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Quando foi feita a primeira tradução da Bíblia no Brasil e por quem? abiblia.org/ver.php?id=1571

    22 de fevereiro de 2011, terça-feira
    Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
  
  
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Quando foi feita a primeira tradução da Bíblia no Brasil e por quem? Pergunta enviada por Iara (Salvador), em 16/02/2011 Olá, Iara. Você pergunta pela primeira tradução da Bíblia no Brasil. E a pessoa que a realizou tal trabalho. Talvez a pergunta em tua mente seja quando para o Português foi traduzida a Bíblia das línguas originais, hebraico e grego. Pois olhando a literatura sobre o tema encontramos, a tradução da Bíblia para o latim, a tradução da Bíblia para a língua Alemã, para o Frances etc... Cada uma destas traduções servia para muitos países, assim a Bíblia traduzida para o Alemão serviria a Alemanha, também Áustria, Suíça etc. e a traduzida em Português para Portugal e suas colônias (Brasil, Moçambique, Angola etc.). Mas vou responder a sua pergunta que é pela primeira tradução da Bíblia no Brasil. As outras que surgirem desta poderão ser assunto para outras respostas. O Brasil por ter sido colônia Portuguesa até 1822, não criou iniciativas de porte para ter sua própria Bíblia em Português. Uma porque não existiam tipografias outra por não haver necessidade, pois a Bíblia usada era a chamada Vulgata em Latim, portanto poucos tinham acesso. Primeiras traduções do Texto da vulgata (em Latim) e partes do Novo Testamento No Brasil o caminho das traduções foi lento, os autores utilizaram textos já traduzidos das línguas originais para o Latim, foram parciais, isto é partes da Bíblia e se concentravam no Novo Testamento. Devido à falta de tipografias os textos eram impressos em Portugal.

O Bispo refugiado de Coimbra, Joaquim de Nossa Senhora de Nazaré foi o primeiro a se emprenhar nesta tarefa, traduzindo o Novo Testamento para o Português a partir da Vulgata. Sua publicação se deu em São Luiz no Maranhão em 1847 e o texto completo foi impresso em Portugal no ano de 1875. No ano de 1879 ocorreu outra iniciativa da Sociedade de Literatura Religiosa e Moral que publica uma revisão no Novo Testamento da Bíblia do Almeida. Este trabalho foi realizado por José Manoel Garcia, pelo pastor M. P. B. de Carvalhosa e pelo pastor Alexandre Latimer Blackford. Em 1898 aconteceu a tradução do livro dos Salmos por F. R. dos Santos Saraiva, com o título de Harpa de Israel. Traduções do Novo Testamento: A inicativa de tradução e publicação de um Evangelho de forma harmonica acontece com Duarte Leopoldo e Silva. Um Novo Testamento (Evangelhos e Atos ) com tradução Francesa no ano de 1904, foi realizada pelo Colégio da Imaculada Conceição, Botafogo, Rio de Janeiro. Padres franciscanos de Petropolis no Rio de janeiro iniciam a tradução da Bíblia a partir da Vulgata nos anos 1902 sendo concluída em 1909. Tradução do Novo Testamento do original grego. (Primeira tradução parcial da Biblia dos textos originais.) Em 1909 o padre Santana traduz o Evangelho de Mateus diretamente do texto original grego. Este trabalho é considerado a primeira tradução parcial da Bíblia, em português, dos idiomas originais feita por um padre católico, embora tenha sido apoiado nos texto da Biblia Vulgata. Outras traduções: - O estudioso J. L. Assunção traduz o Novo Testamento a partir da Vulgata em 1917. - No ano de 1923, J. Basílio Pereira traduz o texto do Novo Testamento e os Salmos tendo como referência o texto latino da Vulgata. - No ano de 1930 Huberto Rohden traduz o Novo Testamento que foi publicado pela Cruzada da Boa Imprensa. O Novo Testamento da Nova Versão Internacional é publicado no ano de 1933. O pastor Batista Fridolin Janzen traduz o Novo Testamento em português em 2005 A primeira tradução completa da Bíblia no Brasil. Foram 20 anos de trabalho. Foi uma tradução da Bíblia que não contava somente com teólogos, como H. C. Tucker, William Cabell Brown, Eduardo Carlos Pereira, mas também com eruditos como Ruy Barbosa, José Veríssimo e Virgílio Várzea. Com início em 1902 os dois primeiros evangelhos foram publicados em 1904. O texto dos Evangelhos e o livro dos Atos dos Apóstolos foram publicados em 1906, e o Novo Testamento em forma completa somente em 1910, portanto quase 10 anos depois do início. A Bíblia completa foi publicada em 1917, sendo a tradução bastante literal em relação aos textos originais. As Bíblias impressas no Brasil. (Biblias e editoras andam juntas) - No ano de 1948 aconteceu a primeira impressão de uma Bíblia no Brasil foi a A Almeida Revista e Corrigida - A Editora Paulinas publicou de 1950 até 1990, a Bíblia traduzida da Vulgata Latina pelo padre português Mattos Soares. - Em 1959 é publicada a chamada Bíblia Ave Maria, que é uma tradução dos monges Meredsous em português. Foi traduzida a partir da versão francesa publicada na Bélgica. - Em 1963 aparece a Biblia da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas é uma tradução da Bíblia feita pelos Testemunhas de Jeová. Em 1967, os Batistas publicam a Biblia através da Imprensa Bíblica Brasileira e pela Juerp. - Em 1976 é publicada a Bíblia de Jerusalém, pelas Edições Paulinas. Com tradução e comentários traduzidos da Biblia de Jerusalém em francês e com revisão em 2002. - Em 1982 é publicada a Bíblia Vozes, pela editora Vozes. - Em 1983 é publicada a Bíblia Mensagem de Deus pelas edições Loyola. - Em 1988 é publicada A Bíblia na Linguagem de Hoje. - Em 1990 é publicada a Edição Pastoral. Coordenada pelo teólogo Ivo Storniolo, é uma tradução afinada com a teologia da libertação, sendo voltada para uso dos leigos. - A Bíblia TEB aparece em 1997, sendo uma Tradução Ecumênica da Bíblia trabalho realizado por uma comissão católicos, protestantes e judeus - Em 2001, a CNBB produziu uma tradução da Bíblia com a colaboraçãode sete editoras. - Em 2007 é publicada a Bíblia Almeida Século 21, uma parceria entre a Imprensa Bíblica Brasileira/Juerp, a Editora Hagnos e a Editora Atos.



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EMERSON


22/02/2011
ANO:156
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Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]