Antônio Rodrigues de Arzão (? — 1730) foi um bandeirante paulista nascido em Taubaté, filho do capitão Manuel Rodrigues Arzão (morto em 1700) e de Maria Afonso ou Afonso de Azevedo; bisneto paterno de Cornélio de Arzão e de Elvira Rodrigues; bisneto materno de João Peres Calhamares e de Margarida Fernandes. Teve dois tios igualmente importantes sertanistas.[1]Era o cabo de bandeira escravagista que teria, em 1693 (a data se ignora, especula-se que foi a partir de 1690) achado ouro na casa da Casca, assim chamada, não deu importância ao achado, pois nunca cogitou em pedir ao rei qualquer proveito. Sertanista dos antigos, penetrou o sertão à cata de esmeraldas, em demanda do Itaverava com mais ou menos 50 homens entre os quais se achava seu cunhado José Gonçalves de Carvalho, casado com Catarina de Camargo, filha de Fernando Ortiz de Camargo o Moço. Assim chegou aos sertões da Casca ou distrito do Cuieté (ou Caeté, "mato bravo") a cinco léguas do rio Doce- e, guiado por uma índia, descobriu cascalhos de ouro - ou, dizem, teria achado no córrego onde lavavam os pratos.No Itaverava, tivera as mesmas dúvidas que Vicente Lopes, decidindo prosseguir - e foi ter à serra do Guarapiranga, de onde pela manhã avistou os pincaros agudos da serra dos Arrepiados por efeito da luz parecendo mais próximos; descendo nessa direção encontrou o rio Piranga, em seu melhor braço, aurífero, e índios da nação puri que lhe falaram de um manacial melhor, o do rio Casca, originario da cordilheira. No ramo superior desta, chamado hoje serra do Brigadeiro, havia o pico chamado Pedra Menina que tem parecença com o Itacolumi, por isso se enganou. Sua comitiva teria morrido de febres, os índios não o quiseram acompanhar,ou temendo os conquistadores no vale do Sipotaua (Xopotó, "cipó amarelo") e só queriam aceitar segui-lo para o Espírito Santo, muito mais perto do que Taubaté.E assim foi. No Casca, o sertanista enchera os alforges destes ouros, do que ofereceu três oitavas ao Capitão-Mor regente João Velasco de Molina, que delas fez três moedas) e à câmara de Vitória, onde chegou descendo o rio Doce. As oitavas apresentadas foram as primeiras de que se acha relação dos registros de São Paulo. Com o fracasso da bandeira, teria desertado Duarte Nunes, o descobridor do ouro preto? O fato é que voltou ao Rio e Santos e de lá a São Paulo.Diz Silva Leme em sua «Genealogia
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