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Data: 01/01/2010-
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A Cidade, a Igreja e a Escola: relações de poder entre maçons e presbiterianos em Sorocaba na segunda metade do século XIX Volume I
   

A Cidade, a Igreja e a Escola: relações de poder entre maçons e presbiterianos em Sorocaba na segunda metade do século XIX Volume Iestratégias do casal foi a organização da Escola Americana. Lemos afirma que a escola serviu para sustentar o casal e ajudar a mãe de Antonio Pedro, dona Cândida: Palmira abre escola para crianças e espera freqüência suficiente a uma significativa melhora de rendimentos, pois as despesas não seriam só em casa, necessitam também ajudar Cândida, agora morando em Caldas e sempre pedindo socorro, dada a sua “total falta de recursos”, o que desesperava o filho extremoso. A escola acaba tendo altos e baixos e em certas ocasiões não podem mandar nada à velha desamparada (2005, p. 81).

Lemos, que reveste seu texto de um tom rememorativo e com enfoque familiar, aponta que a iniciativa educacional do casal estava mais atrelada as suas necessidades pessoais, não interpretando como uma estratégia de atuação nos campos religioso e educacional de Sorocaba. Mas o mesmo autor afirma que Palmira tinha boa aceitação da burguesia sorocabana, porque recebeu “educação fora do normal para a época” e morou alguns anos na Inglaterra, onde se aperfeiçoou em piano (Lemos, 2005, p. 79). De fato, podemos perceber isto em uma nota na imprensa sorocabana, registrada por Júlio Ribeiro na ocasião em que a cidade recebeu a visita do conde d’Eu (127): “Às seis horas foi sua alteza para a mesa tendo tido a subida honra de jantar em sua companhia as exmas. Sras. Angelina Adams e Palmira Cerqueira Leite” (Gazeta Comercial, 19 de outubro de 1874). Angelina Correia de Oliveira era esposa do médico Dr. João Henrique Adams128 e filha de Manuel Claudiano de Oliveira, barão de Mogim Mirim (129), e sua mulher Balbina de Toledo.

Palmira circulava no campo social sorocabano e tinha uma posição de destaque no campo educacional da cidade: era uma “pianista exímia, a par da fina educação, era dotada de grandes qualidades afetivas e morais” (Ferreira, 1992, p. 136), e contava com o apoio de parte da imprensa sorocabana em suas atividades educativas na cidade. Em linguagem de Bourdieu: Palmira tem sua inserção no campo social explicada pelo capital cultural que adquiriu ao longo da sua formação acadêmica e cultural.

127 Segundo Aleixo (1999, p. 153), o conde D’Eu visitou a Câmara municipal, o Gabinete de Leitura, o Colégio União Sorocabana , o Hospital de Caridade, a Fábrica de Ferro Ipanema, e a escola noturna da maçonaria.

128 Segundo Aleixo (1999), O Dr. João Henrique Adams, dono de uma fábrica de chapéus, a 1ª de janeiro reuniu todos os pretos. Serviu-lhes lauto jantar e lhes entregou as cartas de liberdade, como já o fizera anteriormente com os escravos Augusto e Eva. Nesse 1º dia de janeiro alforriou Clementino e sua mulher Mathilde, assim como João, Luiz e Carlota. O dr. Adams era genro do Barão de Mogim-Mirim. Pertencia ao quadro da Loja Constância, onde fora regularizado aos 19 de março de 1859, sendo elevado ao grau 18 a 5 de agosto de 1871 (p. 256).

129 Segundo informação oral do pesquisador de geohistória da cidade de Araçoiaba da Serra, Adolfo Frioli, Manuel Claudiano de Oliveira era um tropeiro rico na cidade de Sorocaba, que construiu um sobrado na Rua das Flores para receber a visita do Imperador Dom Pedro II em 1846. Em função desta visita recebeu o título de Barão de Mogim Mirim. A informação foi obtida em entrevista realizada no dia 11/01/2010. Aprofundando a pesquisa sobre Manuel Claudino de Oliveira, consegui informação no livro José Aleixo Irmão. Rafael Tobias de Aguiar: O Homem, o político. Fundação Ubaldino do Amaral, 1992. Neste livro, Aleixo afirma que: era comerciante e um rico tropeiro, que recebeu a visita do Imperador na sua casa (p. 380). [p. 212]




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Cássius Clay é nome de escravo, não o escolhi, não o quero. Sou Muhammad Ali, um nome livre.

Fonte: ERRO!

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