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Top 10 mitos comuns sobre o judaísmo - top10mais.org

    28 de abril de 2017, sexta-feira
    Atualizado em 15/11/2025 16:35:52



O judaísmo é uma das religiões praticadas mais antigas do mundo, e delas surgiram as 2 maiores religiões do planeta, o islamismo e o cristianismo. Apesar de sua rica história, muitas pessoas não entendem completamente a fé judaica.

Devido a isso, muitos mitos têm surgido ao longo dos séculos sobre judaísmo e seu povo. Nesta seleção estão em destaque os 10 mitos comuns sobre o judaísmo.

10° Os judeus não podem ser enterrados em um cemitério judeu se eles têm uma tatuagem

O equívoco de que as tatuagens têm alguma rejeição com os ritos funerários surgiu em algum momento no século 20, provavelmente devido a uma política específica que um cemitério particular pode ter apresentado.

As tatuagens se tornaram muito prevalentes na sociedade, que se espalhou para a juventude judaica como qualquer outra comunidade, e todos deles podem ser enterrados em um cemitério judaico.

9° Os judeus não podem comer carne de porco

Comer carne de porco é proibido para judeus que mantêm kosher. Nos Estados Unidos, a maior população de judeus fora de Israel, em torno de apenas 21% dos 5.3 milhões de judeus cumprem. Manter kosher é uma escolha que nem todos os judeus fazem. Até dentro de Israel, apenas em torno de 36% dos judeus seculares mantêm kosher.

8° O Antigo Testamento é a bíblia judaica

Muitas pessoas incorretamente acreditam que o Antigo Testamento da bíblia cristã é a bíblia judaica. Na realidade, os judeus seguem os ensinamentos de Talmude e Tanakh, que são compostos do Torá, Nevi’im, e K’tuvim.É verdade que muitos destes livros são encontrados no Antigo Testamento, mas o Antigo Testamento é apenas um composto de partes destes livros como uma fonte textual.

7° Judeus não podem se casar com um não judeu

Os judeus acreditam que Deus ofereceu o Torá a todas as pessoas do mundo, mas que apenas os judeus aceitaram. Como tal, muitos acreditam que um judeu possa apenas se casar com outro judeu.

Isto não é verdade para muitos judeus. Embora grupos altamente conservadores possam se resumir contra a prática, a grande maioria dos judeus está autorizada e pode casar com um não judeu, se eles escolherem assim.

6° Os judeus não acreditam em um Messias

Os cristãos acreditam que Jesus Cristo é o Messias, Salvador, e construíram esta fé em torno Dele e de Seus ensinamentos. Os judeus não acreditam que Jesus foi o Messias, mas certamente acreditam que um Messias está próximo.Os judeus acreditam que o Messias virá da linhagem de Davi, a linha familiar do rei Davi, e governará o povo judeu durante a Idade Messiânica, que tem ainda que chegar. De muitas formas, este é o cisma núcleo que se levantou e levou à criação do cristianismo como uma religião separada.

5° Judeus são muito religiosos

Todos os religiosos têm sua fé. Há aqueles que se enxergam como sendo reformados ou moderadamente religiosos, mas os judeus têm uma grande população do que são chamados judeus seculares.

Estes identificam como judeu etnicamente, ao invés de religiosamente judeu. E 42% dos judeus israelenses se consideram seculares, e este número é mais próximo de 50% nos Estados Unidos. Isto levou ao termo “ateísmo judeu”, para descrever as pessoas que se consideram como judeu, mas não religiosos, ou que não acreditam em Deus.

4° Judeus acreditam em céu e inferno

Os conceitos de céu e inferno cristãos são descritos em grande detalhe em todo o Novo Testamento, mas para judeus, é muito diferente. Os judeus não acreditam em inferno, como descrito pela maioria das religiões.

Alguns acreditam em Gehinnom, onde uma alma é purificada por até 12 meses antes de ser aceita no céu, mas não é um lugar para punição. E muitos judeus não acreditam nem em Gehinnom. O céu é também muito diferente para os judeus. Não há conceito estrutural que possa ser facilmente apontado como outras religiões.

3° Judeus não podem trabalhar no sábado

O sábado que cai entre o pôr do sol na sexta-feira e uma hora antes do pôr do sol no sábado. Durante este momento, um judeu supostamente não pode fazer qualquer “trabalho”, que pode significar uma variedade de coisas.Nem todas as práticas são observadas por todos, e trabalhar no sábado é provavelmente a prática menos seguida para judeus. Nos Estados Unidos, quase 96% de todos os judeus pesquisados indicaram que trabalhavam no sábado.

2° Judeus rejeitam convertidos e são uma comunidade insular

Converter-se ao judaísmo não é uma tarefa fácil. Por causa disso, os judeus parecem ser insulares e muitas vezes rejeitam as pessoas que desejam se juntar a sua fé. Embora seja difícil se tornar um judeu, a opção é aberta a qualquer um que deseja o fazer; e apenas exigirá algum trabalho.

1° Judeus são uma raça separada

As raças humanas são um pouco vagamente definidas, mas muitas pessoas acreditam que os judeus são uma raça separada. No entanto, uma pessoa de qualquer raça pode ser ou se tornar um judeu. Se o judaísmo poderia ser designado como qualquer coisa, poderia ser uma etnia, mas uma pessoa não precisa ser um judeu étnico para se tornar um judeu.



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EMERSON


28/04/2017
ANO:185
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]