ANTONIO RUIZ DE MONTOYA - TESTEMUNHA DE SEU TEMPO. Por MARIA ISABEL ARTIGAS DE REBES
2001 Atualizado em 31/10/2025 08:38:03
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Com o impulso de suas virtudes e o estímulo dos superioresdesenvolveu próximo ao Padres Roque González de Santa Cruz, americanocomo ele, e os europeus, Francisco Diaz Taño, Simon Maseta, JoséCataldini entre outros, o projeto de um Cristianismo autêntico, comunitário erecíproco que achou no povo guarani os elementos genuínos paraconcretizar a empresa jesuítica. Registrou os principais eventos do seutempo em um as série extensa e variada de documentos, oficiais e privados,que hoje constituem valiosos testemunhos para a reconstrução e revisãohistoriográfica do sistema colonial Ibero-americano, do trabalhoevangelizador da Companhia de Jesus e das culturas indígenas. O propósito deste trabalho, é compilar o trabalho documental doPadre Antonio Ruiz de Montoya, sistematizá-lo e transcrevê-lo aocastelhano corrente. Isto com o objetivo de levar a cabo uma contribuição àhistória regional cujo conhecimento, análise e uso nos trabalhos históricospermitirão entender e descobrir fundamentos e aspectos necessários denosso passado. Procuramos também, contribuir com a revisão histórica daregião platina, pela importância que ela possui na história da América.Os documentos do Padre Montoya nos permitirão conhecer, além desua obra como missionário, muitos outros elementos que tornam a umhomem do seu tempo, personagem principal da realidade em que atuou, edas pessoas que conheceu, procurou compreender e defendeu.Como referência temporal é importante salientar o ingresso doPadre Montoya na Companhia de Jesus em 12 de dezembro de 1606. Apartir desta data os escritos fazem referência a sua vida, desde o destinomissionário nas recém fundadas reduções de guaranis em 1612, à fundaçãode outras reduções entre 1615 e 1620, suas incursões no Tibagi, Tayaoba eTayatí a partir de 1625; sua relação com caciques e xamãs, assim como ograndioso êxodo de 12.000 indígenas em 1631. [p. 9]
As descrições que realiza do estado das reduções, especificamentequando se refere aos Anjos do Tayaoba, Jesus María e Conceição deGualachos (Doc. Nº5) incluem aspectos geográficos, sociais, costumes etradições que nos transmitem um vivência particular dos eventos, tantoquanto o reconhecimento das regiões para missionar.3.2. Testemunhos: São transcritos neste capítulo os documentos que têm uma forma econteúdo jurídico, para o caráter de declaração de alguns, ou de certificaçãode outros, como também respostas formais aos requerimentos ou abaixoassinados das autoridades espanholas.Notamos como no documento N.º 116, diante da resposta dos índiosno seu idioma7 (e então traduzido pelo próprio P. Montoya) às ReaisProvisões, acompanha a certificação que dá veracidade ao ato, dos Padres:José Cataldini, Cristóbal de Mendoza, Juan Suarez de Toledo, FranciscoDiaz Taño e o próprio Antonio Ruiz de Montoya, dando cada um porseparado, seu testemunho do modo como os índios eram tratados no ervalde Maracayú. O Padre Montoya certifica ter estado presente no "raciocínio" dosíndios, adverte por isto, os excessos dos espanhóis, e busca, desta forma,dar força à petição do Parlamento de Guarani.O documento que certifica a entrada do Padre Montoya para aCompanhia de Jesus, ou a advertência sobre a vinda dos paulistas, ainformação sobre os danos produzidos pelos portugueses, ou sobre aretirada das reduções do Guairá, ou se os índios tinham armas de fogoantes deste fato, todos atestam situações cuja significação era de vital [p. 56]
suelo. Así lo escribe en una cumplida Relación de todos los sucesos de estaMisión en los doce primeros años el Padre Antonio Ruiz, y se guarda originalen el Archivo de esta Provincia.”
5. ESTADO DAS REDUÇÕES DE LOS ANGELES DEL TAYAOBA, JESUS MARÍA E CONCEPCION DE GUALACHOS.
Texto: Autógrafo original em Coleção de Angelis: I-29-1-36. BibliotecaNacional. Rio de Janeiro.Impressão: Manuscritos da Coleçao De Angelis, Jesuitas e Bandeirantes noGuairá T.1 (1549-1640), Introduçao notas e glossario de Jaime Cortesâo.Río de Janeiro, Biblioteca Nacional, Diviâo de obras raras e publicaçôes,1951.Edição: Edita-se o texto que transcreve Jaime Cortesâo, MCA I, comortografia atualizada e notas com explicaçâo de condiçôes velhas.Destinatário: O Provincial da Companhia de Jesus, Padre FranciscoVázquez Trujillo.Data: 1630.Bibliografia: STORNI, Montoya, p.431; CARDOZO I, p.248, N°3.FURLONG, Montoya, pág. 106 n°22.Autores: CORTESÃO, MCA I, 342-351.
TEXTOLA REDUCCION DE LOS ANGELES
“Están en esta reducción los Padres Pedro de Espinosa y el Padre Nicolás Ernacio muy fervorosos obreros de la viña del Señor, los cuales con su gran celo y solicitud han puesto aquella reducción muy buena haciendo nuestra casa e Iglesia muy capaz que con haber en esta reducción tanta gente, toda cabe en ella, trabajando en lo espiritual sin cansarse y en lo temporal de manera que puede competir con las antiguas, tienen ya vacas, cabras y ovejas y se da todo muy bien, es tierra muy fértil y con el cuidado de los Padres dentro de pocos años habrá mucha abundancia de todo, han plantado una buena viña y cañaveral y hecho una buena huerta con que tendrán mucho regalo. El ganado comienza ya a parir con que tienen ya leche y manteca y hacen quesos . Hay ya muy buena multiplicación del ganado de cerdo. Ha, Nuestro Señor probado estos nuevos Cristianos como suele, lo primero con la peste de las viruelas de que murieron muchos, llevando nuestro Señor gran número de infantes acabados de bautizar, hay otros adultos con la misma disposición que por ser esto tan común y haber en otras anuas especificado muchos casos no lo hago en esta, y por la falta de papel, que por esta causa he dejado de referir en particular muchas cosas.
Tradução: Nesta redução estão os Padres Pedro de Espinosa e Padre Nicolás Ernacio, muito fervorosos trabalhadores da vinha do Senhor, que com o seu grande zelo e preocupação tornaram essa redução muito boa, tornando a nossa casa e Igreja muito capazes de ter nesta redução tantas pessoas , cabem todos nele, trabalhando espiritualmente sem se cansar e temporalmente de uma forma que possa competir com os antigos, já têm vacas, cabras e ovelhas e tudo vai muito bem, é uma terra muito fértil e Com o cuidado dos Pais, dentro de alguns anos haverá muita abundância de tudo, plantaram uma boa vinha e um canavial e fizeram um bom pomar com o qual terão muitos presentes. O gado já está começando a parir, já tem leite e manteiga e faz queijo. Já existe uma multiplicação muito boa de gado suíno. Nosso Senhor testou esses novos cristãos como sempre, primeiro com a praga da varíola da qual muitos morreram, Nosso Senhor carregando um grande número de crianças que acabavam de ser batizadas. Há outros adultos com a mesma disposição que, porque isso é tão comum. e há Em outros anuários especifiquei muitos casos, não o faço neste, e por falta de papel, por isso deixei de referir muitas coisas em particular.
Ha tomado lo segundo con estos portugueses que han andado muy cerca de allí, los cuales aunque no cautivaron a nadie de allá, pero oían decir que amenazaban aquella reducción con que han estado y están con gran temor, no tanto por el temor de perder su libertad, cuanto por el temor de la vida por haber visto ellos con sus ojos los cuerpos muertos y hechos pedazos por manos de los Portugueses, y pasar por este río muchos cuerpos muertos que los mismos portugueses habían echado al río, cuando se iban por estar enfermos, y no los podían llevar porque no se les volviesen los que llevaban por amor de sus Padres o conocidos que quedaban y es cosa que suelen hacer estos salteadores.cosas.
Tradução: Ele tomou a segunda com estes portugueses que estiveram muito perto de lá, que embora não tenham cativado ninguém de lá, mas ouviram pessoas dizerem que ameaçaram aquela redução com que estiveram e estão com muito medo, nem tanto pelo medo de perder a liberdade, como pelo medo da vida porque tinham visto com os olhos os cadáveres despedaçados pelas mãos dos portugueses, e muitos cadáveres passaram por este rio que os próprios portugueses lançaram no rio, quando eles estavam saindo para ser doentes, e não podiam levá-los porque aqueles que carregavam por amor dos pais ou conhecidos que ficaram não voltavam para eles e é isso que esses ladrões costumam fazer.
Ha tomado esta gente las cosas de nuestra fe de manera que nos admiramos porque siendo gente tan cruel y guerrera, comedora de carne humana y que tan en el corazón tenían la venganza. Ahora son tan humildes y caritativos y amadores de sus enemigos, que echan de ver bien en ellos los efectos de la gracia. Hechóse esto de ver en el trato y acogida que hacen estos indios a los gualachos. Eran estas dos naciones enemigas mortales matándose y cautivándose perpetuamente de una parte y de otra sinremedio alguno que para esto se pusiese.
Tradução: Essas pessoas assumiram as coisas da nossa fé de uma forma que admiramos porque são pessoas tão cruéis e guerreiras, comedoras de carne humana e que tinham vingança tão profunda em seus corações. Agora eles são tão humildes e caridosos e amantes de seus inimigos que vêem bem neles os efeitos da graça. Isso pode ser percebido no tratamento e acolhimento que esses índios dão aos gualachos. Essas duas nações eram inimigas mortais, matando-se e cativando-se perpetuamente de um lado e do outro, sem que qualquer solução fosse implementada para isso.
Pero ahora después que han recibido el Santo evangelio así estos como aquellos ya no como enemigos capitales, pero como unos muy grandes amigos se tratan todos ellos, viniendo los gualachos al Tayaoba y estos yendo a la tierra y pueblos de los gualachos. Hiciéronse estas amistades ahora año y medio o cerca de dos años.
La ocasión que hubo, fue que yendo el Padre Francisco Diaz [Taño] a llevar el Santo evangelio y dar principio a la reducción de la Concepción fueron en su compañía los indios de esta reducción y aunque en el camino le acometieron los gualachos entendiendo que eran enemigos y les iban a hacer guerra como se hacían pero sabiendo que les llevaban Padre se les hicieron muy amigos, y habiendo yo de venir desde la Concepción a los Angeles traje por guía algunos de estos indios que habían ido con el Padre Francisco Díaz [Taño] para que me trajesen por los pueblos de los gualachos que estaban más cercanos a los de los Angeles, pero no les hallamos en sus pueblos por estar comiendo piñones , y así pasó‚ de largo, pero ellos vieron el rastro y sabiendo Que éramos nosotros nos fueron a alcanzar para hablarnos, pero no nos alcanzaron, y habiendo ido unos indios de los Angeles en esta ocasión a buscar yerba los encontraron y hablaron dándose sus donecillos de una parte y de otra en señal de amor y paz y con ellos se vinieron algunos a los Angeles y les regalaron mucho y después vinieron muchos más.
TRADUÇÃO: A ocasião que existiu foi que quando o Padre Francisco Diaz foi trazer o Santo Evangelho e iniciar a redução de Concepción, os índios desta redução estavam em sua companhia e embora no caminho os gualachos o atacassem, entendendo que eram inimigos e eles iam fazer guerra contra eles como fizeram, mas sabendo que papai os estava levando, eles se tornaram muito amigáveis com eles, e tendo vindo de Concepción para Los Angeles, eu trouxe como guia alguns desses índios que tinham ido com Padre Francisco Díaz [Taño] para que eu Eles vieram para as cidades dos Gualachos que eram mais próximas das de Los Angeles, mas não os encontramos em suas cidades porque estavam comendo pinhão, e assim passou, mas eles viram a trilha e sabiam que éramos nós eles foram nos alcançar para falar conosco, mas não conseguiram nos encontrar, e alguns índios de Los Angeles tendo ido nessa ocasião procurar grama, eles os encontraram e conversaram, dando seus presentes de um lado para o outro. o outro como sinal de amor e paz, e alguns deles vieram para Los Angeles com eles. Eles deram muito a eles e depois vieram muitos mais.
Y corrió la fama del amor con que les trataban que luego se mudaron los gualachos del lugar donde solían estar haciendo sus casas y pueblo junto a los yerbales del Tayaoba y pidieron que viniese un Padre a verles y bautizar los niños, y así avisándome el Padre Pedro de Espinosa le dije fuese a verlos, y así fue y viendo la instancia que le hacían para que les bautizase los niños, los bautizó y aunque pareció había sido mucha prisa pero nuestro Señor tenía ya escogidos aquellos niños para el cielo, porque de todos aquellos que el Padre bautizó han quedado muy pocos de una enfermedad que les dio de que murieron, y hubiera muerto sin bautismo, porque el Padre se volvió luego a los Angeles después de haberle hablado y regalado, desde entonces no cesan de ir al Tayaoba muy a menudo, ni los de los Angeles cesan de usar con ellos de muy grandecaridad.
Este afecto y estima de las cosas de nuestra fe se echó mucho de ver en el mismo Tayaoba, el cual desde el día que le bauticé que fue una noche en un aprieto de que venían los enemigos a dar sobre nosotros, y él con instancia me pidió el bautismo diciendo que querían morir cristianos defendiéndome y así le bauticé a él y a su hijo Pablo Tayaoba, y desde entonces el buen Tayaoba nunca dejó de oír misa todos los días así en días de fiesta como entre semana. Yéndose a trabajar acabado de oír misa y volviéndose a la noche al pueblo para oírla el día siguiente, y viniendo conmigo a estas reducciones antiguas para ver al gobernador, oía todas las misas que se decían de rodillas que causaba mucha devoción, y volviéndose a su tierra cayó enfermo en la reducción de San Javier y agravándose la enfermedad de que murió se dispuso muy bien para morir dejando grandes prendas de su salvación, y este afecto y devoción han heredado sus hijos y todo aquel pueblo.
Tradução: Esse carinho e estima pelas coisas da nossa fé ficou muito evidente no próprio Tayaoba, que desde o dia em que o batizei, que foi uma noite numa situação em que os inimigos vinham nos atacar, e ele pediu com urgência o batismo dizendo que eles queriam morrer cristãos me defendendo e então batizei ele e seu filho Pablo Tayaoba, e a partir daí o bom Tayaoba nunca mais deixou de ouvir missa todos os dias, tanto nos feriados como entre semana. Indo para o trabalho depois de ouvir a missa e voltando à noite para a cidade para ouvi-la no dia seguinte, e vindo comigo nessas antigas reduções para ver o governador, ele ouviu todas as missas que foram rezadas de joelhos o que causou muita devoção, e ao retornar à sua Terra adoeceu na redução de San Javier e, à medida que a doença da qual faleceu se agravou, preparou-se muito bem para morrer, deixando grandes sinais de sua salvação, e esse carinho e devoção foram herdados por seus filhos e toda aquela cidade.
Tiene esta reducción más de mil setecientos indios, aunque a los Padresles parece que tiene dos mil, por la mucha gente que le ha entrado despuésde que se hizo la matrícula en que se hallaba de la primera vez que sematricularon 2.400, y tener experiencia de que nunca se descubren todos dela primera vez. Tiene ya quinientos indios cristianos y casados. Los demásse van catequizando y casando. Del río arriba va entrando cada día muchagente. Los últimos que vinieron llegaron ahora cuando yo venía y mecontaron una cosa notable, y es que ellos no querían reducirse sino estarseen sus pueblos por causa de dos ídolos que tienen allá semejantes a losque quemamos en la EncarnaciónErro! Indicador não definido. peroNuestro Señor ha tenido misericordia de ellos y dignado llamarlos con unacosa notable, que dicen todos que las todas se les han vuelto amargas desuerte que les mata las batatas, zapallos y raíces de las chácaras hasta losfrisoles y maíz se les han vuelto amargas y viendo esto, reconociendo erapor castigo de su rebeldía se van viniendo y dicen que detrás vienen yamuchos y vendrán todos."
LA REDUCCION DE JESUS MARIA "Esta reducción aunque los Portugueses se llevaron toda la gente quehabía reducido el Padre Simón Maseta como hemos dicho arriba. Pero conla vuelta de Guiraberá y con la mudanza que Nuestro Señor ha hecho en él,que siendo tan contrario nuestro y de la fe, antes predicando contranosotros, viendo lo que el Padre Simón [Maseta] había hecho con él y habíapadecido por causa de los indios, ahora es predicador de nuestras cosas,alabándonos, diciendo que somos sus Padres verdaderos, y el que tenía pordios y que lo que nosotros hacíamos era por su orden y mandato, ahora [p. 79, 80, 81]
nombre de su cacique. Detúveme en él dos meses, así para instruirlos en lafe como para informarme de los usos, o abusos de las costumbres y fueros yotras cosas particulares de la nación, y darles desde allí algunas noticiasprecisas del fin de mi venida. La llave o puerta de toda la provincia era un pueblo distante una jornada.Envié a sus moradores algunos donecillos de anzuelos, cuchillos, cuentas yotras brujerías que ellos estiman más que piedras preciosas, conquevinieron algunos a visitarme. Recibieron con todo agrado y díjeles cómodeseaba entrar en su tierra a anunciarles la eterna salud. Aseguráronme quehallaría franca la entrada y que sería muy bien recibido. Con esto partí por elrío en canoas. Llegué a su lugar con sol. Dieron aquel día muestras de recibirme congusto y fueron fingidas, porque avisados los vecinos de la comarca de millegada, toda aquella noche fue bajando gente armada de todas las sierrascircunvecinas con ánimo de degollarme, y hacerme de mis carnes banquete,como también de las de otros quince indios que iban en mi compañía. Como después supe, deseaban probar a lo que sabían las de lossacerdotes cristianos, porque sus hechiceros les habían persuadido queeran más sabrosas que las demás. Pasé desvelado aquella nochepreparándome para todo lo que podía suceder. Apenas rompió el día cuando entró en mi choza un grande hechicero, yhallándome de rodillas en oración, sentóse con mucho silencio; yo proseguípor buen rato, pidiendo a Nuestro Señor alumbrase aquella gente ciega,para que saliendo de los errores se convirtiese a su fe. Levantéme y hallé que con el primero se habían juntado otros ochocaciques tan hechiceros como él, y habiéndolos saludado con amorosas ycorteses palabras les signifiqué como sólo el deseo de su bien me habíatraído a sus tierras, no en busca de oro y plata, que bien sabía no lo tenían,sino de sus almas para traerlas al conocimiento de su criador y de su hijo yRedentor de los hombres Jesucristo, que había bajado del cielo y tomadocarne humana en las entrañas de una Virgen para librarnos del cautiverio deSatanás y de las penas del infierno; y llegando a tratar de la eternidad deestas con que en él son castigados los malos, uno de ellos me atajó laplática, diciendo a voces: -Este hombre miente. Lo mismo repitieron los otros ocho, y salieron corriendo a buscar susarmas, que por no causar recelo las habían dejado escondidas, y en guardade ellas otra mucha gente que quedaba emboscada en un monte vecino. Quedé consolado de haber anunciado a aquellos bárbaros el Evangelio ysin moverme del puesto en que estaba me resolví de esperarlos,arrojándome en los brazos de la Providencia divina. Uno de los indios que me acompañaban entró en mi choza rogándomesaliese de ella y nos fuésemos de allí porque sin duda nos armaban algunatraición. No hice movimiento. Entró segunda y tercera vez y echándome los brazos al cuello, me dijo: -Padre mío, vámonos, por amor de Dios, que a tí y a nosotros nos han dehacer pedazos. [p. 115]
SEGUNDA CARTA ANUA DEL PADRE PROVINCIAL NICOLAS MASTRILLI DURAN EN LA QUE SE RELACIONA LO ACAECIDO EN LA PROVINCIA EN LOS AÑOS 1.626-1.627.
“Albricias pido a V.R., mi Padre Provincial, por dos cosas: la una, por la victoria que Nuestro Señor nos ha dado en esta tierra del Tayaova (de ésta hablaremos después) la otra, porque los camperos, a quienes V.R. deseó enviar aquel muchacho, desean tener padres y nos han mandado llamar, tendremos muy buena mies. Dos causas han tenido para desearnos: la una, que los Tupis, (nación de las tierras del Brasil) de cuya ferocidad escribe en nuestras historias el padre [Nicolás] Orlandino que dieron muerte a casi doscientos indios que iban del Paraguay en busca del padre [Manuel] Nóbrega para hacerse cristianos. Dieron en un pueblecillo de estos camperos y cogieron algunos. Súpolo el padre Cristóbal [de Mendoza] y fue al rancho de los Tupis, donde habían dejado su atillo78, all¡ los estuve esperando con su gente y el capitán Pindoviyú. Los Tupis, bien descuidados del caso, entraron muy contentos con la presa, pero, el padre los cogió, ató a todos y dejó libres alos camperos que llevaban presos los Tupis.
Quitóles sus hachas, arcos, flechas y demás cosas y las repartió a sus soldados.Llevó a los camperos al pueblo de la Encarnación y a los Tupis amenazó que otra vez les daría un gran castigo si no se abstenían de semejantes atrevimientos, con que los despidió. A los camperos, después de haberlos regalado algunos días en el pueblo, los envió a sus tierras con la promesa que hicieron de volver para reducirse con sus mujeres e hijos, como al fin lo hicieron con toda su gente. Tres ellos vini eron mensajeros enviados de diez caciques de los más nombrados entre los camperos, con quienes pedían fuesen padres a sus tierras, movidos del buen ejemplo del cacique don Nicolás Tayaova (que es la segunda causa que les movió a reducirse) que, como fue famoso siendo malo, lo es también ahora en ser bueno.
Con esto me ha visto muy falto de sujetos y ha sido fuerza llamar dos padres del Paraná: el padre José Domenech y el padre Pedro de Molas. Dejando a éste en San Francisco Javier, sacar de allí al padre Francisco Díaz [Taño], que envié los camperos con orden de que remita todos los que pudiera a la reducción de la Encarnación hasta que tenga ochocientas familias y luego, fundar allí nueva reducción que ser dedicada al glorioso San Pedro conforme a lo que V.R. me ha significado ser de su gusto.”
53. CARTA AO PROVINCIAL PADRE NICOLÁS MASTRILLI DURAN. [p. 190]
1613 CARTA AL PROVINCIAL PADRE DIEGO DE TORRES BOLLO. 6 de Agosto 1613. LOZANO 2, p.623. (47)1613 REFERENCIA DE UNA CARTA AL PROVINCIAL PADRE DIEGO DE TORRES BOLLO. 8 de Agosto de 1613. LOZANO 2, p.400. (48)1614 REFERENCIA DE UNA CARTA AL PROVINCIAL PADRE DIEGO DE TORRES BOLLO. C¢rdoba, 8 de Abril de 1614. LEONHARDT, CA I, p.339; CORTESÃO MCA 1, pp.243-244. (49)1614 REFERENCIA DE UNA CARTA AL PROVINCIAL PADRE DIEGO DE TORRES BOLLO. Asunción, 20 de Mayo de 1614. LOZANO 2, p.727.(50)1614 VISITA DE UN ECLESIASTICO. (Referencia).1614. LOZANO 2, 734. (2)1615 REFERENCIA DE UNA CARTA DEL PADRE ANTONIO RUIZ DE MONTOYA EN LA CARTA ANUA DEL PROVINCIAL PADRE DIEGO DE TORRES BOLLO. 12 de Junio de 1615. LEONHARDT, CA I, pp. 452-454. (51)1615 CARTA AL PROVINCIAL PADRE PEDRO DE OÑATE. 1615(?). LEONHARDT CA 2, p. 97. (52)* Notamos em ( ) o número con o qual o documento e apresentado no trabalho.1616 CARTA AL PROVINCIAL PADRE PEDRO DE OÑATE. Reducción de Loreto 9 de Octubre de [1616]. LEONHARDT, CA II, p.156. (53)1620 CARTA AL PROVINCIAL PADRE PEDRO DE OÑATE. Córdoba, 17 de Febrero de 1620. LEONHARDT, CA II, p.206. (54)1620 CARTA AL PROVINCIAL PADRE PEDRO DE OÑATE. Córdoba, 17 de Febrero de 1620. LEONHARDT CA II, p.207-208. (55)1622(?) LOS SUCESOS DEL GUAIRA (1610-1622). (Referencia). 1622 (?).LOZANO 2, 358. (4)1622(?) DEDICACION DEL TEMPLO DE NUESTRA SEÑORA DE LORETO. 1622 (?). JARQUE 1, pp.313-315. (8)1622(?) SOBRE EL CASO DE UNA APARICION. 1622 (?). JARQUE 1, pp.315-316. (9)1626 REFERENCIA DE CARTAS AL PROVINCIAL PADRE NICOLAS MASTRILLI DURAN. Córdoba 12 de Noviembre de 1626. LEONHARDT CA II, pp. 300; 317. (56)1626 CARTA AL PROVINCIAL PADRE NICOLAS MASTRILLI DURAN. Córdoba 12 de Noviembre de 1626. LEONHARDT CA II, p. 67. (57)1626 CARTA AL PROVINCIAL PADRE NICOLAS MASTRILLI DURAN. Córdoba 12 de Noviembre de 1626. LEONHARDT CA 2, 68. 322-323. (58)1617(?)AVISO SOBRE LA LLEGADA DE LOS NATURALES CAPITANEADOS POR LOS HECHICEROS.FUNDACION DE LA REDUCCION DE SAN FRANCISCO XAVIER. 1627 (?). JARQUE 2, pp.67-71. (10)1627(?) DIFICULTADES PLANTEADAS DURANTE EL SUEÑO. 1627?. JARQUE 2, pp.72-73. (11)
1627(?) PRIMERA JORNADA TRAGICA PARA LA CONVERSION DEL CACIQUE TAYAOBA. 1627 (?). JARQUE 2, pp.77-87. (12)
1628(?) SOBRE LAS HUELLAS DEL GLORIOSO APOSTOL SANTO TOMAS. 1628 JARQUE 2, pp.93-94. (13)1628(?) INFORMACION SOBRE LA REFRIEGA CON LOS MAMELUCOS. JARQUE 3, pp.47-52. (14)1628(?) DIFICULTADES DEL P. ANTONIO RUIZ DE MONTOYA Y EL P. CRISTOBAL DE MENDOZA, CON LOS HECHICEROS. 1628 (?). JARQUE 3, 77-82. (15)1628 CARTA AL PROVINCIAL PADRE NICOLAS MASTRILLI DURAN. Córdoba, 12 de Noviembre de 1628. LEONHARDT CA 2, pp.324-328. (59)1628 CARTA AL PROVINCIAL PADRE NICOLAS MASTRILLI DURAN. Córdoba, 12 de Noviembre de 1628. LEONHARDT CA 2, pp.330-335. (60)1628 CARTA AL PROVINCIAL PADRE NICOLAS MASTRILLI DURAN. Córdoba, 12 de Noviembre de 1628. LEONHARDT CA 2, pp.335-336. (61)1628 CARTA AL PROVINCIAL PADRE NICOLAS MASTRILLI DURAN. Córdoba, 12 de Noviembre de 1628. LEONHARDT CA 2, pp.338-339. (62)1628 CARTA AL PROVINCIAL PADRE NICOLAS MASTRILLI DURAN. Córdoba 12 de Noviembre de 1628. LEONHARDT CA 2, pp.340-345. (63) [p. 356, 357]
Texto: Original no Arquivo Geral da Companhia de Jesus, Roma. Paraq. 231v-32.Impressão: O documento é inédito, só é conhecido graças a referênciasdos autores que comentam.Edição: Edita-se o texto transcrito pelo P. Storni com ortografia atualizada.Destinatário: O Padre Antônio Ruiz de Montoya.Data: Roma, 15 de janeiro de 1625.Bibliografia: Storni, Montoya, nº21 de p.429.TEXTO "De particular consuelo y edificación me ha sido la de V.R. de 20 deseptiembre de 1622, en que me da cuenta de los fervorosos deseos queNuestro Señor le de emplearse siempre en ayudar a la salvación de losindios y me pie que se los cumpla, encargado al P. Provincial que le ocupesiempre en este ministerio, que es de tanta gloria de Nuestro Señor. Ahorase lo escribo y encomiendo que coopere y ayude en cuanto pudiere al santocelo que V.R. tiene del bien espiritual de esos pobres naturales y que détraza como se impriman el arte y vocabulario de la lengua que V.R. hahecho, para que se puedan ayudar los demás Padres de tan buen trabajo.Padre m¡o, V.R. prosiga y lleve adelante el empleo de indios, ayud ndoloscon la caridad, aplicaci¢n y ejemplo que hasta aquí, que el Señor ser muyliberal en remunerarle tan buenos trabajos y en todo lo que se ofreciere desu consuelo puede estar muy cierto que le acudir‚ con amor y entrañas depadre. La Divina Majestad comunique a V. R. su abundante gracia y leguarde como deseo. En sus santos, etc. Roma 15 enero 1625".4. CARTA DO GENERAL DA COMPANHIA DE JESUS.Texto: Original no Arquivo Geral da Companhia de Jesus, Roma, Paraq. 250.Impressão: O documento é inédito, só é conhecido graças a referênciasdos autores que comentam.Edição: Edita-se o texto transcrito pelo P. STORNI com ortografiaatualizada.Destinatário: O Padre Antônio Ruiz de Montoya. [p. 366]
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]