'Descobrimento do Brasil. Juliana Bezerra, Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha, consultado em todamateria.com.br - 04/04/2023 Wildcard SSL Certificates
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Autor/fonte: Juliana Bezerra
Descobrimento do Brasil. Juliana Bezerra, Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha, consultado em todamateria.com.br

    4 de abril de 2023, terça-feira
    Atualizado em 29/11/2025 22:48:49

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O “Descobrimento” do Brasil aconteceu em 22 de abril de 1500, momento em que os portugueses chegaram nas terras que hoje pertencem ao Brasil.Esse evento, que marcou a história do nosso país, foi fruto do esforço intelectual e de várias expedições marítimas realizadas pelos navegadores portugueses.Cada vez mais a expressão “descobrimento” está sendo questionada pelos estudiosos por não descrever com exatidão este fato histórico. Isso porque "descobrimento" é um termo eurocêntrico, uma vez que significa não haver habitantes nas terras encontradas pelos portugueses.Desse modo, a expressão “Chegada dos Portugueses ao Brasil” seria mais precisa, pois reconhece a existência de povos autóctones nestas terras.Resumo do descobrimento do BrasilA “Descoberta” do Brasil deve, antes de tudo, ser considerada no contexto das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos, promovidos nos séculos XV e XVI, por castelhanos e portugueses.Nesta época, Portugal e o Reino de Castela (que formaria a futura Espanha) se lançaram ao mar em busca de novas terras e, principalmente, metais preciosos. Com isso, sabemos que anos antes dos portugueses, navegadores a serviço da coroa de Castela já teriam avistado terras no sul da América.Quem descobriu o Brasil?A história oficial consagrou o nome de Pedro Álvares Cabral como o primeiro a encontrar as novas terras.Essas expedições marítimas eram realizadas com o maior segredo, pois Portugal e Castela concorriam entre si para descobrir terras além da Europa.Deste modo, foram muitos os navegadores que avistaram as terras da América do Sul e assim, antecederam a Pedro Álvares Cabral.Podemos citar Vicente Yáñez Pinzón, Diego de Lepe, João Coelho da Porta da Cruz e Duarte Pacheco Pereira. Este teria comandado uma expedição secreta de 1498, para confirmar a existência das terras brasileiras.A expedição até o BrasilA esquadra que chegou ao Brasil era bastante numerosa e composta por experientes navegadores.Seu objetivo principal era alcançar as Índias para negociar tratados comerciais, após a bem-sucedida viagem feita por Vasco da Gama em 1498. No entanto, antes de seguir para Ásia, deveriam verificar as terras que existiam a oeste.Contudo, devido às hostilidades dos povos locais, Vasco da Gama recomendou o uso da força para realização do comércio de especiarias nas Índias; daí a grandeza da próxima esquadra.No dia 9 de março de 1500, treze embarcações partem de Lisboa. Elas continham mantimentos para mais de dezoito meses, e cerca de mil e quatrocentos homens. No comando, estava o fidalgo Pedro Álvares Cabral, acompanhado de estudiosos como o navegador Duarte Pacheco Pereira.Assim, em 22 de março, os navegantes contornaram a Ilha de Cabo Verde, de onde seguiram para oeste, atravessando o Oceano Atlântico.Por muito tempo, acreditou-se que essas terras teriam sido descobertas casualmente. No entanto, a experiência dos navegadores revela que eles não se perderiam tão facilmente. Igualmente, segundo os diários de bordo, nenhuma tempestade foi registrada.Chegada dos portugueses ao BrasilO dia da chegada dos portugueses ao Brasil - que aconteceu em 22 de abril de 1500 - é comemorado como o Dia do Descobrimento do Brasil, 22 de abril, e recorda essa data histórica.Sem relatos de qualquer tipo de dificuldade ou imprevisto, a esquadra de Cabral cruza aproximadamente 3.600 quilômetros em um mês, até encontrarem os primeiros sinais de terra.Chegando ao litoral sul do atual estado da Bahia, as caravelas da esquadra portuguesa avistaram um monte, o qual foi batizado de Monte Pascoal. Nessa data, 22 de abril, uma pequena incursão da frota aportaria no litoral, local que ficou conhecido como Porto Seguro.Imediatamente, Gaspar de Lemos, navegador veterano e comandante da naveta de mantimentos, recebeu ordens de retornar a Portugal. Ele entregaria o relato de Pero Vaz de Caminha, a famosa Carta, ao rei Dom Manuel I sobre o achamento do Brasil.O encontro com os nativosDois dias após a chegada, os portugueses travaram conhecimento com os indígenas que habitavam a região. Cabral, então, embarcou alguns indígenas em sua caravela.

O litoral baiano era ocupado pelos índios Tupinambás e Tupiniquins, enquanto no interior viviam os Aimorés. Na caravela, os índios experimentaram – e não gostaram – dos alimentos dos portugueses e se espantaram com os animais, como as galinhas.

Segundo Pero Vaz Caminha, ao verem objetos de prata e ouro, os indígenas deram a entender que os conheciam e apontaram a terra. Assim, os portugueses pensaram que eles possuíam aqueles metais, o que não foi confirmado pelas pesquisas que fizeram.O estranhamento também vinha dos portugueses, os quais não compreendiam o fato dos índios andarem nus. Igualmente, como não encontraram estátuas representando deuses, concluíram que os indígenas não tinham religião.Origem do nome do BrasilMais adiante, no dia 26 de abril, foi celebrada a primeira missa em solo brasileiro, realizada por Frei Henrique de Coimbra.Após rezar a missa e renovar os suprimentos da esquadra, Pedro Álvares Cabral rumou para as Índias. Como acreditavam que a terra descoberta não passava de uma ilha, nomeou-a Ilha de Vera Cruz, posteriormente seria substituído por Terra de Santa Cruz, pois os navegantes perceberam se tratar de um continente.Por fim, decidiram chamá-la de Brasil em 1511, devido à grande quantidade de árvores de pau-brasil na região. Mesmo assim, alguns autores europeus referiam-se às novas terras como "terra dos papagaios", pela quantidade desses pássaros encontrados na região.Apesar do achamento e do relato feito ao rei, a Coroa portuguesa tinha outras prioridades. Por isso, no início, nenhuma expedição foi mandada para ocupar as terras encontradas. Os portugueses somente negociavam com os índios em troca do pau-brasil.A notícia da riqueza das novas terras também atraiu o interesse de franceses, holandeses e ingleses, com quais a Coroa portuguesa não tinha assinado nenhum tratado como o de Tordesilhas.Por isso, a partir de 1530, uma expedição foi organizada por Martim Afonso de Souza, a fim de se apropriar das novas terras.Curiosidades sobre o descobrimento do BrasilO "Descobrimento do Brasil" passa a ser uma referência cultural a partir do século XIX quando houve uma preocupação em escrever a história do Brasil.A banda de rock Legião Urbana batizou o seu sexto álbum com o nome de "O Descobrimento do Brasil" ainda que nenhuma canção faça menção ao fato histórico.



Sorocaba/SP
Tupinambás
Aimorés
Tupiniquim
Pero Vaz de Caminha
573 anos
Galinhas e semelhantes
1450-1500-
Juliana Bezerra



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Povos indígenas no Brasil em 1500
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Freqüentemente acreditamos piamente que pensamos com nossa própria cabeça, quando isso é praticamente impossível. As corrêntes culturais são tantas e o poder delas tão imenso, que você geralmente está repetindo alguma coisa que você ouviu, só que você não lembra onde ouviu, então você pensa que essa ideia é sua.

A famosa frase sobre Titanic, “Nem Deus pode afundar esse navio”, atribuída ao capitão do transatlântico, é amplamente conhecida e frequentemente associada ao tripulante e a história de criação, no entanto, muitos podem se surpreender ao saber que essa citação nunca existiu. Diversos historiadores e especialistas afirmam que essa declaração é apenas uma lenda que surgiu ao longo do tempo, carecendo de evidências concretas para comprová-la. [29787]

Existem inúmeras correntes de poder atuando sobre nós. O exercício de inteligência exige perfurar essa camada do poder para você entender quais os poderes que se exercem sobre você, e como você "deslizar" no meio deles.

Isso se torna difícil porque, apesar de disponível, as pessoas, em geral, não meditam sobre a origem das suas ideias, elas absorvem do meio cultural, e conforme tem um sentimento de concordância e discordância, absorvem ou jogam fora.

meditam sobre a origem das suas ideias, elas absorvem do meio cultural, e conforme tem um sentimento de concordância e discordância, absorvem ou jogam fora.Mas quando você pergunta "qual é a origem dessa ideia? De onde você tirou essa sua ideia?" Em 99% dos casos pessoas respondem justificando a ideia, argumentando em favor da ideia.Aí eu digo assim "mas eu não procurei, não perguntei o fundamento, não perguntei a razão, eu perguntei a origem." E a origem já as pessoas não sabem. E se você não sabe a origem das suas ideias, você não sabe qual o poder que se exerceu sobre você e colocou essas idéias dentro de você.

Então esse rastreamento, quase que biográfico dos seus pensamentos, se tornaum elemento fundamental da formação da consciência.


Desde 17 de agosto de 2017 o site BrasilBook se dedicado em registrar e organizar eventos históricos e informações relevantes referentes ao Brasil, apresentando-as de forma robusta, num formato leve, dinâmico, ampliando o panorama do Brasil ao longo do tempo.

Até o momento a base de dados possui 30.439 registros atualizados frequentemente, sendo um repositório confiável de fatos, datas, nomes, cidades e temas culturais e sociais, funcionando como um calendário histórico escolar ou de pesquisa.

Fernando Henrique Cardoso recupera a memória das mais influentes personalidades da história do país.

Uma das principais obras do barão chama-se "Efemérides Brasileiras". Foi publicada parcialmente em 1891 e mostra o serviço de um artesão. Ele colecionou os acontecimentos de cada dia da nossa história e enquanto viveu atualizou o manuscrito. Vejamos o que aconteceu no dia 8 de julho. Diz ele:
1. Em 1691 o padre Samuel Fritz, missionário da província castelhana dos Omáguas, regressa a sua missão, depois de uma detenção de 22 meses na cidade de Belém do Pará (ver 11 de setembro de 1689).
2. Em 1706 o rei de Portugal mandou fechar uma tipografia que funcionava no Recife.
3. Em 1785 nasceu o pai do Duque de Caxias.
4. Em 1827 um tenente repeliu um ataque argentino na Ilha de São Sebastião.
5. Em 1869 o general Portinho obriga os paraguaios a abandonar o Piraporaru e atravessa esse rio.
6. Em 1875 falece no Rio Grande do Sul o doutor Manuel Pereira da Silva Ubatuba, a quem se deve a preparação do extractum carnis, que se tornou um dos primeiros artigos de exportação daquela parte do Brasil.

Ainda bem que o barão estava morto em 2014 julho que a Alemanha fez seus 7 a 1 contra o Brasil.

Ou seja, “história” serve tanto para fatos reais quanto para narrativas inventadas, dependendo do contexto.

A famosa frase sobre Titanic, “Nem Deus pode afundar esse navio”, atribuída ao capitão do transatlântico, é amplamente conhecida e frequentemente associada ao tripulante e a história de criação.No entanto, muitos podem se surpreender ao saber que essa citação nunca existiu. Diversos historiadores e especialistas afirmam que essa declaração é apenas uma lenda que surgiu ao longo do tempo, carecendo de evidências concretas para comprová-la.Apesar de ser um elemento icônico da história do Titanic, não existem registros oficiais ou documentados de que alguém tenha proferido essa frase durante a viagem fatídica do navio.Essa afirmação não aparece nos relatos dos passageiros, nas transcrições das comunicações oficiais ou nos depoimentos dos sobreviventes.

Para entender a História é necessário entender a origem das idéias a impactaram. A influência, ou impacto, de uma ideia está mais relacionada a estrutura profunda em que a foi gerada, do que com seu sentido explícito. A estrutura geralmente está além das intenções do autor (...) As vezes tomando um caminho totalmente imprevisto pelo autor.O efeito das idéias, que geralmente é incontestável, não e a História. Basta uma pequena imprecisão na estrutura ou erro na ideia para alterar o resultado esperado. O impacto das idéias na História não acompanha a História registrada, aquela que é passada de um para outro”.Salomão Jovino da Silva O que nós entendemos por História não é o que aconteceu, mas é o que os historiadores selecionaram e deram a conhecer na forma de livros.

Aluf Alba, arquivista:...Porque o documento, ele começa a ser memória já no seu nascimento, e os documentos que chegam no Arquivo Nacional fazem parte de um processo, político e técnico de escolhas. O que vai virar arquivo histórico, na verdade é um processo político de escolhas, daquilo que vai constituir um acervo que vai ser perene e que vai representar, de alguma forma a História daquela empresa, daquele grupo social e também do Brasil, como é o caso do Arquivo Nacional.

A história do Brasil dá a idéia de uma casa edificada na areia. É só uma pessoa encostar-se na parede, por mais reforçada que pareça, e lá vem abaixo toda a grampiola."

titanic A história do Brasil dá a idéia de uma casa edificada na areia. É só uma pessoa encostar-se na parede, por mais reforçada que pareça, e lá vem abaixo toda a grampiola."

(...) Quem já foi ministro das relações exteriores como eu trabalha numa mesa sobre a qual a um pequeno busto do barão. É como se ele continuasse lá vigiando seus sucessores.Ele enfrentou as questões de fronteiras com habilidade de um advogado e a erudição de um historiador. Ele ganhava nas arbitragens porque de longe o Brasil levava a melhor documentação. Durante o litígio com a Argentina fez com que se localiza-se o mapa de 1749, que mostrava que a documentação adversária estava simplesmente errada.Esse caso foi arbitrado pelo presidente Cleveland dos Estados Unidos e Rio Branco preparou a defesa do Brasil morando em uma pensão em Nova York. Conforme registrou passou quatro anos sem qualquer ida ao teatro ou a divertimento.Vitorioso nas questões de fronteiras tornou-se um herói nacional. Poderia desembarcar entre um Rio, coisa que Nabuco provavelmente faria. O barão ouviu a sentença da arbitragem em Washington e quieto tomou o navio de volta para Liverpool. Preferia viver com seus livros e achava-se um desajeitado para a função de ministro.



"Minha decisão foi baseada nas melhores informações disponíveis. Se existe alguma culpa ou falha ligada a esta tentativa, ela é apenas minha."Confie em mim, que nunca enganei a ninguém e nunca soube desamar a quem uma vez amei.“O homem é o que conhece. E ninguém pode amar aquilo que não conhece. Uma cidade é tanto melhor quanto mais amada e conhecida por seus governantes e pelo povo.” Rafael Greca de Macedo, ex-prefeito de Curitiba


Edmund Way Tealeeditar Moralmente, é tão condenável não querer saber se uma coisa é verdade ou não, desde que ela nos dê prazer, quanto não querer saber como conseguimos o dinheiro, desde que ele esteja na nossa mão.