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Autor/fonte: Genearc.com
Genealogia de Henrique da Cunha Gago, o Velho. Consultado em genearc.net

    18 de março de 2023, sábado
    Atualizado em 25/12/2025 23:42:22



Fontes (0)


Henrique da Cunha Gago, o VelhoNascimento: ~ 1560Origem: São Vicente, SPNasceu em 1560, nos arredores na vila de São Vicente, SP.Foi o quarto dentre os cinco filhos do português Henrique da Cunha e da portuguesa Felipa Gago. Mudou-se de São Vicente para a vila de São Paulo. Casou-se com Isabel Fernandes (Pires), filha de Salvador Pires e de Mécia Fernandes (Mécia-Ussú). Isabel faleceu em 1599, e Henrique casou-se pela segunda vez, com Catharina de Unhatte (Antunes), filha de Luís de Unhatte e de Maria Antunes (Unhatte). Catharina faleceu em 1613, e Henrique casou-se pela terceira vez, com Maria de Pinha, viúva de Domingos Pires e viúva de João de Almeida, filha de Brás de Pina e de Isabel Lopes (Pina). Em 1598, Henrique participou da bandeira de Afonso Sardinha, o Moço, ao sertão do Jeticaí, para captura de índios. Com Afonso Sardinha, fez também algumas expedições em busca de ouro. Em 1602, participou da expedição de Nicolau Barreto contra as tribos do Guairá. Chefiou uma das entradas na direção da região do Guairá.

Em 1624, participou de uma expedição rumo ao sertão dos Carijós, durante a qual faleceu. Henrique faleceu em 1624, no sertão dos Carijós. Em seu testamento, escrito em São Paulo, SP, em 18 de Novembro de 1623, Henrique declara:Saibam quantos esta cédula de testamento virem, como no ano de nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil seiscentos e vinte e três, neste sertão do Carijós, eu, Henrique da Cunha, doente de doença que Deus me deu, incerto de minha vida como mortal, propus a fazer meu testamento seguinte, para nele declarar minha última e derradeira vontade, o qual faço hoje aos 18 de novembro de 1623 anos.Declaro que fui casado com a primeira mulher, chamada Isabel Fernandes, de que tive três filhos [...], meus herdeiros legítimos, os quais, fazendo Nosso Senhor alguma coisa de mim, entrarão em partilhas de aquilo que se achar. E assim lhes peço, uns com os outros sejam bons irmãos. Declaro mais: que tenho um filho por nome Estevão [de uma] negra, ao qual foi feito antes de ser casado, mas resgatado com o dinheiro de minha mulher depois de já casado, ao qual a dita minha mulher por morte e falecimento deixou forra a sua parte; pelo que peço as justiças de Sua Majestade de haver por bem tudo aquilo que elas ordenam; e com isso descarrego de minha consciência o ser herdeiro na minha fazenda ou não.Declaro mais: que fui casado segunda vez com Catarina de Unhatte, da qual tive cinco filhos e são três machos e duas fêmeas.Declaro mais: que tenho duas raparigas por nome uma Antonia e a outra Úrsula, e mais um rapaz por nome Antonio, os quais são filhos de uma minha negra de minha casa. [...] porque acho em minha consciência serem meus filhos e são adulterinos; os quais deixo a seu irmão Henrique da Cunha, que os doutrine como seus irmãos que são.E declaro mais: ser casado terceira vez com Maria da Pina, minha legítima mulher, da qual não tive filho nem filhas salvo se à minha partida para o sertão se poderia gerar; peço a meus filhos e a todos em geral lhe tenham respeito como sua mãe.Declaro ficar-me uma neta filha de um filho meu, filha de uma escrava de minha casa chamada Agostinha; e a menina se chama Maria, a qual mando se assinalem um par de vacas de meu curral para que vão multiplicando a conta da dita menina para ajuda do seu casamento.Que se dê cinco varas de pano de algodão a uma órfã, que foi filha de Francisco de Brito.Mais cinco varas de pano se dê a uma mulher cega que foi cunhada de Francisco da Gama.Declaro que deixo um rapaz Guatimirim a meu genro Amador Lourenço.Mando que se dê a Isabel do Prado duas mil telhas.Mando que se dê a João Luiz quinhentos réis menos quatorze.Mando se dê um hábito a uma mameluca chamada Mécia, de minha irmã Antonia Gaga.Declaro ficarem dois serviços do gentio machos e fêmeas os quais [são] forros e, como taes, mando a minha mulher e filhos lhes dêem bom tratamento, não os vendendo nem alheando.Bens: Peças da Guiné [escravos] : Isabel, com filho de peito, casada com o índio Paulo. Antonio, mulato, filho de Isabel acima. Belchior, idem. Gente Forra : 27, entre pés largos, marememis e temiminós Monte Mor : 288$840 Entrega dos Mamelucos : Três filhos, a Domingos Dias Uma menina, a João da Cunha (que recebe as duas vacas deixadas a ela pelo avô, em testamento) Guiomar, a Braz da Pina porque o pai não aparecia Cartas de Terras : Sesmaria em Orubuapira, na banda do além, por escritura de Fernão Dias Terras em Orubuapira, que foram de Frutuoso da Costa Sesmaria que foi de Francisco Farel, nas cabeceiras de Salvador Pires Foi pai de oito filhos e quatro filhas:[filho natural, quando era solteiro:]1.1. Estevão da Cunha.[da primeira esposa:]1.2. Capitão Henrique da Cunha Gago, o Moço, nascido em 1593. Casou-se com Maria de Freitas (Alvarenga), filha do Capitão Sebastião de Freitas e de Maria Pedroso de Alvarenga. Maria de Freitas faleceu em 1629, em São Paulo, e Henrique casou-se pela segunda vez, com Maria Vaz Cardoso, filha de Gaspar Vaz Guedes e de Francisca Cardoso (Costa) [citados em 1.4., 1.5. e 1.9.]. Henrique faleceu em 1665, em São Paulo, SP.1.3. João Gago da Cunha, nascido em 1596, em São Paulo. João faleceu em 1636. João foi bandeirante e, em 1602, participou da expedição de Nicolau Barreto ao Guairá.Em 1623, voltou ao sertão do Guairá na bandeira comandada por seu pai.

1.4. Manoel da Cunha Gago, nascido em 1598. Casou-se com Anna Vaz, filha de Gaspar Vaz Guedes e de Francisca Cardoso (Costa) [citados em 1.2., 1.5. e 1.9.]. Anna faleceu em 1632, em Mogi das Cruzes, SP, e Manoel casou-se pela segunda vez, em 1633, com Maria de Siqueira, filha de Lourenço de Siqueira de Mendonça e de Margarida Rodrigues (Dias). Manoel faleceu em 1647. Manoel foi bandeirante e, em 1637, com seus irmãos Henrique e Francisco participou da bandeira comandada pelo capitão Francisco Bueno contra as missões jesuíticas do Rio Grande do Sul. [da segunda esposa:]1.5. Christovão da Cunha de Unhatte, casado com Mécia Vaz Cardoso [citada em 1.1.], filha de Gaspar Vaz Guedes e de Francisca Cardoso (Costa) [citados em 1.2., 1.4. e 1.9.]. Christóvão faleceu em 1664.1.6. Antonio da Cunha Gago, o Gambeta, casado em 1630, em São Paulo, SP, com Martha de Miranda, filha do português Miguel de Almeida de Miranda e da brasileira Maria do Prado.1.7. Francisco da Cunha, casado com Domingas Lobo, nascida em São Paulo, filha de Alberto Sobrinho e de Joanna Lobo. Francisco faleceu em 1670, e Domingas casou-se pela segunda vez, em São Paulo, com João Delgado de Escobar. Domingas faleceu em 1695, em Taubaté, SP. Francisco foi bandeirante e, em 1637, participou da expedição de Francisco Bueno ao Rio Grande do Sul.Em 1662, partiu na bandeira de seu primo, Henrique da Cunha Lobo, rumo aos sertões das Minas Gerais para captura de índios.Talvez Francisco (e não seu irmão Antonio) fosse apelidado "o Gambeta". 1.8. Maria da Cunha (Unhatte), casada com Amador Lourenço. Amador faleceu em 1639, e Maria em 1667, provavelmente em São Paulo, SP.1.9. Felipa da Cunha Gago, casada com Antonio Vaz Cardoso (Guedes), filho de Gaspar Vaz Guedes e de Francisca Cardoso (Costa) [citados em 1.2., 1.4. e 1.5.].[filhos naturais, de uma escrava negra de sua casa:]1.10. Antonia.1.11. Úrsula.1.12. Antonio. [+] Fontes e comentários



Sorocaba/SP
Afonso Sardinha, o Velho
1531-1616
Genearc.com
Henrique da Cunha, velho
1560-1624


EMERSON


18/03/2023
ANO:542
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]