O DESCOBRIMENTO DO BRASIL ATRAVÉS DOS TEXTOS. (Edições críticas I. — A "CARTA" DE PERO VAZ DE CAMINHA. 3. MANUSCRITO, EDIÇÕES E TRADUÇÕES O manuscrito da "Carta" de Pero Vaz de Caminha perma-neceu ignorado durante quase três séculos, e só foi impresso mais de três séculos após a sua redacção. Em 1766, José Seabra da Silva (1) foi nomeado Guarda-mor da Tôrre do Tombo (2) . Ali encontrou o manuscrito da céle-bre "Carta", sendo o primeiro a tomar consciência da sua im-portância, o que o levou a encarregar o escrivão às suas ordens na Tôrre do Tombo, Eusébio Manuel da Silva, a fazer dêle uma cópia, datada de 19 de fevereiro de 1773 (3) .
José Seabra da Silva foi, sucessivamente, fiscal da Companhia do Grão-Pará e Maranhão, procurador Geral da Corôa, desembargador do Pata ministro de Estado adjunto do Marquês de Pombal, colaborador da Dedu-ção Cronológica, degredado em Angola, com passagem pela Baía da Guanabara e a ilha das Cobras, ministro do Reino, membro honorário da Academia das Ciências de Lisboa, fundador da Biblioteca Pública, hoje Nacional de Lisboa, além de Guarda-mor da Tôrre do Tombo (Ver Jaime Cortesão: A Carta de Pero Vaz de Caminha, Rio de Janeiro, 1943, págs. 32-34).