de Morro da Pedra Branca (são avermelhadas, róseas) ou das Antenas, como se fosse apenas um, com todo o Alto Estrutural do Apucarana, chamados há tempos de Serra do Cadeado, Mulato e outras).Lista daqueles que possivelmente avistaram os Agudos, o Ybiangi, que temos registros de suas jornadas, alem dos primeiros habitantes, os caminhantes – caçadores – coletores (e porque não, também pescadores, agricultores ?): Viajantes, habitantes antes do Peabiru; Caminhantes do Peabiru; Aleixo Garcia (1523/1524); Pero Lobo e Francisco de Chaves (1531); Cabeza de Vaca (1541/1542); Ulrico Schmidl (1552/1553); Juan de Salazar de Espinoza, Cypriano e Vicente de Góes, Ruy Diaz Megarejo e Gaete, etc. (1555); Jerônimo Leitão (1585); Jesuítas, Guarani e Jês-Meridionais das Reduções do Guairá (1610/1628); bandeira de Antonio Raposo Tavares e Manuel Preto (1628/1629); outras bandeiras paulistas de cerco, ataque (1631/1632 e depois 1638) da Cidade Real do Guayrá e Vila Rica do Espírito Santo; a estada por cerca de 3 nos da bandeira de Fernão Dias Paes Leme (1661-1664);. Oficialmente desde 1730 com a “abertura do Caminho Tropeiro dos Conventos, mas caminho á São Paulo, que seria depois parte do Caminho das Tropas, ou Viamão-Sorocaba, já vinha sendo feito desde a segunda parte do século XVIII dos Campos Gerais de Curitiba aos Campos de Piratininga e em algum morro nos Campos Gerais, os tropeiros poderiam visualizar os Agudos; os irmãos Ângelo Pedrozo Leme e Marcelino Rodrigues de Oliveira e a “descoberta de ouro e diamantes” e inicio do Ciclo de Diamantes do Tibagi, que antes exploraram a região, inclusive em busca do mitológico Morro do Apucarana (1754); as Expedições Militares ao Sertão do Tibagi/Curitiba coordenadas pelo Tenente-Coronel Afonso Botelho de Sampaio e Souza entre 1768 a 1774; o viajante, sertanista, artista, cartógrafo John Henry Elliott e o exímio sertanista Francisco Lopes nas bandeiras exploratórias patrocinadas pelo Barão de Antonina, João da Silva Machado (1844/1863); o engenheiro Thomas Bigg-Witter (1871/1875); o sertanista, historiador, político Telêmaco Borba (1875/1876); o historiador, topógrafo Edmundo Mercer (1934) e o geocientista, historiador natural (geologia, geografia, botânica, climatologia, cartografia, historia humanas, etc.) Reinhard Maack desde o final dos anos de 1920 até 1950.
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