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Arthur Virmond de Lacerda
Arthur Virmond de Lacerda
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Arthur Virmond de LacerdaA LIÇÃO DE TUPINAMBÁ NUDISTA. Podemos examinar a resposta de tupinambá à luz da nudez dos indígenas: interpretemo-la como se referindo também ao vestuário, sentido em que a suficiência da terra coincidiria com o aprazível do clima, que tornasse desnecessário revestir o corpo humano para resguardar-se da intempérie. É o caso do cálido clima da maior parte do Brasil (exceção feita ao sul), em que os autóctones viviam nus não somente em decorrência de seu estado civilizacional, como também graças à temperatura predominantemente quente. A nudez indígena correspondia-lhes a estado de adaptação do organismo humano ao meio, semelhantemente ao que se verificava e verifica com outros povos de clima quente, cuja indumentária é naturalmente ligeira, a exemplo dos antigos egípcios (amiúde de torso nu), dos gregos da antigüidade (afeitos à nudez total nos jogos, nos ginásios e fora deles), de outros povos, que Ricardo (Richard) Ungewitter, o grande promotor do nudismo na Alemanha, invocou em seus livros celebérrimos no ambiente de língua alemã e ignoradíssimos no Brasil. João Ramalho, famosa personagem da história brasileira do século XVI, foi o primeiro nudista do Brasil: nu vivia (no Brasil) e nu deparou-se-lhe Martim Afonso de Sousa. Na atualidade, o vestuário informal é despojado: bastam camiseta com mangas ou sem elas, calções, chinelos e (como dizem os portugueses), "já está”: mais não é preciso. Abaixo terno, gonilha, paletó, calças, em dias quentes. Nos 35 graus de Cuiabá, nos 40 graus do Rio de Janeiro, onde esteja quente, não há melhor do que andar-se nu em casa, e seria desejável que o etos dos brasileiros houvesse herdado a nudez social, a nudez natural dos silvícolas, sua atitude inocente para com a nudez: não aestigmatizavam, não a associavam com sexualidade, erotismo, desrespeito, vergonha e malícia, associações que nos foram incutidas pelo cristianismo (embora nele próprio haja corrente nudista, recorrente na história várias vezes, e tem por nome adamismo). Lição de tupinambá poderia ser a de que o traje há de corresponder ao clima, o que para nossa geração parece óbvio ou deveria sê-lo; contudo por séculos, o traje deveria corresponder ao pudor, ao velamento: estava o vestuário a serviço da vergonha do corpo e de sua (alegada) indecorosidade, que não do conforto dos vestidos: é a mentalidade constituída com o concílio de Trento (séc. XVI), que se entranhou assaz no espírito dos ocidentais e que a igreja católica incutiu nos brasileiros desde Anchieta e Nóbrega, e que neles insistiu de 1930 ao diante. Tal espírito, porém, não é originalmente cristão, senão pagão, originário dos povos orientais, especificamente dos persas. Ciro criou o traje meda ou persa, que encobria o corpo de todo, para ocultar-lhe os defeitos e enquanto os gregos celebravam o corpo atlético e a beleza das formas, os persas ocultavam seus corpos do pescoço aos pés. Por sua vez, os cristãos dos séculos IV e V inverteram o espírito grego e criaram o espírito cristão, que com a vergonha de ser visto nu e da nudez, erotizaram-na, sexualizaram-na e reprimiram-na. Era tal o poder espiritual do cristianismo, que a nudez social, forma de estar e de viver milenar entre indígenas, asinha foi contrariada e perimiu: um dos primeiros cuidados dos jesuítas foi o de mandar vir panos para cobrir os índios, em nome de valores que não eram os deles, de crenças que não eram as deles, com estigmatização do pinto, da bunda, do clitóris, da vagina, dos peitos, partes que eles encaravam com naturalidade. Sirva-nos a lição que pudera ser a de tupinambá citado por João (Jean) de Léry e que é a dos tupinambás e dos mais silvícolas do Brasil: a vestimenta há de toar com o clima; nada há de errado nem de mal na nudez; vergonha do corpo nu não se justifica. Acrescento: toda praia deve ser de nudez facultativa, e julgo singular que as haja abundantes na Europa, onde não havia tupinambás, e rareiem no Brasil, onde os havia, e os mais indígenas, tudo nu sem malícia nem vergonha de suas nudezes.




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