Em 1644, Correia de Sá regressou de Lisboa para o Brasil. Deveria ir primeiro aSalvador, na Bahia, capital do Estado do Brasil, defendê-la em caso de necessidade e seguirpara o Rio de Janeiro, para preparar a expedição a Angola, que seria chefiada por FranciscoSouto Maior, governador interino da capitania. Correia de Sá retornou ao reino como Generalda Frota do Brasil, no comando de 22 navios, entre eles seis galeões construídos no Rio deJaneiro. Tendo aportado a Lisboa em 1645, teve que comprovar ao Conselho Ultramarino oseu bom proceder, uma vez que se afirmara, à época, que ele, ao passar por Salvador, recusaraapoio ao governador-geral António Teles da Silva num plano para atacar o Recife holandês.Em Lisboa, Correia de Sá trabalhou nos planos para a reconquista do Nordeste do Brasil e deAngola, na qualidade de Conselheiro do Conselho Ultramarino.Apesar de entender que se devia levar a guerra aos holandeses em Angola, optouse por celebrar um acordo diplomático para a restituição dos lugares ocupados. Anos antes,Salvador defendera que um acordo desse tipo seria a solução, tendo a ação do Padre AntónioVieira152 e do embaixador Francisco de Sousa Coutinho nos Países Baixos. Diante do poucoprogresso obtido pela diplomacia, uma intervenção militar afigurou-se então como melhoropção tanto no Brasil como em Angola.Correia de Sá partiu de Lisboa, a 24 de Outubro de 1647, com uma pequena esquadra de seis navios e a patente de governador das Capitanias do Sul. Não seriam proclamados os verdadeiros poderes que lhe foram atribuídos nem se declarava que partia para reconquistar Angola. Oficialmente continuava-se a pregar as vantagens de um acordo diplomático.
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