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Autor/fonte: Aventuras na HIstória
William McMaster Murdoch: CONHEÇA A VERDADEIRA HISTÓRIA DO HERÓI DO TITANIC

    14 de abril de 2021, quarta-feira
    Atualizado em 17/12/2025 02:42:32

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Por volta das 10 horas do dia 10 de abril de 1912, o imponente RMS Titanic saiu do porto de Southampton, na Inglaterra, e partiria rumo à cidade de Nova York. Porém, antes disso, ele ainda passou por Cherbourg, na França, e em Queenstown, agora conhecido como Cobh, na Irlanda, como explica W.B Bartlett em "Titanic: 9 Hours to Hell, the Survivors" Story’.

Antes de partir para o oeste do Atlântico, a embarcação já comportava 892 tripulantes e 1.320 passageiros, o que era apenas metade de sua capacidade de passageiros: 2.435, segundo Daniel Allen Butler, autor de ‘Unsinkable: The Full Story of RMS Titanic’. A falta de passageiros se deu por conta da baixa temporada e da interrupção do embarque no Reino Unido, que foi causada por uma greve de mineradores.

Pouco depois, o dia 14 de abril, há exatos 109 anos, ficaria conhecido por um dos naufrágios mais famosos da história. Descrito como “inafundável” pela companhia inglesa White Star Lane, a embarcação acabou colidindo com um iceberg e afundou no oceano.

Com a tragédia, cerca de 700 pessoas sobreviveram e mais de 1.500 morreram, entre elas William McMaster Murdoch, marinheiro britânico conhecido por ter servido como o primeiro oficial do RMS Titanic.

Tradicional família naval

Nascido na pequena Dalbeattie, na Escócia, William McMaster Murdoch veio ao mundo em 28 de fevereiro de 1873 em uma família de tradição naval, como explica o site Dalbeattie Town History.

Para se ter uma ideia de como era a história dos Murdoch com o mar, o sobrenome significa “homem do mar” em gaélico, ou “marinheiro” e “guerreiro do mar” em nórdico, segundo o The Internet Surname Database.

Entretanto, William acabou sendo o único filho de Samuel Murdoch a seguir a carreira marítima, encarando o ramo desde os 15 anos de idade, quando se juntou à tripulação do Charles Cotesworth como aprendiz, onde ficou até 1892.

Sua primeira viagem foi transcontinental, que tinha como destino a cidade de São Francisco, nos EUA. Nos anos seguintes, esteve em diversos países da África, Oceania, Europa e América.

Foi aprovado no exame de primeiro-oficial em março de 1895 e, no ano seguinte, passou no exame de mestre na primeira tentativa, se tornando uma referência em expedições de carga, como explica Sussane Störmer na biografia de William McMaster Murdoch.

Buscando acrescentar ainda mais experiência, serviu como tenente da Reserva Real da Marinha em 1899 até o fim do mesmo ano, quando a maior empresa de navios do mundo, a White Star Line, o contratou. Por lá, ele ficou por 12 anos — até sua morte em 14 de abril de 1912.

O trabalho na empresa não apenas garantiu uma posição de liderança, mas também deu prioridade para a mais ambiciosa missão da companhia em doze anos: o RMS Titanic.

Dentro do Titanic

O funcionário já havia trabalhado no navio-irmão Olympic — outro gigante dos mares — e auxiliou no inquérito que investigou a colisão da embarcação, em setembro de 1911, com o HMS Hawke da Marinha Real Britânica, como explica Störmer.

Por conta de sua experiência, ele se uniu aos velhos colegas de trabalho Charles Lightoller, David Blair e o capitão Edward Smith na viagem inaugural, partindo em 10 de abril de 1912 com sucesso.

Segundo o Undiscovered Scotland, a viagem permaneceu conforme planejada nos quatro dias seguintes, quando, na noite de domingo, 14, Murdoch substituiu Lightoller na ponte de comando, recebendo a informação dos vigias sobre a presença de um iceberg.

Foi o oficial, inclusive, que ordenou o curso da popa, realizando a curva para desviar — sem sucesso. Após a colisão, acompanhou o engenheiro Thomas Andrews para averiguar os danos, sendo um dos primeiros a concluir que a tragédia era eminente, segundo aponta Mark Chirnside em ‘The ‘Olympic’ Class Ships: Olympic, Titanic & Britannic’.

Com isso, se deslocou até o convés, sendo responsável por trabalhar na saída dos botes ímpares junto de outro funcionário.

De acordo com relatos, foi um dos poucos oficiais que entenderam que a prioridade era preferencial, ocupando os botes com homens quando não se completavam com mulheres e crianças, explica Chirnside.

Ao preparar o lançamento do barco desdobrável, Murdoch começou a serrar os fios sob um outro bote prestes a sair, buscando acelerar o processo antes que a água atingisse o convés. Foi a última vez que o funcionário foi visto com vida.

Polêmica cinematográfica

Apesar da trajetória historicamente registrada pelo trabalho e respeito, uma polêmica surtiu efeito após o lançamento do filme Titanic, em 1997. Na obra de James Cameron, William aceita suborno do passageiro Caledon Hockey para compor um dos botes salva-vidas com prioridade além de atirar em um passageiro que tentava invadir um dos barcos sem respeitar a prioridade — colocando o personagem como corrupto e impiedoso, como aponta o Observatório do Cinema.

O estopim foi o suicídio do oficial, que no filme é relatado com um disparo de revólver contra a cabeça. Segundo a ABC, as suposições do roteiro foram duramente contestadas por familiares de Murdoch e por membros da Titanic Foundation, que decidiram intimar o autor.

"Ele morreu enquanto pulava em um dos botes salva-vidas onde cordas estavam presas. Ele rasgou as cordas com uma faca, mas com o peso do barco cheio de gente recebeu um forte golpe na cabeça que o matou de imediato", disse José Ferreiro, diretor da fundação, em entrevista ao canal americano ABC.

Mesmo sem a certeza das versões, o então vice-presidente da 20th Century Fox se encontrou com o sobrinho do primeiro-oficial no ano seguinte ao lançamento do filme, dando £ 5 mil para compensar a angústia causada, além de formalizar um pedido de desculpar para a cidade natal do ex-tripulante, visto como ídolo até os dias atuais.



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Data: 01/01/2000
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14/04/2021
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Sobre o Brasilbook.com.br

Freqüentemente acreditamos piamente que pensamos com nossa própria cabeça, quando isso é praticamente impossível. As corrêntes culturais são tantas e o poder delas tão imenso, que você geralmente está repetindo alguma coisa que você ouviu, só que você não lembra onde ouviu, então você pensa que essa ideia é sua.

A famosa frase sobre Titanic, “Nem Deus pode afundar esse navio”, atribuída ao capitão do transatlântico, é amplamente conhecida e frequentemente associada ao tripulante e a história de criação, no entanto, muitos podem se surpreender ao saber que essa citação nunca existiu. Diversos historiadores e especialistas afirmam que essa declaração é apenas uma lenda que surgiu ao longo do tempo, carecendo de evidências concretas para comprová-la. [29787]

Existem inúmeras correntes de poder atuando sobre nós. O exercício de inteligência exige perfurar essa camada do poder para você entender quais os poderes que se exercem sobre você, e como você "deslizar" no meio deles.

Isso se torna difícil porque, apesar de disponível, as pessoas, em geral, não meditam sobre a origem das suas ideias, elas absorvem do meio cultural, e conforme tem um sentimento de concordância e discordância, absorvem ou jogam fora.

meditam sobre a origem das suas ideias, elas absorvem do meio cultural, e conforme tem um sentimento de concordância e discordância, absorvem ou jogam fora.Mas quando você pergunta "qual é a origem dessa ideia? De onde você tirou essa sua ideia?" Em 99% dos casos pessoas respondem justificando a ideia, argumentando em favor da ideia.Aí eu digo assim "mas eu não procurei, não perguntei o fundamento, não perguntei a razão, eu perguntei a origem." E a origem já as pessoas não sabem. E se você não sabe a origem das suas ideias, você não sabe qual o poder que se exerceu sobre você e colocou essas idéias dentro de você.

Então esse rastreamento, quase que biográfico dos seus pensamentos, se tornaum elemento fundamental da formação da consciência.


Desde 17 de agosto de 2017 o site BrasilBook se dedicado em registrar e organizar eventos históricos e informações relevantes referentes ao Brasil, apresentando-as de forma robusta, num formato leve, dinâmico, ampliando o panorama do Brasil ao longo do tempo.

Até o momento a base de dados possui 30.439 registros atualizados frequentemente, sendo um repositório confiável de fatos, datas, nomes, cidades e temas culturais e sociais, funcionando como um calendário histórico escolar ou de pesquisa.

Fernando Henrique Cardoso recupera a memória das mais influentes personalidades da história do país.

Uma das principais obras do barão chama-se "Efemérides Brasileiras". Foi publicada parcialmente em 1891 e mostra o serviço de um artesão. Ele colecionou os acontecimentos de cada dia da nossa história e enquanto viveu atualizou o manuscrito. Vejamos o que aconteceu no dia 8 de julho. Diz ele:
1. Em 1691 o padre Samuel Fritz, missionário da província castelhana dos Omáguas, regressa a sua missão, depois de uma detenção de 22 meses na cidade de Belém do Pará (ver 11 de setembro de 1689).
2. Em 1706 o rei de Portugal mandou fechar uma tipografia que funcionava no Recife.
3. Em 1785 nasceu o pai do Duque de Caxias.
4. Em 1827 um tenente repeliu um ataque argentino na Ilha de São Sebastião.
5. Em 1869 o general Portinho obriga os paraguaios a abandonar o Piraporaru e atravessa esse rio.
6. Em 1875 falece no Rio Grande do Sul o doutor Manuel Pereira da Silva Ubatuba, a quem se deve a preparação do extractum carnis, que se tornou um dos primeiros artigos de exportação daquela parte do Brasil.

Ainda bem que o barão estava morto em 2014 julho que a Alemanha fez seus 7 a 1 contra o Brasil.

Ou seja, “história” serve tanto para fatos reais quanto para narrativas inventadas, dependendo do contexto.

A famosa frase sobre Titanic, “Nem Deus pode afundar esse navio”, atribuída ao capitão do transatlântico, é amplamente conhecida e frequentemente associada ao tripulante e a história de criação.No entanto, muitos podem se surpreender ao saber que essa citação nunca existiu. Diversos historiadores e especialistas afirmam que essa declaração é apenas uma lenda que surgiu ao longo do tempo, carecendo de evidências concretas para comprová-la.Apesar de ser um elemento icônico da história do Titanic, não existem registros oficiais ou documentados de que alguém tenha proferido essa frase durante a viagem fatídica do navio.Essa afirmação não aparece nos relatos dos passageiros, nas transcrições das comunicações oficiais ou nos depoimentos dos sobreviventes.

Para entender a História é necessário entender a origem das idéias a impactaram. A influência, ou impacto, de uma ideia está mais relacionada a estrutura profunda em que a foi gerada, do que com seu sentido explícito. A estrutura geralmente está além das intenções do autor (...) As vezes tomando um caminho totalmente imprevisto pelo autor.O efeito das idéias, que geralmente é incontestável, não e a História. Basta uma pequena imprecisão na estrutura ou erro na ideia para alterar o resultado esperado. O impacto das idéias na História não acompanha a História registrada, aquela que é passada de um para outro”.Salomão Jovino da Silva O que nós entendemos por História não é o que aconteceu, mas é o que os historiadores selecionaram e deram a conhecer na forma de livros.

Aluf Alba, arquivista:...Porque o documento, ele começa a ser memória já no seu nascimento, e os documentos que chegam no Arquivo Nacional fazem parte de um processo, político e técnico de escolhas. O que vai virar arquivo histórico, na verdade é um processo político de escolhas, daquilo que vai constituir um acervo que vai ser perene e que vai representar, de alguma forma a História daquela empresa, daquele grupo social e também do Brasil, como é o caso do Arquivo Nacional.

A história do Brasil dá a idéia de uma casa edificada na areia. É só uma pessoa encostar-se na parede, por mais reforçada que pareça, e lá vem abaixo toda a grampiola."

titanic A história do Brasil dá a idéia de uma casa edificada na areia. É só uma pessoa encostar-se na parede, por mais reforçada que pareça, e lá vem abaixo toda a grampiola."

(...) Quem já foi ministro das relações exteriores como eu trabalha numa mesa sobre a qual a um pequeno busto do barão. É como se ele continuasse lá vigiando seus sucessores.Ele enfrentou as questões de fronteiras com habilidade de um advogado e a erudição de um historiador. Ele ganhava nas arbitragens porque de longe o Brasil levava a melhor documentação. Durante o litígio com a Argentina fez com que se localiza-se o mapa de 1749, que mostrava que a documentação adversária estava simplesmente errada.Esse caso foi arbitrado pelo presidente Cleveland dos Estados Unidos e Rio Branco preparou a defesa do Brasil morando em uma pensão em Nova York. Conforme registrou passou quatro anos sem qualquer ida ao teatro ou a divertimento.Vitorioso nas questões de fronteiras tornou-se um herói nacional. Poderia desembarcar entre um Rio, coisa que Nabuco provavelmente faria. O barão ouviu a sentença da arbitragem em Washington e quieto tomou o navio de volta para Liverpool. Preferia viver com seus livros e achava-se um desajeitado para a função de ministro.



"Minha decisão foi baseada nas melhores informações disponíveis. Se existe alguma culpa ou falha ligada a esta tentativa, ela é apenas minha."Confie em mim, que nunca enganei a ninguém e nunca soube desamar a quem uma vez amei.“O homem é o que conhece. E ninguém pode amar aquilo que não conhece. Uma cidade é tanto melhor quanto mais amada e conhecida por seus governantes e pelo povo.” Rafael Greca de Macedo, ex-prefeito de Curitiba


Edmund Way Tealeeditar Moralmente, é tão condenável não querer saber se uma coisa é verdade ou não, desde que ela nos dê prazer, quanto não querer saber como conseguimos o dinheiro, desde que ele esteja na nossa mão.