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Descubra onde estão os restos mortais dos 12 apóstolos - -https://www.a12.com

    30 de julho de 2024, terça-feira
    Atualizado em 02/12/2025 22:29:07



Você já se perguntou onde foram parar os doze apóstolos de Jesus após a morte de cada um?Aliás, se recorda do nome de todos eles? “Simão, chamado Pedro, e seu irmão André; Tiago Maior e seu irmão João; Felipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago Menor; Simão, o cananeu, Judas Tadeu e Judas Iscariotes, Matias, o substituto de Judas”.Uma publicação do ‘National Catholic Register’ divulgou informações acerca dos lugares onde estariam os restos mortais dos “primeiros” seguidores de Jesus, com base em pesquisas de arqueólogos e no que conta a tradição.Apenas em casos raros os arqueólogos dão 100% de certeza sobre descobertas. Com isso, nos últimos 100 anos praticamente confirmaram a localização dos túmulos de São Pedro, São Paulo e São João.Pedroo ano de 1939, enquanto trabalhadores cavavam a sepultura para o Papa Pio XI nas grutas da Basílica de São Pedro, um deles percebeu que havia uma espécie de buraco no lugar onde deveria ter terra. A equipe encontrou o interior de um mausoléu do século II.E, após uma escavação mais profunda, foi encontrada uma necrópole romana completa, abaixo do altar principal da Basílica de São Pedro. De acordo com os arqueólogos, havia ossos de um homem robusto e isso, além de inúmeras menções a Pedro na parede da tumba, em grego, estava a frase: “Pedro está dentro”. Foi em 1968, que o Beato Papa Paulo VI declarou que os ossos naquela tumba eram de São Pedro.PauloSabemos que São Paulo foi decapitado exatamente no mesmo dia em que São Pedro foi crucificado, conforme narra a tradição. Em 2009, o então Papa Bento XVI anunciou que arqueólogos do Vaticano que as relíquias de São Paulo estavam guardadas em um sarcófago na Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma.“Pequenos fragmentos de osso foram datados por carbono por especialistas que nada sabiam sobre sua procedência e os resultados mostraram que eram de alguém que viveu entre o século I e II. Isso parece confirmar a tradição unânime e incontestada de que estes são os restos mortais do Apóstolo Paulo”, disse Bento XVI.JoãoQuanto a João, a Tradição conta que o Evangelista morreu em Éfeso, território que pertence à Turquia, por volta do ano 100. Após a perseguição de Constantino à Igreja, os cristãos construíram uma capela sobre o túmulo de João, e depois o imperado Justiniano fez uma basílica no local, que mais tarde foi transformada pelos turcos em uma mesquita.Infelizmente o túmulo do apóstolo foi encontrado vazio, após escavações de equipes arqueológicas da Grécia e da Áustria escavarem os restos da basílica. Até hoje, ninguém sabe ao certo o que aconteceu.André e os dois TiagosSanto André era irmão de São Pedro. Conta-se que ele foi martirizado e enterrado na cidade de Patras, na Grécia, durante o tempo que propagou o Evangelho na região.No entanto, no ano de 357, a maioria de seus restos mortais foram transferidos para Constantinopla. Em 1204, o Santuário de Santo André foi saqueado e levaram suas relíquias para Amalfi, no sul da Itália, onde permanecem na Catedral até a atualidade.Anos depois, em 1964, o Papa Paulo VI devolveu algumas das relíquias de André à Igreja Ortodoxa Grega, e elas permanecem também guardadas na basílica, construída sobre o que se acredita ser o túmulo original do apóstolo.São Tiago Maior, irmão de São João, foi martirizado em Jerusalém no ano 44. Sua morte é a única relatada no Novo Testamento. De acordo com a tradição, seu corpo foi, de forma milagrosa, transportado para a região norte da Espanha e enterrado em um cemitério cristão. Atualmente seus restos mortais estão em seu túmulo na Catedral de Santiago de Compostela, na Espanha.São Tiago Menor foi o primeiro bispo de Jerusalém. Segundo a tradição, ele foi jogado do telhado do Templo, e como não faleceu com a queda, foi espancado e apedrejado até morrer. O apóstolo foi enterrado no Monte das Oliveiras e, no século VI, e o Imperador Justiniano II ordenou que seus restos mortais fossem levados para a Basílica dos Santos XII Apóstolos, em Roma.

Filipe e Tomé

No ano de 2011, arqueólogos afirmaram a descoberta do que acreditavam ser o túmulo original de São Filipe. Eles encontraram um sarcófago do século I em meio às ruínas de uma igreja do século IV ou V.

Pouco se sabe como suas relíquias foram de Constantinopla para Roma, onde foram consagradas com as relíquias de São Tiago Menor Basílica dos Santos Apóstolos. As relíquias dos Santos Filipe e Tiago permanecem juntas até a atualidade, na cripta dos Doze Apóstolos.

Uma parte dos restos mortais de São Tomé estão dispostas para veneração na Basílica de São Tomás em Chennai, Índia, e outra chegou a ser levada para Edessa, na Mesopotâmia. No entanto, em 1258, foram levados para Ortona, na Itália, onde atualmente estão na Basílica de São Tomé Apóstolo, nessa região.

Bartolomeu e MateusSão Bartolomeu teve seus restos mortais retirados de seu túmulo na Armênia para Lipari, em 809, e, em 838, para Benevento, no sul da Itália. Já em 983, o Imperador Romano Otto III construiu em Roma uma igreja na Ilha Tiberina dedicada a igreja a São Bartolomeu, onde ficou parte dos restos mortais. Ou seja, Roma e Benevento têm os principais santuários de São Bartolomeu.Os restos mortais de São Mateus, em 954, foram retirados de seu túmulo na Etiópia, região onde passou seus últimos anos, e levados para a cidade de Salerno, na Itália. As relíquias são veneradas na cripta da Catedral de São Salerno.Simão e Judas TadeuNa Basílica de São Pedro, em Roma, há um altar que abriga as relíquias de São Judas Tadeu e de São Simão. A tradição conta que ambos viajaram juntos para pregar o Evangelho na Pérsia, e foram martirizados na região. Não há informações certeiras de quando e como suas relíquias foram levadas para a cidade de Roma.MatiasSão Matias foi o escolhido para substituir Judas, aquele que traiu Nosso Senhor, Jesus Cristo. Conta-se que, por volta do ano 326, a imperatriz Santa Helena achou o túmulo de São Matias em Jerusalém e enviou seus restos mortais aos cristãos de Trier, cidade da Alemanha. Ele pode ser venerado na Basílica de São Matias de Trier.Fonte: ncregister e ACI



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Tomé Judas Dídimo
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Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]