'10 - -07/03/2023 Wildcard SSL Certificates
2019
2020
2021
2022
2023
2024
2025
100
150
Registros (542)Cidades (4)Pessoas (0)Temas (0)

autor:08/11/2023 10:28:28
Caifás: quem foi e qual a sua relação com Jesus na bíblia? segredosdomundo.r7.com

    7 de março de 2023, terça-feira
    Atualizado em 05/11/2025 05:49:04
•  Fontes (5)
  
  
Fontes (5)


Anás e Caifás são os dois sumo sacerdotes mencionados durante a vinda de Jesus. Desse modo, Caifás era genro de Anás, que já havia sido o sumo sacerdote. Caifás profetizou que era necessário que Jesus morresse pela nação.Assim, quando Jesus foi preso, o levaram primeiro a Anás, depois a Caifás. Caifás acusou Jesus de blasfêmia e o enviou a Pôncio Pilatos. Após a morte e ressurreição de Jesus, Caifás perseguiu os discípulos de Jesus.

Acredita-se, que os ossos de Caifás foram descobertos em Jerusalém em novembro de 1990. Com efeito, este seria o primeiro vestígio físico já descoberto de uma pessoa mencionada nas Escrituras. Leia mais sobre ele a seguir.



Qual a relação de Caifás com Jesus?

Uma vez preso, todos os Evangelhos afirmam que o sumo sacerdote interrogou Jesus. Dois dos Evangelhos (Mateus e João) mencionam o nome do sumo sacerdote – Caifás. Graças ao historiador judeu Flávio Josefo, sabemos que seu nome completo era José Caifás, e que ele ocupou o cargo de sumo sacerdote entre 18 e 36 d.C.

Mas existem sítios arqueológicos relacionados a Caifás e onde ele questionou Jesus? A tradição católica argumenta que a propriedade de Caifás ficava nas encostas orientais do Monte Sião, em uma área conhecida como “Petrus in Gallicantu’ (cuja tradução do latim significa “Pedro do Galo Silvestre”).Quem visita o local tem acesso a um conjunto de cavernas subterrâneas, uma das quais é indiscutivelmente o fosso onde Jesus esteve enquanto Caifás o interrogava.

Descoberto em 1888, o fosso tem 11 cruzes gravadas nas paredes. Impelido pela aparência de masmorra, parece que os primeiros cristãos identificaram a caverna como o local da prisão de Jesus.No entanto, do ponto de vista arqueológico, essa “prisão” parece realmente ser um banho ritual judaico do primeiro século (miqveh), que mais tarde foi aprofundado e se transformou em uma caverna.

As outras descobertas do local indicam que o proprietário era rico, mas não há evidências conclusivas para sugerir que ele era um sumo sacerdote, nem que o fosso foi usado para deter alguém.A Igreja Armênia inacabada

Além disso, fontes bizantinas descrevem a casa de Caifás como sendo em outro lugar. Supostamente, fica no topo do Monte Sião, perto da Igreja Hagia Zion, cujos restos mortais foram descobertos durante a construção da Abadia da Dormição. Restos de uma rica área residencial foram recuperados perto da antiga Igreja Hagia Zion na década de 1970, na propriedade da Igreja Armênia.Infelizmente, eles não apresentaram nenhum achado que sugerisse que essa era necessariamente a propriedade do sumo sacerdote Caifás. No entanto, a Igreja Armênia a santificou como tal e fez planos para construir um grande templo no lugar. Todavia, a construção não foi feita até hoje.Ademais, no bairro armênio, os armênios santificaram outro local como a casa de Anás, o sogro de Caifás.

Além dessas descobertas, em 2007, uma nova área foi encontrada por uma expedição arqueológica. Essas escavações revelaram, entre outros elementos antigos, vestígios de uma rica propriedade.Os arqueólogos afirmam que embora não tenham achado provas para tal possibilidade, as evidências circunstanciais são a favor do entendimento de que o local pertencia a Caifás.Ossos de Caifás

Voltando um pouco no tempo, houve uma descoberta arqueológica empolgante em novembro de 1990. Trabalhadores que construíam um parque aquático ao sul da Cidade Velha de Jerusalém acidentalmente descobriram uma caverna funerária. Na caverna havia uma dúzia de baús de calcário que continham ossos.

Esses tipos de baús, conhecidos como ossários, foram usados principalmente no primeiro século d.C. Um dos baús tinha a palavra “José, filho de Caifás” entalhada. Com efeito, os ossos eram de um homem que morreu com aproximadamente 60 anos de idade.Por causa da suntuosa decoração da arca funerária, há uma grande probabilidade de que esses fossem os ossos do sumo sacerdote Caifás – aquele que acusou Jesus de blasfêmia. Aliás, este seria o primeiro vestígio físico já descoberto de uma pessoa descrita na Bíblia.Então, se você gostou desse artigo leia também: Nefertiti – Quem foi a rainha do Egito Antigo e curiosidadesFotos: JW, Medina Celita



\\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\cristiano\registros\28242icones.txt



 Fontes (5)

 1° fonte/1502   

Carta náutica das ilhas novamente descoberta na região da índia
Data: 1502


 2° fonte/2011   

“A história dos mapas e sua função social”, Anderson Moço e Fernanda Kalena. novaescola.org.br
Data: 2011

Na época das grandes navegações e dos descobrimentos marítimos (entre os séculos 15 e 16), por exemplo, os cartógrafos estavam presentes em cada expedição realizada. Sua função não era exatamente ajudar na localização, mas registrar e tornar pública a descoberta de novos territórios. A cartografia nunca foi uma ciência neutra, que representa exatamente o espaço ou a realidade. Por trás de todo mapa, há um interesse (político, econômico, pessoal), um objetivo (ampliar o território, melhorar a área agrícola etc.) e um conceito (o direito sobre determinada região, o uso do solo etc.).

Dica da especialista"Para mostrar que a simbologia dos mapas atuais é mais complexa que a dos antigos, peça que observem o relevo. Nos antigos, as elevações do solo eram representadas sem atenção à proporção, lembrando desenhos infantis. Hoje, usamos as cores hipsométricas: cada faixa de altitude é representada por um tom diferente, o que facilita a visualização do relevo e suas variações"Elizete Buranello Perez, formadora da rede de Penápolis, a 438 quilômetros de São Paulo. Analisar as produções antigas e ver além do que foi desenhado Mudanças nos mapas Na Fundação Bradesco, em Caucaia, o professor Francisco Eudes Farias da Silva faz a comparação entre mapas antigos e atuais da mesma região com as turmas de 6º ano. Dessa forma, os alunos observam as mudanças que ocorreram na produção cartográfica e na própria área analisada. Os mapas do passado eram repletos de imperfeições, afinal, ainda não havia conhecimento que permitisse representar o espaço geográfico com exatidão. A linguagem era muito mais artística e menos técnica ou precisa - e essa é uma das possibilidades de discussão com os alunos. Por que eles traziam tantos ornamentos? O que se queria mostrar com isso? É por meio desse tipo de reflexão que a turma passa a entender as funções sociais dos mapas. Os antigos, que retratavam a América e o Brasil, eram produzidos na Europa. Por isso, outra possibilidade de abordagem é analisar o olhar estrangeiro presente nessas representações. É comum encontrar em mapas do Brasil da época do Descobrimento desenhos que reproduziam as espécies de plantas mais valorizadas. Explorar a simbologia de mapas antigos e atuais também é um recurso interessante."Hoje pintamos uma área de verde para representar uma mata. Antes se desenhavam árvores. Comparando e analisando exemplos como esses, o aluno entende a noção de legenda", diz Carla. Esse foi um dos objetivos do trabalho do professor Francisco Eudes Farias da Silva com seus alunos do 6º ano, na Fundação Bradesco, em Caucaia, região metropolitana de Fortaleza (veja a imagem).Há três conceitos que sustentam a cartografia atual: a proporção, que permite o cálculo de distâncias entre diferentes pontos; a localização, que mostra a região exata que está sendo representada e em relação aos pontos cardeais; e a simbologia, presente nas legendas, que ajuda a identificar o tema e as informações dadas. A ausência desses recursos nos mapas mais antigos também pode ser fonte de discussão sobre sua importância atual.


 3° fonte/2015   

O incrível mistério dos mapas antigos (quase) perfeitos, Marta Leite Ferreira, O Observador.pt
Data: 2015


 4° fonte/2018   

Latitude e Longitude – Como medir, História, Relógio de Harrison e GPS, escolaeducacao.com.br
Data: 2018


 5° fonte/2023   

Expansão marítima portuguesa possibilitou a Portugal criar um dos maiores impérios da história mundial, Tales Pinto Graduado em História, consultado em escolakids.uol.com.br
Data: 2023




[17381] Carta náutica das ilhas novamente descoberta na região da índia
19/11/1502

[28237] “A história dos mapas e sua função social”, Anderson Moço e Fernanda Kalena. novaescola.org.br
01/06/2011

[28236] O incrível mistério dos mapas antigos (quase) perfeitos, Marta Leite Ferreira, O Observador.pt
30/12/2015

[28238] Latitude e Longitude – Como medir, História, Relógio de Harrison e GPS, escolaeducacao.com.br
14/11/2018

[28240] Expansão marítima portuguesa possibilitou a Portugal criar um dos maiores impérios da história mundial, Tales Pinto Graduado em História, consultado em escolakids.uol.com.br
30/01/2023


EMERSON


07/03/2023
ANO:542
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]