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    10 de dezembro de 2018, segunda-feira
    Atualizado em 26/10/2025 03:16:34
  
  


PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 111/2018Dispõe sobre a concessão de Título de CidadãoEmérito ao Ilustríssimo Senhor “Sérgio Coelho deOliveira”.A Câmara Municipal de Sorocaba decreta:Art. 1º Fica concedido o Título de Cidadão Emérito aoIlustríssimo Senhor “Sérgio Coelho de Oliveira”, pelos relevantes serviços prestados aSorocaba.Art. 2º As despesas decorrentes da aprovação deste DecretoLegislativo correrão à conta de verba orçamentária própria.Art. 3º Este Decreto Legislativo entra em vigor na data de suapublicação.S/S., 10 de dezembro de 2.018.Pr. Luis SantosVereadorJUSTIFICATIVA:O homenageado Sr. Sérgio Coelho de Oliveira é sorocabano,jornalista profissional e bacharelado em geografia e história, dedicando-se, também, aoestudo da história regional e do folclore. Vocação, que vem do jornalismo, após anos eanos de reportagem, no jornal “O Estado de S. Paulo”, abordando temas históricos,entre eles a Guerra dos Muckers (série publicada de dezembro de 1973 a janeiro de1974) e O Contestado (série publicada em novembro e dezembro de 1972).Comofolclorista é autor de uma série de reportagens sobre o folclore no Estado de São Paulo(publicada em agosto de 1974) e do livro “OS ESPANTALHOS - usos e crendices dazona rural”, editado em 2000. Anteriormente, em 1984, lançou o livro “A enxada queplantou uma siderúrgica”, em parceria com Vanderlei José Testa. Como historiador tem se dedicado, especialmente, ao tropeirismo,uma das páginas mais brilhantes da história da região de Sorocaba e do Brasil. Figuraentre os autores dos livros “Tropeirismo e Identidade Cultural da Região de Sorocaba(1983), “O Tropeirismo e a Formação do Brasil (1984) e “Bom Jesus e o Tropeirismono Cone Sul” (2000), “Bom Jesus na Rota do Tropeirismo no Cone Sul (2004) e o livro"Linguajar tropeiro", em parceria com o historiador gaúcho, Luiz Antonio Alves, em2012 (primeira edição) e 2016 (segunda edição). Escreveu ainda dezenas de artigos ereportagens sobre o tropeirismo, como “Em defesa da Lagoa do Jundiaquara”, “Criaçãode Burros na Espanha” e em parceria com Geraldo Bonadio, “O tropeirismo e as feirasde Sorocaba”. Foi autor do roteiro histórico da série de reportagem sobre o Caminho dasTropas, reportagem em série da TV Globo Rural, é autor também dos roteiroshistóricos, que acompanham os DVDs do Caminho das Tropas, lançado, recentemente.Por este trabalho, recebeu menção honrosa do Prêmio Rede Globo de Jornalismo 2006.É o autor da reportagem “A CIDADE E O RIO, UMAHISTÓRIA DE 420 ANOS”, publicada pelo “Estadão e comemorativa ao aniversário deSão Paulo, em 1974. A abertura desta reportagem faz parte dos textos selecionados pelolivro didático “LITERATURA & LINGUAGEM” para ensino de segundo grau.Coordenou e fez o texto final da primeira grande série dereportagens sobre o meio ambiente no Brasil, publicada em 1972 pelo jornal “O Estadode S. Paulo”, sob o título “EM BUSCA DO EQUILÍBRIO PERDIDO”. Em agosto de2002, lançou um novo livro, “Os Espanhóis”, onde relata a saga do imigrante espanholno Brasil, destacando a colônia de espanhóis de Sorocaba. É autor de cerca de milreportagens publicadas na imprensa brasileira, principalmente, no jornal “O Estado deS. Paulo”, na revista “Globo Rural” e no jornal Cruzeiro do Sul. É ganhador do Prêmio Esso de Reportagem, categoria equipe, de1975, com a reportagem “Geadas”. Em 1979 foi agraciado com “menção honrosa” doPrêmio Nacional de Folclore “Sílvio Romero”, patrocinado pelo Ministério deEducação e Cultura. É membro do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico deSorocaba. O homenageado recebeu o Prêmio de melhor correspondente deSorocaba junto aos jornais de São Paulo, nos anos de 1967 e 1968. Comoreconhecimento aos trabalhos jornalísticos realizados, recebeu o título de cidadãoitapevense outorgado pela Câmara Municipal de Itapeva em 1971. Pelas mesmas razõesfoi agraciado com a Medalha de Grande Mérito “Chão Nascente do Paranapanema”,outorgado pela Câmara Municipal de Capão Bonito, em 1992.HISTÓRICO Sérgio Coelho de Oliveira nasceu na cidade de Sorocaba, filho deRuy Coelho de Oliveira e de Ana Rita Moraes Coelho.Cursou o primário no GrupoEscolar “Senador Vergueiro”, transferindo-se daí para o Seminário Menor de SãoCarlos Borromeu, onde permaneceu por cerca de 05 (cinco) anos, completando os seusestudos secundários na rede pública estadual.Conseguiu o seu primeiro prêmio literário em 1959, comomonografia sobre a Árvore, concurso patrocinado pela Cia. Utragaz S/A, com o apoioda Sociedade Geográfica Brasileira.Quando jovem deu aulas particulares de português e latim, tendosido o primeiro professor de português do Liceu Pedro II, em 1958. É casado com a profª. Sra. Sônia Maria Pellegrino Coelho, comquem teve os filhos Sérgio Henrique (jornalista), Sílvia Helena (professora de letras),Sônia Regina (psicóloga) e o arquiteto César Augusto (in memoriam). Tem 06 (seis)netos: Pedro Henrique, Gustavo, Luiza, Henrique, Gabriel e Marina.Em 2015, juntamente com um grupo de aficionados dotropeirismo, fundou o Centro de Estudos Históricos Caminhos das Tropas, que entresuas propostas tem a de dar à cidade um museu do tropeiro. Ingressou no jornalismo em 1958 como repórter do jornal FolhaPopular. No ano seguinte militou nos jornais “Última Hora” e “O Tempo”, de SãoPaulo, retornando para Sorocaba em 1960 para trabalhar no Diário de Sorocaba. Nestaocasião, foi repórter credenciado para a cobertura das atividades da Câmara Municipal. Isso aconteceu em 1961 e a credencial foi assinada pelo vereador Vicente Amaral deAzevedo Sampaio, então presidente da Câmara.Em seguida transferiu-se para a Folha de Sorocaba (antiga FolhaPopular) e depois para o Cruzeiro do Sul, onde foi editor-chefe por mais de 10 (dez)anos. Em 1967, foi designado correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo”, emSorocaba, sendo registrado como repórter em 1970. Em 1986 foi contratado pelaEditora Rio Gráfica (mais tarde Editora Globo), respondendo pela edição da coleção delivros “Globo Rural”. Transferiu-se mais tarde para a Revista Globo Rural, comorepórter, onde se aposentou.DATAS:Folha Popular – de 1958 a 1959“Última Hora” e “O Tempo” - de 1959 a 1960Diário de Sorocaba – de 1960 a 1962Folha de Sorocaba – de 1962 a 1966O Estado de S. Paulo” – de 1962 a 1981Cruzeiro do Sul, de 1972 a 1986Editora Globo – de 1986 a 1990Editora Abril – 1991 (Guia Rural)Aposentadoria – 1987A partir de 1987, já aposentado, continuou como repórter freelancer na Revista Globo Rural e posteriormente no Guia Rural, passando a serremunerado como pessoa jurídica – Coelho Comunicações S/C Ltda. ME. Aindadurante esse período trabalhou por dois meses na produção do programa GloboRepórter. Em 1992, lançou o semanário “Gazeta do Além Ponte”, de breveduração (pouco mais de um ano).Mais recentemente, atuou com apresentador de dois programas deTV, "Raízes de Espanha" e "Cenário" em canais de televisão local.CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO- Curso de Introdução ao Jornalismo – Faculdade de Ciências e Letras deSorocaba/1964- Jornalismo empresarial, avaliação da experiência brasileira. Escola de Comunicações eArtes, da Universidade de São Paulo. 1984.- Novas Tecnologias de Comunicação – Sociedade Brasileira de EstudosInterdisciplinares de Comunicação. 1985.- Comunicação empresarial -Associação Brasileira de Jornais e Revistas de Empresa –1984.LIVROSPublicou e participou da elaboração dos seguintes livros:“A Enxada que plantou uma siderúrgica” – 1984 – em parceria com Vanderlei JoséTesta“O tropeiro e a integração geográfica e cultural do Brasil” – 1999 – em parceria comoutros autores.“Os Espantalhos – usos e crendices da zona rural” – 2.000“Os Espanhóis” – 2002 –“Bom Jesus e o Tropeirismo no Cone Sul” - publicado em Porto Alegre, em 2000, emparceria com outros autores.“Bibliografia Sorocabana (coordenação) – 2001“Bom Jesus na Rota do Tropeirismo” – publicado em Porto Alegre, em 2004, emparceria com outros autores."Arigatô", história da colonização japonesa em Sorocaba“Linguajar tropeiro", lançado em Porto Alegre (2003) em parceria com o pesquisadorLuiz Antonio Alves"Baltazar Fernandes, culpado ou inocente?", em 2004"Pannunzio, prefeito do século", em 2005.Em 2015 trabalhou e concluiu a pesquisa histórica para o livro "Paróquia do Bom Jesusdos Aflitos, 90 anos de história", obra ainda inédita.OUTRAS ATIVIDADESA par do trabalho profissional, como jornalista, historiador eescritor, exerceu outras atividades na vida política, social e até esportiva de Sorocaba.Em 1955, por exemplo, serviu o Exército no 2º RO-105, em Itu, até janeiro de 1956,quando deu baixa como cabo de artilharia.Em 1967 foi nomeado oficial de gabinete do então prefeitoArmando Pannunzio em seu primeiro mandato. Nessa mesma ocasião foi promovido aChefe de Gabinete, em substituição ao prof. Ernesto Reis Rodrigues, que nesse anoassumiu a Secretaria de Finanças, substituindo por sua vez o candidato a prefeito JoséCrespo Gonzales. Em 1973, teve outra passagem pela prefeitura, desta vez comocoordenador dos Serviços Comunitários, que seria, hoje, a Secretaria de ServiçosPúblicos. Nesse período, foi responsável pela implantação do Parque Natural deEsportes e do Parque da Biquinha, além de ter iniciado a concretização do HortoFlorestal (Dinorá) e do Parque da Água Vermelha. Esteve à frente dos projetos dosbulevares da região central, mudou para a noite a coleta de lixo no centro e contratou asmargaridas para a limpeza pública.Em 1989 foi indicado para integrar a Comissão de Apoio àUniversidade de Sorocaba.Na área esportiva, festeja como glória ter pertencido à primeiraseleção sorocabana de futebol de salão.Por todo brilhante exemplo de dedicação em sua carreira públicae profissional, hoje através deste título, temos a oportunidade de prestar nossosreconhecimentos e de homenagear “o jornalista Sr. Sérgio Coelho de Oliveira”,acolhendo-o como Cidadão Emérito.Para tanto, conto com a acolhida dos Senhores Vereadores destaCasa.S/S., 10 de dezembro de 2.018.Pr. Luis SantosVereador



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EMERSON


10/12/2018
ANO:225
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]